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Maria Luiza Jobim e a beleza de tudo que é simples

Maria Luiza Jobim e a beleza de tudo que é simples

Tenho lido as críticas especializadas, sempre muito competentes em lançar os olhos clínicos sobre o disco, analisar a relação entre as canções e o momento da vida dessa artista. Algumas estendem pontes do álbum anterior, “Casa Branca”, de 2018, para esse de agora, outras analisam os significados diferentes da palavra “Azul” em português e em inglês, o trânsito das canções entre a tristeza e a alegria, a luz e a sombra.

Pedindo vista na vida

Pedindo vista na vida

Volta e meia rola um desses julgamentos importantes que fazem a gente perder um tempão esperando o voto de um juiz do Supremo, tempo que seria muito mais bem gasto vendo dancinhas no TikTok. E é nesses momentos que muitas vezes acontece algo, que só é inusitado para a gente, porque é bem comum no STF: um dos juízes pede vista do processo.

Minhas assistentes virtuais

Minhas assistentes virtuais

Um dia eu estava de bobeira em casa e resolvi, de brincadeira, pedir à assistente virtual do meu Iphone, a Siri, para pedir uma música para a Alexa, aquele aparelho da Amazon que faz um monte de coisas que a gente manda fazer. A Siri obedeceu e pediu uma música para a Alexa, que tocou a música. Eu me amarrei e resolvi fazer o contrário: mandei a Alexa fazer uma pergunta para a Siri. Me diverti mais um tempo, fazendo as duas assistentes vituais pedirem coisas uma para a outra

Indiana Jones, aquele ladrão colonialista Jonathan Olley / Lucasfilm

Indiana Jones, aquele ladrão colonialista

Uma produção cinematográfica deveria ser julgada apenas pelo que entrega: roteiro, direção, atuação, fotografia, criatividade, inventividade etc. Mas vivemos numa época toda descontruída, onde a ostentação de virtude virou peça de marketing e a divisão da sociedade em bolhas é modelo de negócios. Debater a postura de personagens fictícios fornece desculpa de consumo para audiências melindradas pois Hollywood, afinal, depende do seu ingresso.

Bula de Livro: O Homem da Areia, de E. T. A. Hoffmann

Bula de Livro: O Homem da Areia, de E. T. A. Hoffmann

Numa época infestada de ideias imaturas sobre ciências e tecnológica, sobre a interface misticismo e racionalismo, onde a alquimia e a confecção de autômatos pareciam grandes eventos ligados à metafisica da criação e da reprodução, pelo homem, da obra divina, “O Homem de Areia” parece o elogio do estudo profundo e terrível destes elementos e de sua influência nas atitudes e opiniões humanas.