O maravilhoso privilégio de morar perto da praia e ter o mar como aliado

O maravilhoso privilégio de morar perto da praia e ter o mar como aliado

Um telefonema a quem se ama, ouvir uma boa música, comer algo gostoso, ler um ótimo livro, fazer exercícios físicos… são inúmeras as formas de sentir-se bem e reequilibrar dias engolidos por atribuições tantas vezes pesadas. Nada supera, porém, a eficácia de um mergulho no mar na capacidade de revitalizar o corpo e a mente. Os que possuem o privilégio de colocar os pés na areia após o fim do expediente conhecem a mágica que paira sobre cidades de praia.

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A poesia morreu

A poesia morreu

Quando um grande artista se vai, ele não desaparece. Eternizado em sua obra, permanece para nós, leitores, pobres vivos que passarão, talvez com a sorte de beleza com que passam os passarinhos. Ferreira Gullar, um artista de verdade, um glutão do saber e da cultura, da palavra e do fazer expressivo, que se aventurou na pintura, na música, no teatro, na teledramaturgia, nos movimentos de cultura popular, faleceu hoje, no quarto dia de um mês de Dezembro de 2016, ano custoso de terminar.

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A vida é uma guerra em que não importa vencer. Viver é um soco no estômago

A vida é uma guerra em que não importa vencer. Viver é um soco no estômago

Tem dias em que a gente acorda e não encontra otimismo. Aquele que deveria estar ao nosso lado partiu. Roubaram-nos a esperança. Derrubaram as nossas certezas. Já disse Guimarães Rosa que a vida é assim mesmo, ela “esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”. Coragem para olhar o que está dentro da gente e nos permitir sentir a nós mesmos. Coragem para recuperarmos a fé, para aceitarmos opiniões contrárias às nossas e para dizermos o que está preso na garganta. Coragem para levantar da cama e começar tudo de novo.

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Não adianta fazer um retiro espiritual se você não acredita em nada disso

Não adianta fazer um retiro espiritual se você não acredita em nada disso

Às vezes virar a página não serve de nada. Não muda a história, não troca os personagens. De que adianta sair pelo mundo afora em busca de gente nova e novas bagagens, quando o voo certamente nos trará de volta ao nosso velho livro de bolso? Um livro recheado de memórias, um diário escrito sem pressa, preenchido pela metade, ou talvez nem isso. Ainda resta um punhado de folhas em branco, mas que, independente da nossa vontade, serão ocupadas com preces, lágrimas, rabiscos e risos.

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Os 11 mandamentos de Henry Miller

Os 11 mandamentos de Henry Miller

No início dos anos 1930, quando ele escreveu o que se tornaria seu primeiro romance, o superinfluente “Tropico de Câncer”, Henry Miller escreveu uma lista de 11 mandamentos, a serem seguidos por ele mesmo. “Miller é um escritor muito original: a sequência dos seus livros constitui uma grande autobiografia assim franca como ninguém jamais escreveu; na sua adoração profundamente romântica do sexo sempre há nuanças de um humorismo picaresco e pitoresco”, escreveu o crítico Otto Maria Carpeaux.

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A regra é clara: não somos nada

A regra é clara: não somos nada

Detesto desastres aéreos. Detesto essa sua cara de sonso. Detesto fanatismo. Detesto quando interrompem a programação da TV para um boletim urgente. Acima de tudo, detesto a vinheta da Rede Globo. Detesto matar um leão por dia (os animais não têm culpa de nada). Detesto tanto mistério acerca da vida, da morte, da pós-morte, da caixa preta, do boto cor-de-rosa e da maçonaria. Detesto quando Deus se atrasa nos eventos trágicos. Detesto saber que ficarei velho.

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