Autor: Giancarlo Galdino

O filme da Netflix que vai fazer seu coração sair pela boca

O filme da Netflix que vai fazer seu coração sair pela boca

É tolice querer tomar a produção alemã “Céu Vermelho-Sangue” ou como o típico filme de terror ou como uma crítica de fundo social calcada no ímpeto de pulverizar preconceitos religiosos. O filme de Peter Thorwarth não é nem uma coisa nem outra, compondo uma terceira possibilidade, que poderia se aproximar de uma trama em que os dois aspectos vão adquirindo igual relevância — sem deixar de fazer menção às dificuldades muito particulares de uma mãe solteira jovem no relacionamento com seu filho.

Apesar de direção irregular, novo filme de Halle Berry, na Netflix, dá uma lição que vai além do UFC

Apesar de direção irregular, novo filme de Halle Berry, na Netflix, dá uma lição que vai além do UFC

Embora “Ferida” (2020) fale de superação, a atmosfera nebulosa, com momentos de um gore sempre incômodo, imprime ao trabalho de Halle Berry, o primeiro como diretora, um aspecto meio farsesco — e ela sabe que forçou a barra. Este pode ter sido um difícil começo por trás das câmeras para a eterna Tempestade da franquia “X-Men”, mas que ela se inspire na personalidade furiosa da super-heroína e tente outra vez. Ninguém pode ser bom em tudo — e muito menos logo na estreia de um novo combate.

Intrigante e inteligente, filme da Netflix mantém a tensão até o último segundo

Intrigante e inteligente, filme da Netflix mantém a tensão até o último segundo

“I Am Mother” acrescenta mais um tipo ao rol de mães inesquecíveis do cinema — malgrado aqui o que se tenha seja apenas uma sequência de imitações malfeitas. Mãe, a personagem-título, não cria ninguém, e ao que fica claro ao longo do filme de Grant Sputore, também não é capaz de amar, por uma razão muito simples, que vai se tornando tão evidente quanto irrefutável.

O filme da Netflix que o deixará paralisado numa experiência única e cheia de reviravoltas

O filme da Netflix que o deixará paralisado numa experiência única e cheia de reviravoltas

A maior parte de “Rua Cloverfield, 10” transcorre dentro de um bunker subterrâneo, com apenas três pessoas — e a sensação de claustrofobia que Dan Trachtenberg transmite é de propósito. Suspense refinado, com elementos que remontam a Alfred Hitchcock, H.G. Wells e Ingmar Bergman, o filme expõe numa alegoria distópica o perigo de se deixar proteger por quem o deseja arruinar. Mais atual, impossível.

O melhor filme espanhol de 2021 é um tapa na cara e acaba de estrear na Netflix Divulgação / Atresmedia Cine

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Ao adaptar para o cinema “As Leis da Fronteira”, romance de mesmo nome de Javier Cercas, o diretor espanhol Daniel Monzón faz o espectador voltar a um outro tempo, em que o aguardam Nacho, Zarco e Tere, trio de jovens delinquentes que fazem do crime uma forma de amadurecer e tomar a vida nas próprias mãos. Bom representante do quinqui, o subgênero espanhol de filmes protagonizados por indivíduos à margem da lei, a produção se destaca pela linearidade da história, mesmo assim muito longe de ser tediosa.