Autor: Enio Vieira

Rimbaud, Flaubert e as revoltas parisienses

Rimbaud, Flaubert e as revoltas parisienses

Acaba de ser publicada uma nova edição em português com duas obras maiores do poeta francês Arthur Rimbaud. O livro “Um Tempo no Inferno e Iluminações” é uma das portas de entrada para um dos escritores mais influentes da cultura erudita e da popular, sobretudo entre os jovens. Foi um autor de cabeceira de astros do rock como Jim Morrison (The Doors), Bob Dylan, Patti Smith, Cazuza e Renato Russo.

Spielberg e sua fábrica de criar monstros

Spielberg e sua fábrica de criar monstros

Quando pensou na história de “E.T. — O Extraterrestre” (1982), Steven Spielberg tinha, na verdade, a ideia de fazer um filme sobre a perda que a criança sente com o divórcio dos pais. Nada de alienígenas e coisas parecidas. Ele criou o personagem Eliot, que se vê sem pai de repente, e desenvolveu a relação do menino com o ser de outro planeta. Mas, no final das contas, o ser de outro planeta ocupou o centro das atenções.

Ana Paula Maia usa epidemia para construir alegoria da catástrofe

Ana Paula Maia usa epidemia para construir alegoria da catástrofe

A ideia de que o mundo acabaria em algum momento futuro esteve presente numa legião de pensadores, romancistas e cineastas nas últimas décadas. O temor vinha sobretudo com o tema das mudanças climáticas e do aquecimento global. Criou-se, no sentido amplo da palavra, uma literatura da catástrofe. A pandemia da Covid-19, no entanto, parece ter provocado uma virada, um “plot twist”, nessa linha de pensamento.

Já começou o matriarcado nas séries

Já começou o matriarcado nas séries

Uma cena de “Casa de Papel” marcou a virada, rumo ao feminino, nas séries de televisão e de streaming. No meio da confusão do assalto na história, a personagem Nairobi recebe a instrução para assumir o comando da operação e solta a conhecida frase: “Que comece o matriarcado”. Foi um sinal de que os homens em crise passaram a um segundo plano na recente ficção seriada, contrariando a política em várias partes do mundo que estava sendo invadida por uma masculinidade fora de hora e tóxica.

Criador de Blade Runner, Philip K. Dick foi o “Shakespeare da ficção científica”

Criador de Blade Runner, Philip K. Dick foi o “Shakespeare da ficção científica”

Philip K. Dick (1928-1982) é um dos principais nomes de uma literatura vista a princípio como mero passatempo, publicada em revistas baratas nos Estados Unidos, mas que ganhou ares filosóficos por antecipar problemas pertinentes do século 21. Sua prosa também virou referência para diversos autores e conquistou a legião de fãs, por conta das adaptações para o cinema e a televisão. São dele os argumentos de “Blade Runner” (1982), “Minority Report” (2002) e da série “O Homem do Castelo Alto” (2015).