Livros

Marcelo Mirisola dá bicudas em crianças e no politicamente correto em seu novo livro: Espeto Corrido

Marcelo Mirisola dá bicudas em crianças e no politicamente correto em seu novo livro: Espeto Corrido

Meninas e meninos, preparem-se para uma leitura repleta de humor ácido e crítica social. Espeto Corrido, do escritor ítalo-brasileiro Marcelo Mirisola, é um livro que desafia a conformidade da literatura brasileira contemporânea, abordando temas polêmicos com coragem e irreverência. Mirisola não poupa ninguém em suas observações mordazes sobre o zeitgeist moderno, desde o Tinder até o carro elétrico. Em um estilo que mistura autoficção e narrativa contundente, ele expõe as contradições e hipocrisias da sociedade com uma escrita vigorosa e sem concessões.

Guerra civil — o contraponto feminino à brutalidade da guerra Divulgação / A24

Guerra civil — o contraponto feminino à brutalidade da guerra

“Guerra Civil” apresenta uma narrativa que, à princípio, é um clichê. Seria mais um filme sobre a jornada de uma anti-herói mais velha e niilista que, ao reencontrar uma jovem, pode restaurar sua crença na vida e na humanidade. Um enredo de fórmula comum e que perpassa “Guerra Civil”, mas seria uma injustiça reduzir o filme a isso, pois, apesar da fórmula, a questão do feminino grita em meio à caracterização da brutalidade masculina sob o cenário da guerra.

A Mercadoria Mais Preciosa — Uma Fábula, de Jean-Claude Grumberg

A Mercadoria Mais Preciosa — Uma Fábula, de Jean-Claude Grumberg

Li “A Mercadoria Mais Preciosa – Uma Fábula”, de Jean-Claude Grumberg. É o livro mais simples, direto e contundente que li esse ano. Apesar das afirmações do autor de que nada ali é verdade, nada além do amor possível e improvável entre humanos, que parece um estranho no cenário da segunda guerra mundial e do extermínio em massa de judeus, o livro é o retrato de uma realidade histórica terrível.

Marçal Aquino e Patrícia Melo narram o desmanche brasileiro Adriano Heitmann / Companhia das Letras

Marçal Aquino e Patrícia Melo narram o desmanche brasileiro

Em momentos das últimas décadas, surgiu a ideia de que o Brasil atravessava um período de desmanche. A violência urbana passou a dar o tom das imagens, narrativas e até dos sons. Pintou nas telas de cinema, livros e discos uma sociedade aterradora. Nesse caldo cultural, se destaca a produção ficcional de Marçal Aquino e Patrícia Melo. Ambos dialogam com a linguagem cinematográfica, e a novidade veio da escrita ágil, urgente e muito precisa ao captar uma realidade traumática do país.