Os 20 livros mais ‘esquecidos’ em quartos de hotéis

O jornal inglês “The Guardian” publicou uma lista dos principais livros que os hóspedes da rede de hotéis Travelodge — uma das maiores redes hoteleiras do mundo — esqueceram em seus quartos. Um total de 22.648 livros foi abandonado nos últimos 12 meses. A autora de romances eróticos — e escritora com o maior faturamento do ano — E. L. James está no topo da lista: “Cinquenta Tons de Liberdade” é o livro recordista de abandonos. E. L. James aparece três vezes na lista com a trilogia “Cinquenta Tons”, assegurando a primeira posição com 1.209 cópias abandonadas no ano.

Motivos banais para ser feliz

O senso comum, os livros de auto-ajuda, a maioria das ciências sociais, como a política e a psicologia, e até mesmo as religiões sustentam que o bicho humano tem vocação para ser feliz. Talvez seja essa uma das superstições mais bem disseminadas e sem contestação nos dias de hoje. Na verdade é muito cômodo, simpático e agradável concordar e agir como se todos nós fôssemos dotados do temperamento de ser feliz. Além de que a crença de que podemos alcançar um estado de felicidade na vida nos impulsiona a todos e sustenta a grande indústria do mundo, nos seus aspectos mais vorazes de produção e consumo.

Um exército de hipócritas

A grande diferença, talvez, esteja no cinismo. Um racista, por cretino e odioso que seja, é sincero. Oprime sem fazer teatro (quando sim, trata-se apenas de não incorrer em crime e acabar atrás das grades). O mesmo acontece com todos os outros comportamentos xenófobos e covardes de maneira geral. O sentimento é límpido, expresso, nem que seja no gesto francamente. Já com aqueles que apontam o dedo dizendo “reaça!”, acontece justamente o oposto.

A última entrevista de Oswald de Andrade

“Oswald não sorriu, mas ficou satisfeito. Ergueu-se um pouco na cadeira da qual se levantava com dores e problemas. Talvez quisesse provar-se que ainda lhe restavam energia e agressividade. O que o plano exigia, para pegar, era um Oswald irônico, destruidor e com muito recheio, igual ao dos primeiros retratos. Balançou a cabeça, aprovando. A oportunidade de escrever mais um livro, sem muito esforço, entusiasmava-o. Bastaria respondendo às perguntas. Em sua portátil, eu funcionaria como repórter e secretário. Mas logo a princípio, tornou-se evidente que a longa reportagem não poderia obedecer a um esquema rígido. Nada de ordem cronológica.”

O melhor e o pior do Facebook. Ou a vida como ela não é

O almoço termina e é hora de dar um passeio. Fazer a digestão. Não na praça, não há mais praças. Ali mesmo, à mesa. É tempo de passear os olhos por sua “linha do tempo”. Cachorro perdido, gente desaparecida, cachoeira, pôr do sol, frase feita, cerveja na praia, piada velha, indireta para ex-namorado, fulana mudou foto do perfil, pose com celular no espelho, Clarice Lispector, Mussum, cachorro desaparecido, gente perdida, “diga não ao preconceito” aqui, “mais amor, por favor” ali, “todos contra a homofobia” acolá.

Os 10 maiores filmes de todos os tempos, segundo 358 diretores

A “Sight & Sound Magazine”, revista de cinema do British Film Institute, promoveu uma enquete com 358 diretores de 73 países para escolher os maiores filmes de todos os tempos. A enquete também ouviu, leitores, produtores, especialistas e críticos. Neste post, apresentamos apenas a versão com os votos dos diretores. Cineastas consagrados Woody Allen, Martin Scorsese, Quentin Tarantino, Abel Ferrara, Walter Salles, Fernando Meirelles, Guillermo Del Toro, Greg Mottola, Juan Campanella e Francis Ford Coppola participaram da enquete.

