Eu amo dormir. Minha vida tem a tendência de desmoronar quando estou acordado, sabe?

Eu amo dormir. Minha vida tem a tendência de desmoronar quando estou acordado, sabe?

Alguns dizem que o sono é irmão-gêmeo da morte. Eu discordo. Pode ser até que dormir seja a antessala do adeus à vida. A lucidez, o pseudo controle sobre nossos atos e situações, a pretensa sensatez cotidiana se esvaem quando fechamos os olhos. Neste instante perdemos os braços e ganhamos asas cintilantes. Sobrevoamos todo o universo, respirando o melhor oxigênio fabricado pela natureza.

O mundo seria perfeito se todos fossem amantes honestos!

O mundo seria perfeito se todos fossem amantes honestos!

Tanto medo. Medo de amar outra vez. Medo de entregar meu coração mais uma vez. Por isso amarro, amordaço, ponho coleira, focinheira, seguro com as duas mãos e os pés fincados na areia. Por medo, também, de que meu coração teimoso não me obedeça. Ele é forte e insistente, tenta ladrar e não consegue, então grita no silêncio abafado de um grunhido. Faz força para se soltar das amarras e correr ao encontro — ou reencontro — do amor.

105 coisas para fazer em 2015

105 coisas para fazer em 2015

Ano novo chegando. Tempo de mudanças. Não necessariamente de mudanças físicas. Mas, sobretudo de mudanças de atitude, que possam refletir em mudanças físicas. Ou não. Viver, na realidade, é mudar o tempo todo. O princípio da evolução darwiniana: a sobrevivência do mais apto. Do mais adaptável. Terão melhores chances obviamente aqueles mais rápidos no gatilho, que percebam as mudança ambientais e a elas se adaptam, se mimetizam, como os camaleões. Às vezes a adaptação requer enfrentamento. O que significa não adaptar-se ao ambiente. Mas adaptar o ambiente a si. São os empreendedores, os pioneiros, os gênios dignos do nome. De qualquer forma, a mudança do calendário é um tempo propício, simbólico para empreender mudanças. Portanto, mãos à obra.

69 doses de Shakespeare

69 doses de Shakespeare

Publicado no Brasil pela editora Sextante, “Shakespeare Para Apaixonados” é um pequeno guia que reúne aforismos e citações do poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare. No livro, cada capítulo é iniciado por uma citação de Shakespeare refletindo sobre ciúme, paixão, romance, insegurança, desejo e amizade, seguido de uma interpretação atual feita por Allan Percy, autor da compilação. Neste post, reunimos os 69 aforismos, dos 72 compilados por Allan Percy.

Para frente é que se ama

Para frente é que se ama

Um tropeção. É isso mesmo. O amor é um tropeção que a gente dá quando não espera. Acontece no susto. Já viu alguém tropeçar de propósito? Já viu um sujeito escolher “agora eu vou encher o pé naquela pedra ali e vai doer muito!”? Pode acontecer, mas será falso, ridiculamente fingido, forçado, irreal. Imagine a pessoa determinar “agora eu vou gostar daquele ali, isso, vou me apaixonar sem freio e depois vou amá-lo e ver no que dá”. É possível, mas cadê a graça? E o inesperado, o frio na barriga? Amor não se premedita. Simplesmente acontece. O amor é um tropeção!

Canção pro Natal durar o ano inteiro

Canção pro Natal durar o ano inteiro

Ao preparar o coração e a árvore de Natal para o fim de ano, penso como 2014 foi difícil. Foram fortes emoções desde a Copa do Mundo até as Eleições para Presidente, entremeadas por intermináveis notícias de violência urbana e escândalos políticos. Abro minha caixa com as peças da miniatura de pinheiro e coloco uma seleção de músicas para tocar. Então é Natal. E o que fizemos até agora?

Tudo tem validade, até mesmo o amor

Tudo tem validade, até mesmo o amor

Fim de ano. Chegou aquela hora de mexer nos armários, desencaixotar saudades, separar o que te cabe e o que já não cabe mais. Aquilo que em uma época te fez bem, feliz, ainda mais bonita, e hoje, te aperta, entristece, pesa mais de uma tonelada. Olha, não se aflija por isso não, pelo que um dia foi luz e acabou se transformando em sombra. Acontece com você, comigo, com todo mundo. É que tudo nessa vida tem um prazo de validade, e não poderia ser diferente com o amor.