Ler romances faz viver mais e melhor. Palavra da Universidade de Yale

Ler romances faz viver mais e melhor. Palavra da Universidade de Yale

O hábito da leitura é um passaporte para o turismo no universo do imaginário, com direito a viagens sem fim. Porque mesmo quando você acaba de ler um, logo aparece outro e outro te levando para novas e fascinantes jornadas, e assim a vida vai ganhando motivos a mais para ser vivida. Pois aquilo que todos sabíamos por intuição, a ciência acaba de revelar por comprovação: ler faz você viver por mais tempo.

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Virginia Woolf tentou ‘curar’ sua loucura pelo suicídio

Virginia Woolf tentou ‘curar’ sua loucura pelo suicídio

Em 28 de março de 2016 completou 75 anos que a escritora inglesa Virginia Woolf se matou. Virginia, que hoje tende a ser comparada (desfavoravelmente) a James Joyce, que ela considerava (invejosamente) um operário autodidata, morreu aos 59 anos, jogando-se no Rio Ouse, em 1941. A obra de Virginia permanece gerando polêmica. Para alguns, ainda é inovadora. Para outros, teria envelhecido. A revolução de Virginia estaria obscurecida pela revolução de Joyce.

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No jogo do desinteresse ninguém ganha. E quem perde é a vida

No jogo do desinteresse ninguém ganha. E quem perde é a vida

Nas redes sociais borbulham pequenos textos sobre a Cultura do Desinteresse. Essa cultura que consiste em mostrar-se pouco interessado no outro, naquele que se dispõe a entrar nas nuances do flerte contemporâneo. Esse desinteresse, hoje, é o primeiro dos recursos a ser usado no jogo da conquista. Comportamento que expressa todas as características da pós-modernidade, em que as redes sociais ditam quais comportamentos podem ser aceitáveis ou não. E mostrar-se muito atencioso nesses espaços indica carência. E ninguém quer ser rotulado como carente.

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Seja grato, mas não espere que os outros sejam. A gratidão é uma virtude de poucos

Seja grato, mas não espere que os outros sejam. A gratidão é uma virtude de poucos

A gratidão sincera não precisa de cerimônia e dispensa intermediários. Há momentos em que agradecer dispensa até mesmo palavras, traduzindo-se em abraços, sorrisos, orações ou num simples suspiro profundo de quem se alegra pelo que já alcançou. Vive-se hoje a certeza de que nada é suficiente, uma sede inesgotável que consome dinheiro, energia e sobretudo a própria vida. A graça tem sido lamentar pelo que ainda não se tem, sem reconhecer o que já foi alcançado e quem ajudou a chegar até aqui. Copo meio vazio sempre.

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Eu odeio pokémons e quando descobrir para que eles servem, vou odiar mais ainda

Eu odeio pokémons e quando descobrir para que eles servem, vou odiar mais ainda

Pior que se sentir um analfabeto digital é, de fato, ser um. Eu descobri isso da pior maneira: sendo. O bê-á-bá é o seguinte… Duas da madruga, meu vizinho que deveria estar dormindo faz tempo acorda meio mundo aos gritos: “Peguei mais um! Peguei mais um!”. Pra complicar, o filho dele se revelou ainda mais escandaloso: “Eu também! Um Pikachu!”. Era um sábado e eu só queria chegar até as oito da manhã babando no travesseiro. Mas a gritaria continuou lá fora, agora acrescida de novas vozes desenfreadas. Sim, era isso: o mundo que eu conhecia tinha virado de cabeça pra baixo.

Fere-se mais com as palavras do que com os punhos

Fere-se mais com as palavras do que com os punhos

Era tarde avançada. Chovia. Nos olhos dela, tempestades. Eu me sentia esgotado. Ela parecia devastada, conduzida até ali por uma espécie de força extravagante advinda de outro mundo. Nunca sofri de superstições, então, relevei a pressa de ir embora. Ofereci a ela os ouvidos com esforço legítimo e desprendimento samaritano. Justo eu que, de santo, só padecia daquele olhar estático e melancólico. Cara de paisagem era o que diziam.

Esqueça os contos de fadas. A vida real é um conto de falhas

Esqueça os contos de fadas. A vida real é um conto de falhas

Sabe aquela história da princesa que foi resgatada no alto da torre pelo príncipe encantado e foram felizes para sempre? Conversa para boi dormir. A gente cresce ouvindo sobre um mundo perfeito, até o dia em que encaramos a realidade e nos damos conta de que a vida não é um conto de fadas. Pelo contrário, ela está mais para um conto de falhas. E o que fazer quando descobrimos que o “felizes para sempre” de fato acaba ou simplesmente não existe? Ora, aprender a viver com menos romantismo e mais ceticismo, com menos idealização e mais evidências.

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