É uma história de amor… só que com a cidade inteira assistindo: Richard Gere e Jodie Foster no Prime Video Divulgação / Warner Bros.

É uma história de amor… só que com a cidade inteira assistindo: Richard Gere e Jodie Foster no Prime Video

Em “Sommersby — O Retorno de um Estranho”, um homem dado como morto reaparece seis anos depois e tenta ocupar, de novo, o lugar que ficou vazio na rotina da casa. A história parte de um gesto simples, abrir a porta para quem diz ser o marido, e logo transforma carinho em assunto de rua, com perguntas repetidas no portão, na varanda e no caminho até a cidade. Jon Amiel dirige com sobriedade e prefere a conversa atravessada e o olhar que não desvia a qualquer correria. O suspense nasce do cotidiano, de encontros forçados e de gente rondando a casa, cobrando memória e cobrando postura. É drama, romance e mistério sem fogos de artifício, interessado no que um casal perde em tempo, energia e posição social quando cada resposta vira convite para mais perguntas.

O último filme de M. Night Shyamalan chegou à Netflix — e é o suspense que te deixa sem ar Divulgação / Warner Bros.

O último filme de M. Night Shyamalan chegou à Netflix — e é o suspense que te deixa sem ar

Um pai leva a filha adolescente para ver uma estrela pop, mas a saída do carro até o assento vira um caminho cheio de barreiras, seguranças e policiais demais para um evento comum. Cooper percebe o excesso, muda o trajeto, faz perguntas curtas e tenta parecer só mais um adulto procurando o setor certo. Cada escolha custa alguma coisa bem palpável, minutos em fila, idas e voltas por corredores, energia para sorrir quando dá vontade de correr. O suspense cresce menos por gritos e mais por logística, o tipo de lugar em que uma porta fechada muda o plano e um olhar demorado chama gente demais.

Cartas do pai reaparecem décadas depois — e viram o livro mais íntimo (e inquietante) de Cristovão Tezza

Cartas do pai reaparecem décadas depois — e viram o livro mais íntimo (e inquietante) de Cristovão Tezza

“Visita ao Pai”, eleito o melhor livro brasileiro de 2025 em enquete da Revista Bula, marca um passo decisivo na obra de Cristovão Tezza. Partindo de cartas, cadernos e anotações do pai morto quando o autor era criança, o livro transforma o arquivo íntimo em investigação literária. Sem sentimentalismo, Tezza evita a biografia pronta e trabalha com a ausência, com os silêncios e com o que a memória distorce e rearranja. É assim que o Brasil aparece, nos detalhes de época.

Nicole Kidman viveu cenas tão intensas que precisou parar — o filme está no Prime Video e é um dos mais vistos da atualidade Divulgação / A24

Nicole Kidman viveu cenas tão intensas que precisou parar — o filme está no Prime Video e é um dos mais vistos da atualidade

Que tipo de moralismo ainda se esconde atrás do crachá e da porta fechada do banheiro? O texto encosta “Babygirl” no olhar impiedoso de Nelson Rodrigues para acompanhar Romy, executiva no topo, enquanto administra desejo, culpa e poder em intervalos de reunião. Sem pregação, a crítica observa como Halina Reijn aposta em metáforas diretas, em pausas constrangedoras e no magnetismo de Nicole Kidman e Harris Dickinson para expor o que muita gente prefere varrer para debaixo do tapete.

Com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, obra-prima de Aki Kaurismäki, para quem ama cinema de verdade, está na Mubi Divulgação / Esselte Video

Com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, obra-prima de Aki Kaurismäki, para quem ama cinema de verdade, está na Mubi

Com 100% de aprovação no tomatômetro do Rotten Tomatoes, “A Garota da Fábrica de Caixas de Fósforos”, de Aki Kaurismäki, é uma demonstração quase didática de como o cinema pode extrair força expressiva do mínimo. Não se trata apenas de um filme feito com poucos recursos, mas de uma obra que transforma a escassez, financeira, estética, emocional, em linguagem. Kaurismäki faz do pouco muito, e do silêncio, discurso.