O espírito não carrega excesso de bagagem. Tudo o que não servir mais, coloque em uma caixa e jogue fora

O espírito não carrega excesso de bagagem. Tudo o que não servir mais, coloque em uma caixa e jogue fora

Não sei você, mas tem hora que me sinto meio intoxicada. Abro as gavetas e só vejo bagunça, reparo um trincado feioso no vidro do celular, futrico as maquiagens e descubro que várias já passaram da data de validade. Esbaforida, percebo que o relatório prometido para a sexta passada está atrasado — de novo! — e que a visita ao centro de caridade que me comprometi a fazer acabou ficando para o mês que vem.

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Hannah Arendt: a filósofa como poeta

Hannah Arendt: a filósofa como poeta

A faceta da judia Hannah Arendt filósofa quase militante — dotada de uma coragem intelectual excepcional, mesmo quando enfrentava o reducionismo e o vitimismo do establishment judaico — é por demais conhecida. Nascida em 1906 e falecida em 1975, é frequentemente citada em livros e reportagens e artigos de jornais de todo o mundo tal a vitalidade de suas ideias. Afirma-se que algumas de suas ideias são insight não desenvolvidos — e seu livro clássico, “Origens do Totalitarismo”, mereceu críticas de vários autores, como os judeus Bruno Bettelheim, psicanalista, e Raul Hilberg, historiador. Nos últimos tempos, nos quais dinheiro compra até amor verdadeiro, tem sido mencionada, com constância excessiva, por sua paixão pelo filósofo Martin Heidegger.

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O mais bonito das histórias de amor é que elas nunca são iguais

O mais bonito das histórias de amor é que elas nunca são iguais

Há quem ache a sua pessoa amada para toda vida já no primeiro namoro, enquanto tem aqueles que percorrem quase uma vida inteira até encontrar alguém para amar. Há quem ame o hoje para sempre, e também tem os que se permitem amar um dia de cada vez. Não há regras. Ama quem pode, ama quem quer. Seja de amores passageiros ou eternos, o que é preciso é ter sorte e vontade. E coragem também.

Revolução Russa de Stálin devorou Maiakóvski

Revolução Russa de Stálin devorou Maiakóvski

Maiakóvski matou-se, aos 36 anos, em 1930, quando Stálin, senhor do poder, havia expurgado adversários de peso como Liev Trotski e enquadrava aqueles que pensavam diferentemente da ortodoxia do partido. Por que Maiakóvski se matou, com um tiro no peito, se havia condenado o suicídio do poeta Sierguéi Iessiênin, em 1925? Mikhailov escreve, com pertinência: “A pessoa que deixa voluntariamente a vida leva consigo o mistério de sua decisão. Nenhuma explicação (inclusive as de Maiakóvski) penetra na essência real da atitude tomada. Elas somente entreabrem a cortina sobre o segredo, mas o próprio segredo permanece escondido atrás do final triste da vida. (…) Encontramos os motivos, mas o segredo permanece em segredo”.

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