Nenhum Brasil existe e Minas não há mais

Nenhum Brasil existe e Minas não há mais

As facilidades da vida moderna (e, contraditoriamente, também as suas agruras) parecem ter tornado a pacata vida burguesa uma paisagem permanente. Se não há mais jovens como os escritores mineiros, não haverá quem queira, como eles — é Nava quem conta —, “a deposição do presidente do Estado, o encarceramento dos seus secretários, um esbordoamento de deputados e uma matança de delegados”. Já a arte contemporânea, em tudo oposição ao que faziam os mineiros, é esse grande pós-nada e, ainda assim, é best seller nas livrarias, lota cinemas e é vendida a preços estratosféricos nas galerias. Nosso tempo é o de vanglória por conta de textos de 140 caracteres.

3 mil fotografias de sete dos maiores fotógrafos da história

3 mil fotografias de sete dos maiores fotógrafos da história

O site Alafoto disponibilizou, para uso não comercial, cerca de 2 mil imagens de sete dos maiores fotógrafos da história. As fotografias cobrem o período de 1920 a 2010. Fazem parte da galeria, os norte-americanos Ansel Adams, Irving Penn, Dorothea Lange e Richard Avedon. Ainda fazem parte do acervo o alemão, naturalizado australiano, Helmut Newton, o franco-estadunidense Elliott Erwitt e o germano-americano Horst P. Horst.

Que tal um rolezinho na biblioteca?

Que tal um rolezinho na biblioteca?

Não sei a quantas andam as coisas aí na sua cidade, mas, por aqui, meu chapa, os filmes do Quentin Tarantino até pareceriam lorotas da Galinha Pintadinha: neguinho tá pitando crack, bordando e matando só pra ver o tombo. Nos dizeres dos malas, tá tudo dominado. Antes que os chatos de plantão me acusem de branquelo preconceituoso por eu ter utilizado o termo “neguinho” no sentido pejorativo, aviso logo que não sou segurança de shopping center pra ficar apartando gente de acordo com o grau de melanina na carcaça, não.

Não aprendemos afinal onde fica Samarcanda

Não aprendemos afinal onde fica Samarcanda

Houve uma mulher em minha vida. Bem sei, houve mulheres na vida de todos os homens: nenhuma novidade aqui, nada de novo sob o sol. Mas somos capazes de reconhecer as implicações profundas desse fato? Quem, na correria da vida moderna — esse eterno clichê do qual sempre reclamamos —, pensa no que ganhou ou perdeu ao fim de uma história de amor? E pode ser até pior: muitas vezes não percebemos a possibilidade de um amor quando ela surge, como as pequenas epifanias do Caio Fernando Abreu, e a rechaçamos, tristemente a rechaçamos.

Conversa à toa sobre o começo, o meio e o fim do amor

Conversa à toa sobre o começo, o meio e o fim do amor

Sem aviso, o amor rompe a membrana tênue que separa as coisas elevadas, impossíveis, da vida corriqueira e seus acontecimentos rasteiros. Dá as caras à toa, sem mais, como alguém que vai ao mercado, o despertador que não toca, a moça que acorda com raiva, o pobre que acerta na loteria, o tombo da patinadora. Porque o amor pertence à insuspeitada categoria das coisas imprevisíveis. O amor vive no terreno do imponderável.

A você, hipócrita leitor, meu igual, meu irmão (por supuesto!)

A você, hipócrita leitor, meu igual, meu irmão (por supuesto!)

Ler com atenção e colecionar dedicatórias é com certeza um dos sinais distintivos da bibliomania. Na verdade, uma das formas de reconhecer um bibliomaníaco é o fato de que lemos de fio a pavio qualquer livro: as orelhas, a dedicatória, as notas de rodapé, as referências bibliográficas e até o colofão. Holbrook Jackson, autor de uma preciosidade criminosamente ainda não traduzida no Brasil, “The Anatomy of Bibliomania”, reservou um capítulo inteiro de seu livro para discorrer sobre o prazer de colecionar livros com pedigree, aqueles que têm dedicatórias ou anotações de quem os possuiu.