Depois de você, nada, nunca mais, será como antes

Depois de você, nada, nunca mais, será como antes

Que curiosa é essa vida… Procuramos o amor feito cachorro farejando cheiro de comida, e muitas vezes ele está bem ali, na nossa cara, aonde sempre esteve. Não importa quantas trombadas se dá, quantos amores a gente inventa e finge que acredita. De nada serve a entrega com um pé atrás, nem a ilusão de colecionar corpos para substituir o amor verdadeiro. Uma vez colado, pregado, rejuntado e soldado na alma, nada nem ninguém é capaz de arrancar o grande amor de dentro da gente.

Dresden, fevereiro de 1945: o inferno somos nós

Dresden, fevereiro de 1945: o inferno somos nós

No dia 13 de fevereiro de 1945, 70 anos atrás, às 22h09, teve início o teste sobre a capacidade letal do método convencional de assassinato em massa. Ao longo de doze horas e vinte e dois minutos, esquadrilhas em três ondas formadas por cerca de 3.600 aviões bombardearam Dresden. O escritor americano Kurt Vonnegut Jr. estava lá como prisioneiro de guerra e afirma que havia tendas da Cruz Vermelha espalhadas pela cidade, que não se via um tanque ou tropas nas ruas. Não era um ataque, era um massacre. No romance “Matadouro nº 5” (Slaughterhouse Five), ele recriou de forma dantesca e surreal aquele 13 de fevereiro e o horror dos dias seguintes.

Deus não existe!…

Deus não existe!…

Admitindo que Deus esteve por trás do big-bang que supostamente deu origem ao mundo, com sua alquimia explosiva, Ele esperou com paciência por mais de 14 bilhões de anos para inserir o homem em sua arena. Se fôssemos tão importantes como supomos ser, talvez Deus tivesse nos preparado mesmo antes da construção do cenário e nos conservado no formol divino e nos inserido em cena desde o primeiro ato. Já o Homo sapiens, ao contrário de Deus, é um bicho extremamente ansioso. Queremos alcançar resultados, atingir objetivos desde as primeiras ações.

Quanto mais amor a gente tem, mais medo a gente sente

Quanto mais amor a gente tem, mais medo a gente sente

Quem tem amor tem medo. Eu tenho. Todo mundo tem. É assim mesmo, sempre foi. Uns têm mais. Outros, menos. Outros tantos, quase nada. Tem ainda os que morrem de pavor mas vivem negando. De qualquer jeito, toda criatura que sente amor, toda alma que já amou alguém na vida também já sentiu medo. Você pode discordar. Pode ser daquela gente especial, pessoa dotada do superpoder de não ter medo de nada. Eu acredito, invejo. Adoraria ser assim, mas eu não sou, não. Eu sofro de amores e pavores.

Chega de inventar saudade. Vamos amar de novo

Chega de inventar saudade. Vamos amar de novo

Como deixar de amar alguém? Como aprender a dizer adeus? Pois é, toda vez que um romance acaba, quando fomos nós os deixados para trás ou se terminamos porque não dava mais certo ou porque o momento não era para ser, e mesmo assim ainda gostamos da pessoa que partiu, é como se o jardim da nossa alma tivesse repentinamente todas as suas flores arrancadas e no seu solo rachado restassem nada mais que as saudades que não sabemos como e nem onde replantar para voltarmos a viver.

Eu queria ser Clint Eastwood para dar um tiro na sua cara

Eu queria ser Clint Eastwood para dar um tiro na sua cara

O calor que tem feito esses dias deve estar cozinhando os meus miolos. Um sujeito chegou perto de mim e disse me passa a carteira. Mesmo com o trabuco na mão, eu não passei a carteira porque não ando com carteiras. Entreguei uma mochila com coisas de pouco valor como livros, um kit de barbear e um pacote de camisinhas. Não leio, não me barbeio e não meto há tempos, desde sábado. O cara montou na garupa de um cavalo, digo, de uma moto na qual um comparsa o aguardava, e ambos vazaram dali mais rápido que o evacuar de um ganso.

Uma dose de originalidade, por favor!

Uma dose de originalidade, por favor!

Não me leve a mal. Não é pessimismo meu, é só desânimo mesmo. Eu acredito que a culpa deve ser desse exército de pessoas que insistem em se parecer umas às outras, falando sempre as mesmas coisas de um jeito tão presumível quanto a programação de domingo na tv. Nada contra, mas… Por onde andam os imprevisíveis, os românticos incuráveis e declarados, os boêmios gaiatos, anedóticos de piadas impróprias, cidadãos do contra, almas às avessas?