Autor: Rebeca Bedone

Não compre cães e gatos. Adote!

Não compre cães e gatos. Adote!

Confesso que, muitas vezes, sinto um nó no estômago. Vejo imagens de animais abandonados por ex-donos que se mudaram para outra cidade e deixaram seus cães e gatos para trás, como se eles fossem um sofá velho que não caberia na nova morada. Já me emocionei com as histórias de pessoas que nunca vi na vida, mas que contam como reencontraram seus animais de estimação ou relatam a dor de tê-los perdido.

Viver é sobreviver às tragédias e ao pior de nós mesmos

Viver é sobreviver às tragédias e ao pior de nós mesmos

A gente pensa que já viveu uma situação ruim, então chega outra pior. Nem sempre é diretamente conosco, mas nos afeta mesmo assim. Recentemente, assistimos ao espetáculo da morte em carne viva: ela veio com a lama, a água e o fogo. A certeza da morte nos força a sobreviver às tragédias. E nossa pior tragédia é viver sem esperança.

Viver é aprender a dizer adeus para certas coisas

Viver é aprender a dizer adeus para certas coisas

Os momentos eternizados por essas fotos nos mostram que não podemos mudar o passado, mas podemos aceitá-lo e seguir em frente. É que a percepção do passar do tempo nos traz a nebulosidade da vida: vivemos entre o sonho e a realidade. Como disse Lya Luft, “as contradições do tempo são as nossas: ele mata, ou eterniza, e para sempre estará conosco aquele cheiro, aquele toque, aquele vazio, aquela plenitude, aquele segredo”.

A infância com os avós é a nossa melhor saudade

A infância com os avós é a nossa melhor saudade

A infância com os avós é a nossa melhor lembrança. Quando penso na menina que fui, ouço as gargalhadas do vovô e as músicas da vovó — e me sinto bem. Todas essas memórias de amor e carinho são de um tempo que nunca mais voltará; mas, também, é um tempo que nunca foi embora. É que nossos avós não morrem: eles vivem na nossa saudade.

Para sobreviver ao Natal

Para sobreviver ao Natal

Nem toda noite natalina será feliz esse ano. Para alguns, ao anoitecer, os sinos farão silêncio e as estrelas perderão o brilho. Porque é difícil celebrar sem aqueles que amamos por perto. Como festejar a vida quando estamos mortos por dentro? Natal é um sonho. Porém, às vezes, eles ficam adormecidos, causando estranheza na gente. Outras vezes, alguns sonhos são invadidos por infortúnio e miséria, como a falta de sorte de quem mora na rua e implora por migalhas ao farol; como a saudade de quem já partiu.

A mulher não nasceu para ser mãe, mas para ser o que ela quiser

A mulher não nasceu para ser mãe, mas para ser o que ela quiser

É normal ouvir de uma mulher mais jovem que ela não sabe se terá filhos, pois ainda há muito tempo para se decidir. Mas, cada vez mais, ouço, em meu consultório, mulheres jovens afirmarem, categoricamente, que não serão mães. Antes, o que parecia uma decisão somente de mulheres mais maduras, está deixando de ser um tabu: não é mais obrigação gerar outra vida.

Obesidade é doença. Não é preconceito lutar contra

Obesidade é doença. Não é preconceito lutar contra

Concordo que precisamos combater a gordofobia, essa repulsa é preconceituosa, vergonhosa e abjeta. Mas essa luta precisa ir além: não podemos negligenciar o excesso de peso. Não é uma questão de estética, é a saúde do indivíduo que está em jogo: a obesidade aumenta a incidência de doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.