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Asas do Desejo, de Wim Wenders, busca a ‘épica da paz’ para os tempos modernos Divulgação / Argos Films

Asas do Desejo, de Wim Wenders, busca a ‘épica da paz’ para os tempos modernos

Nenhum outro filme marcou tanto os anos 1980 como “Asas do Desejo”, do alemão Wim Wenders. Foi uma síntese de uma época a história da dupla de anjos vagando pela cidade de Berlim, ainda dividida pelo muro. Esteticamente, o diretor montou um enredo básico cercado de fragmentos estilizados, bem no espírito daqueles anos. Ao mesmo tempo, deve ter sido o último registro do muro e seus simbolismos, como monumento à barbárie do século 20, mas um filme que sugere a utopia da paz futura.

Riobaldo nas quebradas

Riobaldo nas quebradas

O romance “Grande Sertão: Veredas” (1956), de Guimarães Rosa, é uma obra intraduzível no sentido amplo da palavra. Não há outras palavras para dar conta dessa história — só as do autor. As tentativas de transpor a escrita rosiana para outros meios falharam ao longo dos tempos. Foi o caso da primeira versão para o cinema em 1965. Vinte anos depois, veio uma série de televisão com atores e atrizes famosos da TV Globo — hoje o resultado não parece de todo ruim, mas isso pouco importa.

A Última Tentação: a obra-prima que consagrou Nikos Kazantzákis

A Última Tentação: a obra-prima que consagrou Nikos Kazantzákis

Nikos Kazantzakis oferece uma visão profundamente humana e complexa de Jesus, desafiando as concepções tradicionais com um retrato que mescla divindade e humanidade. Martin Scorsese, capturando a essência dessa narrativa, transformou-a em um filme que explora os conflitos internos e as tentações enfrentadas por Jesus de maneira única e provocativa. O filme não apenas retrata um Jesus que luta com sua missão e identidade, mas também apresenta um diálogo intenso entre fé e dúvida, encarnação e espírito. Esta abordagem, rica em simbolismo e questionamentos teológicos, oferece uma perspectiva rara sobre a figura mais enigmática da história.