Autor: Eberth Vêncio

Por que é mesmo que a gente usa drogas?

Por que é mesmo que a gente usa drogas?

Foi assim com o laureado ator americano. Foi assim com uma caravana de outras estrelas do cinema, da música, do show business, enfim. É assim com a legião de viciados incógnitos, pessoas comuns com hábitos e dependências tão comuns que os têm conduzido a uma miséria para lá de comum: a ruína da dignidade, o esfacelamento dos relacionamentos, o isolamento, a associação ao crime, a autodestruição por overdose. Mudam os atores, mas o roteiro do dramalhão permanece o mesmo.

Crescer faz mal à saúde dos sonhos

Crescer faz mal à saúde dos sonhos

Você se lembra que pretendia mudar o mundo, mas, o máximo que conseguiu foi mudar de endereço e de analista? Você se lembra que tinha certeza absoluta que no final tudo daria certo, mas percebe que atualmente tem algo de muito errado na ordem do dia, quando um punhado de gente acredita que sempre haverá algum espaço para as coisas piorarem mais um pouquinho? Você, por outro lado, se lembra também que naquela época toda criança tinha salvo conduto para sonhar o quanto quisesse, ainda que o sonho fosse muito esdrúxulo, do tipo “voar que nem passarinho”?

Que tal um rolezinho na biblioteca?

Que tal um rolezinho na biblioteca?

Não sei a quantas andam as coisas aí na sua cidade, mas, por aqui, meu chapa, os filmes do Quentin Tarantino até pareceriam lorotas da Galinha Pintadinha: neguinho tá pitando crack, bordando e matando só pra ver o tombo. Nos dizeres dos malas, tá tudo dominado. Antes que os chatos de plantão me acusem de branquelo preconceituoso por eu ter utilizado o termo “neguinho” no sentido pejorativo, aviso logo que não sou segurança de shopping center pra ficar apartando gente de acordo com o grau de melanina na carcaça, não.

Estupros coletivos, pesadelos particulares

Estupros coletivos, pesadelos particulares

Eu sei que acabamos de adentrar o ano de 2014, e ainda há milhares de pessoas arrotando cidras cereser e gozando merecidas férias, e muitos ainda se ocupam em anotar numa embalagem de padaria as metas para o ano que se inicia. Não quero atrapalhar a digestão, muito menos, as férias de ninguém com as minhas reflexões acerca das reincidentes atrocidades humanas. Mas acontece que a ruindade do homem não respeita os pipocos do champanhe. Na engenharia da maldade, não existe o botão de “Pause”.

Dicas inacreditáveis para se fracassar em 2014

Dicas inacreditáveis para se fracassar em 2014

Indesejável leitor, se você se dispôs a ler este texto: meleca! Você deve ser um curioso terminal, um fracassado contumaz ou uma criatura que se dependura num cabide de empregos governamentais para servir café frio aos colegas, assediar as gostosas companheiras de ócio no palácio ou prestigiar os eventos festivos do seu partido. A ordem dos detratores não altera o salvo conduto.

Coisas que você vai pedir, mas Papai Noel não vai trazer

Coisas que você vai pedir, mas Papai Noel não vai trazer

Lamento empatar o seu amigo oculto, arranhar a lataria do espírito natalino que se apoderou da redoma planetária nos últimos dias, mas, existem certas coisas que você vai pedir ao Papai Noel e ele não vai trazer de jeito nenhum. Eu sei que já estou até ficando com fama de escritor maldito de tanto destilar as mazelas humanas nos meus textos, portanto, se você prefere sair para doar (se desfazer) a sua sacola de roupas velhas e puídas para os relegados de um asilo ou, ainda, se propõe a assistir da última fila, por questões de presbiopia e segurança, ao coral de facínoras desafinados da penitenciária local cantando o Jingle Bells, ao invés de ler esta crônica burlesco-natalina, fique à vontade.

Eu vou criar polêmicas porque hoje é sábado

Eu vou criar polêmicas porque hoje é sábado

Se chover, eu vou tomar um banho, porque hoje é sábado. Todos os dias, antes de sair e surtar, eu leio um poema do Vinícius. Poeta, meu poeta camarada, por que o ontem, o hoje e o amanhã não podem ser vividos como se sábado fossem? É apenas segunda-feira, e o mau humor é sorvido com torradas no desjejum silente, mesmo assim, eu já vejo nuvens em forma de bundas. Por que será que hoje tá com cara de sábado, querida?