O culto ao corpo e o atrofiamento dos cérebros bombados

O culto ao corpo e o atrofiamento dos cérebros bombados

Dando-se uma volta de três minutos no banheiro de alguma das (milhares de) academias por aí, tudo o que se ouve são projetos. O negócio parece escola de engenharia, até que se entenda a intenção por trás das falas: projeto-verão, projeto-Cancun, projeto-noiva, projeto-carnaval… É tanto projeto que Niemeyer morreria — de novo — de inveja. Uma voltinha nos aparelhos e já se pode produzir um artigo científico sobre termogênicos, esteroides, repositores energéticos, proteínas, vitaminas, pró-hormonais e hormônios.

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A Fenomenologia de Edmund Husserl

A Fenomenologia de Edmund Husserl

Edmund Husserl, em seu livro “Meditações Cartesianas”, define o seu método fenomenológico como uma espécie de neocartesianismo. Isto porque, ele retoma duas questões consideradas essenciais quando o assunto é a modernidade filosófica e o seu principal representante, René Descartes, tais quais: o questionamento de tudo aquilo que é tido como certeza imediata, a exemplo de alguns pressupostos e crenças (sensoriais e/ou imaginativas) encaradas como verdades inabaláveis; e o surgimento do sujeito como base segura e fonte primeira de todo conhecimento.

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1000 horas com as maiores lendas da história jazz para download gratuito

1000 horas com as maiores lendas da história jazz para download gratuito

David W. Niven foi um professor do ensino médio de Nova Jersey, Estados Unidos. Durante 70 anos ele gravou 650 fitas cassetes de jazz, totalizando mais de 1000 horas de música. O acervo traça um panorama de toda a história do Jazz, de 1921 a 1991, ressaltando a força do gênero musical e suas transformações ao longo de mais de meio século. Em 2013, com autorização da família de Niven, o arquivista Kevin J. Powers digitalizou toda a coleção, intitulada “Early Jazz Legends”, e disponibilizou na internet.

Não importa pra onde você vai. O que realmente importa é o caminho

Não importa pra onde você vai. O que realmente importa é o caminho

Sempre gostei de caminhar. Fiz minhas primeiras caminhadas quando era criança, acompanhando a minha avó. Ela dava voltas em quarteirões nos arredores da casa dela, andando lentamente por causa do corpanzil e da artrose. E eu, firme ao seu lado, ia descobrindo a arte de observar tudo ao meu redor. Já caminhei por tantos lugares que seria impossível enumerá-los agora. Mas houve um dia ­­­— um desses dias monótonos e inúteis em que você não espera nada de novo da vida — que certa caminhada me marcou profunda e definitivamente.

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Esperar dói, mas desistir dói mais ainda

Esperar dói, mas desistir dói mais ainda

Temos pressa. A comida é fast, o e-mail é urgente, o macarrão é instantâneo, a reunião é de emergência. Se o livro é chato, paramos de ler. Se o filme é ruim, mudamos. Se não gostamos da música, trocamos. Não aguentamos esperar ao telefone, nos irritamos quando não nos atendem imediatamente no restaurante, na loja, na fila do supermercado, na consulta médica. Porque a nossa fome é maior, a nossa saúde é mais importante, o nosso apuro é impreterível. Não suportamos atrasos, mesmo que — sem admitir — sempre estejamos atrasados.

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Mas afinal, o que querem as mulheres?

Mas afinal, o que querem as mulheres?

Além das emoções que se penduram de cabeça pra baixo numa roda gigante hormonal, há nas mulheres um universo de certezas sob as quais nenhum homem deve ousar atravessar. Perderá seu tempo ou sua namorada. Sua esposa, sua vida ou até sua mãe. Temos um radar sensível e sensato. Sobre as situações primordiais da vida estamos sempre certas. Isso não se discute, nem tente. É mais fácil arrancar-nos a cabeça, do que nossas convicções.

Os 10 melhores poemas da Geração Mimeógrafo ou Poesia Marginal

Os 10 melhores poemas da Geração Mimeógrafo ou Poesia Marginal

Pedimos aos leitores e colaboradores que apontassem os poemas mais significativos da Poesia Marginal ou Geração Mimeógrafo, movimento literário brasileiro que ocorreu entre os anos 1970 e 80, em função da censura imposta pela ditadura civil-militar. A principal característica do gênero foi a substituição dos meios tradicionais de circulação das obras — editoras e livrarias — por meios alternativos: pequenas tiragens com cópias mimeografadas comercializadas a baixo custo e vendidas de mão em mão.