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As pessoas e os remédios

As pessoas e os remédios

Depois de uma certa idade, os remédios passam a fazer parte do dia a dia. É o meu caso: eu tomo alguns remédios todos os dias e vários outros de acordo com as necessidades. A leitura de bulas passou a ser uma realidade e, contra a minha vontade, passei a ser um entendido em remédios — não um especialista, pois não sou médico, mas um conhecedor amador. Sei o suficiente para manter conversas sobre remédios com os amigos da minha idade, pois, sem dúvida, esse tema passou a fazer parte do cardápio de assuntos, ao lado das doenças.

Corra que Jesus vem aí

Corra que Jesus vem aí

Minha memória secava como merda no asfalto. A fala fanática utilizada pelo Piolho era uma espécie de variação da icônica frase de Guimarães Rosa em “Grande Sertão: Veredas: “Deus, quando vier, que venha armado”. Rosa foi um escritor incrível, o maior de todos. Era pouquíssimo provável que Piolho fizesse uma alusão consciente ao romance de Rosa, tendo em vista que ele repelia a leitura de livros, com exceção dos sacros.

Grande Sertão: Veredas, 70 anos: o livro que mudou a língua — e ainda muda quem lê

Grande Sertão: Veredas, 70 anos: o livro que mudou a língua — e ainda muda quem lê

Grandes obras literárias têm uma capacidade própria de permitir interpretações variadas ao longo do tempo. A cada período histórico, surgem novas leituras e novos modos de aproximação dos leitores e leitoras com o que foi escrito (prosa, poesia ou teatro). As narrativas de maior interesse se revelam justamente por não se fecharem em um sentido único, mas por sustentarem uma diversidade de abordagens. Não se trata de ser atemporal ou universal.

10 infâmias divertidas sobre Harvard

10 infâmias divertidas sobre Harvard

Entre 2012 e 2014, enquanto eu circulava como pesquisador visitante pelos corredores solenes, pelas salas de aula temidas e pelas festas etílicas de Harvard, foi impossível ignorar o descompasso entre o mito e a cena real. Por trás da fachada austera e mítica da universidade, havia um território povoado por curiosidades, segredos ridículos, infâmias elegantes e vexames cuidadosamente encobertos.

Do documentário à ficção: CURTA! Festival amplia mostras e prêmios na 4ª edição

Do documentário à ficção: CURTA! Festival amplia mostras e prêmios na 4ª edição

O CURTA! Festival chega à 4ª edição, em junho de 2026, com ambição ampliada e uma mudança de identidade: além de documentários, passa a acolher curtas e longas-metragens de ficção. Com quatro mostras competitivas, exibição online para todo o país e uma agenda presencial voltada à formação e ao debate, o evento se firma como vitrine do audiovisual independente brasileiro. A edição distribuirá mais de R$ 100 mil em prêmios e abre inscrições para a mostra Outras Janelas até 15 de março.