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Os formadores de opinião

Os formadores de opinião

Hoje, basta ter um público grande nas redes sociais para virar “formador de opinião”. Não importa se a pessoa ficou famosa cantando, atuando ou jogando futebol: de repente, sua opinião sobre política, sexo ou qualquer assunto passa a valer mais do que a dos outros. E como essa parada rende cliques, cresce público e traz mais grana com publis, nasce uma nova categoria: o “cuspidor de opinião”, que sai falando de tudo, para tudo que é lado.

Eu amo o SUS

Eu amo o SUS

Não, eu não endoidei. Pode parecer chinfrim como a maioria das declarações de amor, mas, eu falo com sinceridade e com certo conhecimento de causa. Eu conheço o SUS por dentro. Parcialmente, mas eu conheço. Pela minha vivência como profissional de saúde. Decorridos trinta e três anos de trabalho como servidor público do Estado de Goiás, finalmente, aposentei-me. A sensação é um misto de felicidade e de embaraço. Explico. Ainda me sinto como o cachorro que caiu do caminhão de mudanças.

As pessoas e os remédios

As pessoas e os remédios

Depois de uma certa idade, os remédios passam a fazer parte do dia a dia. É o meu caso: eu tomo alguns remédios todos os dias e vários outros de acordo com as necessidades. A leitura de bulas passou a ser uma realidade e, contra a minha vontade, passei a ser um entendido em remédios — não um especialista, pois não sou médico, mas um conhecedor amador. Sei o suficiente para manter conversas sobre remédios com os amigos da minha idade, pois, sem dúvida, esse tema passou a fazer parte do cardápio de assuntos, ao lado das doenças.

Corra que Jesus vem aí

Corra que Jesus vem aí

Minha memória secava como merda no asfalto. A fala fanática utilizada pelo Piolho era uma espécie de variação da icônica frase de Guimarães Rosa em “Grande Sertão: Veredas: “Deus, quando vier, que venha armado”. Rosa foi um escritor incrível, o maior de todos. Era pouquíssimo provável que Piolho fizesse uma alusão consciente ao romance de Rosa, tendo em vista que ele repelia a leitura de livros, com exceção dos sacros.

Grande Sertão: Veredas, 70 anos: o livro que mudou a língua — e ainda muda quem lê

Grande Sertão: Veredas, 70 anos: o livro que mudou a língua — e ainda muda quem lê

Grandes obras literárias têm uma capacidade própria de permitir interpretações variadas ao longo do tempo. A cada período histórico, surgem novas leituras e novos modos de aproximação dos leitores e leitoras com o que foi escrito (prosa, poesia ou teatro). As narrativas de maior interesse se revelam justamente por não se fecharem em um sentido único, mas por sustentarem uma diversidade de abordagens. Não se trata de ser atemporal ou universal.