Meu namoro com Clarice Lispector

Conversava com Pedro, na ocasião, seu filho mais velho, na clínica aonde ambos fazíamos terapia, quando inesperadamente Clarice surgiu — transportada por um silêncio régio e chuva torrencial. Noite sem estrelas, olhar esgazeado, cabelos úmidos, ela entrou na sala trajando uma capa de chuva cinza e um imponente guarda-chuva. Imaginando tratar-se de miragem, balbuciei trêmula. “Clarice… eu… te adoro.” Clarice me observou sem pressa. A seguir passou delicadamente as costas da mão por meu rosto adolescente. Disse, então: “Lindaaa”. Eu sorri desajeitada, incrédula, mas consegui revelar: “Clarice, tenho um livro seu, que é minha leitura de cabeceira, aqui comigo. Você escreve algo pra mim?”.

27 livros para morrer antes de ler

Em 2012 pedimos a colaboradores, leitores e seguidores, que apontassem, entre livros conhecidos de autores brasileiros ou estrangeiros, quais eram os piores que haviam lido. Nos meses de junho, julho e agosto de 2013 refizemos a enquete. Mais de 700 votos foram computados. A partir das respostas, foi elaborada uma lista sintetizando a opinião dos participantes. Diferentemente da lista anterior, nesta foi selecionado apenas um livro por autor.

A verdade por trás de 10 fotos famosas

Roberto Martínez, do jornal mexicano “El Universal”, explica fatos curiosos que deram origem a algumas das fotos e pôsteres mais famosos do mundo. “A função de qualquer pôster é comunicar uma mensagem, seja por meio de gráficos, textos, fotografia ou pela combinação dos três”, afirma Martínez. Por trás de uma foto, ou de um pôster, sempre há uma história, que merece ser contada e, mesmo, explicada. Eles (pôsteres) ou elas (fotos) se tornam verdadeiros “ícones” — algumas vezes. Aqui, é contada a história de 10 pôsteres populares. A tradução dos textos (não muito precisa e com ligeiros acréscimos) é de minha autoria.

Caim Entertainments presents: free violence

Eu poderia simplesmente intitular esta crônica na nossa língua pátria, valendo-me dos vernáculos em português. “Caim Entretenimentos apresenta: Violência Gratuita”. Não. Os brasileiros — dos mais humildes assalariados até os ricaços viajantes metidos a sabichões bilíngues — flertam o tempo inteiro com o glamour do estrangeirismo, o que não deixa de disfarçar um bocado o complexo de vira-latas, de nação inferior e subdesenvolvida, no que tange a índices como PIB, IDH e a PQP.

Portal R7 é o novo parceiro da Revista Bula

A partir desta quarta-feira, a Revista Bula passa a fazer parte do Portal R7, o segundo maior portal de conteúdo do Brasil. Editorialmente, a proposta não muda, continuaremos com a total liberdade e o gosto pela polêmica que nos caracterizou nesses 10 anos de existência. Desde o dia 17 de março de 2003 foram mais de 50 milhões de acessos e 15 mil textos publicados — entre resenhas, listas, crônicas, ensaios, estudos críticos e entrevistas. Polêmicas, brigas, rompimentos, mas também muita satisfação, sobretudo pelo fato de que sobrevivemos 10 anos em uma área que projetos nascem e morrem com a mesma frequência com que respiramos.

Os 40 piores cantores (as) da história da música brasileira

Em 2012 fizemos uma enquete com leitores, colaboradores e seguidores do Twitter e Facebook, perguntando quais eram os piores cantores (as) da história da música brasileira. Nos meses de junho, julho e agosto refizemos a enquete. Mais de 2 mil votos foram computados. A partir das respostas, foi elaborada uma lista sintetizando a opinião dos participantes.

“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe”

Felicidade é olhar em volta e ficar com o sorriso bobo. Felicidade não tem segredo. Mas só sente quem está vivo. E não quem finge, como grande parte dos indivíduos. Oscar Wilde profetizava que “viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe”. Algumas felicidades são tão compridas que não cabem na boca. Nem nos sonhos.

