O insistente dilema entre os prazeres de morar fora e a saudade dos que amamos

O insistente dilema entre os prazeres de morar fora e a saudade dos que amamos

É um cabo de guerra. De um lado a possibilidade de descobrir um mundo inexplorado e altamente convidativo. Do outro, o aperto que machuca o peito dos que optam por voar para longe do lar. Quem decidiu — por apreço à liberdade ou por necessidade — construir uma vida a milhares de quilômetros da cidade de origem conhece bem os conflitos que permeiam essa escolha. Algumas vezes há prazer em abrir a janela e enxergar a avalanche de novidades que reaviva a alma dos que trilharam caminho em direção oposta à zona de conforto.

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O Homem que Matou o Facínora

O Homem que Matou o Facínora

Leia um ensaio do crítico literário Davi Arrigucci Jr. — na verdade um resumo de uma tese de doutoramento defendida na USP — sobre “O Homem que Matou o Facínora” (The Man who shot Liberty Valance, 1961), de John Ford, com John Wayne, James Stewart, Vera Miles, Edmond O’Brien, Vera Miles. “O Homem que Matou o Facínora” é o maior faroeste já feito. John Ford lança um olhar crítico sobre os heróis, ao mostrar que todas as lendas, foram mitificadas para se tornarem parte da história. Se o filme de Ford é uma unanimidade, ou, no mínimo, quase. A análise do crítico é, também, antológica.

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A face oculta de Lolita

A face oculta de Lolita

Recusado por diversas editoras americanas, quando saiu em 1955 por uma editora francesa especializada em publicar livros em inglês, o escândalo foi de alta voltagem. Lolita, a personagem, transformou-se de imediato num símbolo da revolução de costumes em curso. O autor não conseguia compreender o sucesso, logo ele que escrevia textos sofisticados, burilados ao extremo, peças de teatro, ensaios críticos, traduções para o russo e uma biografia de Nikolai Gógol.

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Os 10 maiores álbuns de jazz da história

Os 10 maiores álbuns de jazz da história

Para se chegar ao resultado fizemos uma compilação de listas publicadas por sites, jornais, revistas e suplementos culturais especializados em música. O objetivo da pesquisa era identificar, baseado nestas listas, quais eram os dez mais importantes discos de jazz, de artistas diferentes, em todos os tempos. Nos casos de John Coltrane e Miles Davis que aparecem em todas as listas pesquisadas com mais de um álbum listados, priorizamos aquele que teve o maior número de citações.

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Cantada não é elogio, é assédio

Cantada não é elogio, é assédio

Cantada não é elogio, é assédio. As ocasiões em que me senti coagida ou submetida a humilhações de cunho sexual constatam que ainda há homens que não entenderam que nós, mulheres, não gostamos de olhares constrangedores para nossos peitos e nossas bundas, não queremos ser enxergadas como o “sexo frágil” e detestamos ouvir gritos como “ô gostosa!” ou “delícia!” quando eles fazem parte de cantadas baratas e flertes não correspondidos.

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Deus é brasileiro, mas, requereu cidadania sueca

Deus é brasileiro, mas, requereu cidadania sueca

Odeio esse país. Amo essa joça. Agora é pra valer: eu gosto do Brasil porque tivemos Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Carlos Drummond de Andrade e Glauber Rocha. Viver numa nação com dimensões continentais é retirar pedras do caminho. Há sempre um caminhão delas a atravancar o progresso. Eu gosto do Brasil. Eu gosto de rir, mas, por favor, senhores, não me façam de palhaço. Não me digam que toda essa bandalheira institucionalizada é coisa de agora.

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A última entrevista de Castro Alves

A última entrevista de Castro Alves

Antônio Frederico de Castro Alves foi um dos maiores poetas brasileiros. Nasceu em 14 de março de 1847 na fazenda Cabaceiras, próxima à vila de Curralinho, hoje cidade de Castro Alves, Bahia, e morreu 6 de julho de 1871, em Salvador, vitimado pela tuberculose, aos 24 anos. Ficou conhecido como o poeta dos escravos e da liberdade, por suas feições abolicionistas e republicanas. Sua poesia, uma transição entre o Romantismo e o Parnasianismo, foi fortemente influenciada pela literatura social do poeta francês Victor Hugo.

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