Autor: Giancarlo Galdino

O filme na Netflix que é um retrato honesto e intenso de uma mulher real tentando descobrir onde se encaixar no mundo

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A despeito do país onde se viva ou do contexto social em que se está inserido, uma verdade é inquestionável: depois de certa idade, torna-se mais difícil recomeçar. Esse é o recado nas entrelinhas sagazes de “Gloria”, do chileno Sebastián Lelio, que faz questão de esclarecer que, embora não seja fácil — ou exatamente por essa mesma razão — é imprescindível tentar, uma, duas, mil vezes. Torcer a vida, até que ela fique como deve ser.

Um filme extraordinário e perturbador que acompanhará você por muito tempo depois dos créditos finais Eric Chakeen / A24 Films

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O brilho do sucesso, da glória, não ofuscou Robert Eggers. Aclamado pela excelência de “A Bruxa” (2015), Eggers segue na trilha do terror soft e em “O Farol” arranca uma das muitas máscaras da loucura em dois personagens condenados a viver num inferno muito peculiar. O filme suscita o medo, o pânico até, mas para isso se vale de premissas sofisticadas, só vistas em produções dos mestres máximos do gênero.

O filme da Netflix que vai intrigar e deprimir você

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“White Boy Rick” mirou no que viu, mas acertou no que nem imaginava estar à espreita. O filme do francês Yann Demange é um suspense mediano e um drama de família soberbo, tomando por premissa a influência nefasta de um pai sobre um filho, ambos dotados de personalidades obviamente perversas, ainda que, claro, o garoto tenha muito menos possibilidades de defesa.

Candidato ao Oscar, novo filme da Netflix é um nocaute do cinema que agarra o espectador e não solta

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“Tick, Tick… Boom!” agrada tanto quem gosta — e entende — de musicais da Broadway quanto quem se atrai pelo inegável talento de Andrew Garfield, posto à prova em filmes tão díspares como os da franquia “Homem-Aranha” e “Até o Último Homem” (2016). No musical do aclamado Lin-Manuel Miranda, queridinho do teatro americano, Garfield se mostra à altura do compositor Jonathan Larson (1960-1996), gênio atormentado que só queria viver de sua arte.