Senna não é Pelé

Os admiradores de Senna dividem-se em dois tipos básicos: os conscientes e os fanáticos, também conhecidos como “viúvas”. Os primeiros apreciam mais o automobilismo do que idolatram Senna. Sabem que foi um gênio do volante, não um semideus infalível. Os outros parecem acreditar que a principal razão da existência da F-1 foi fazer o Piloto do Capacete Amarelo brilhar. Lamentavelmente, o primeiro grupo é sufocado pelo segundo.

As 100 melhores canções de rock de todos os tempos disponíveis on-line

O site de compartilhamento de músicas on-line Grooveshark disponibilizou uma playlist com as 100 melhores canções de rock de todos os tempos. A lista, que compreende o período de 1955 a 1986, traz desde os célebres Buddy Holly, Chuck Berry, Jerry Lee Lewis, Jimi Hendrix e Beatles, até clássicos contemporâneos como Aerosmith e Nirvana. A seleção é uma compilação de 20 listas especializadas.

Os 10 melhores filmes, segundo Stanley Kubrick

Em comemoração ao 85º aniversário de Stanley Kubrick, a “Sight & Sound Magazine” resgatou e publicou a única lista de melhores filmes assinada pelo diretor norte-americano, considerado um dos mais importantes cineastas de todos os tempos e autor de clássicos como “Spartacus”, “Dr. Fantástico”, “2001 — Uma Odisseia no Espaço”, “Laranja Mecânica” e “O Iluminado”. A lista foi encomendada pela revista americana “Cinema”, em 1963, quando Stanley Kubrick tinha apenas 36 anos.

As seis melhores pinturas feitas por chimpanzés

A The Humane Society of the United States realizou uma votação on-line, intitulada, Chimpanzee Art Contest, para escolher as melhores pinturas feitas por chimpanzés. A enquete teve mais de 27 mil participantes, além de uma comissão julgadora, que escolheram os seis melhores trabalhos. Os prêmios são em forma de subsídios aos santuários. As obras originais serão leiloados no eBay e a renda destinada ao Chimpanzee Sanctuary Northwest (CSNW), localizado no Estado de Washington e lar de chimpanzés resgatados de laboratórios de pesquisas biomédicas.

Por que Xuxa deve receber um doutorado honoris causa

Para os detratores de Xuxa é inconcebível que uma mulher que atuou despida ao lado de uma criança e foi precursora das Maria Chuteiras, seja entronizada como “Rainha dos Baixinhos”. Mas sua trajetória pode ser interpretada como a de uma pioneira das modernas demandas femininas. Xuxa foi a principal pedagoga do Brasil, uma das responsáveis pela integração da disciplina Libras nos currículos das licenciaturas.

Não chore por mim, Valentina

Eram 11 dias do mês de setembro de 2013. Enquanto meu amor dormia, exausta de mim e do meu mau humor, no Hotel Losermanos, eu caminhava com Valentina, uma prostituta portenha que conheci quando passeava pelo famoso Cemitério da Recoleta em Buenos Aires, considerado por todos — exceto pelos mortos, é claro — um dos mais belos e portentosos cemitérios do planeta. A moça cumpria o ritual de visitar os túmulos de Evita Perón (um dos mais modestos do pedaço, aliás, considerando a predominante opulência arquitetônico-escultural das catacumbas), do soldado desconhecido, da prostituta desconhecida e da dignidade desconhecida. É isso: a vida é uma guerra diuturna, seus cães.

A gente morre todos os dias. Mas se esquece e levanta

Se tem algo que desperta muita ira em nós é o descontrole sobre a hora da nossa morte. E sobre o momento da nossa concepção e nascimento. Sentimo-nos, paradoxalmente, cada vez mais empoderados, tendo como cúmplices as sucessivas invenções das novas tecnologias. O domínio sobre o universo, objetos coisas e pessoas. A era glass, a era touch e a era do controle (a última apontando a implacável vigilância da internet sobre nossa minuciosa intimidade) convivem na atualidade, aparentemente de mãos dadas.