Se eu pudesse te dar um conselho, eu diria: faça amor sem moderação

Se eu pudesse te dar um conselho, eu diria: faça amor sem moderação

Se eu pudesse te dar um conselho, eu diria: viva mais. Ame mais, perdoe mais, beije mais. Solte as suas gargalhadas, ligue para um amigo, abrace com vontade, segure firme outras mãos, olhe nos olhos. Escute. Cante. Veja além do horizonte. Faça a diferença em outras vidas. Doe comida, brinquedo, abrigo. Doe o seu tempo. Para viver não basta respirar, é preciso fazer com que o mundo a sua volta respire também.

8708
Confesso, sem nenhum resquício de vergonha, li Dan Brown e gostei

Confesso, sem nenhum resquício de vergonha, li Dan Brown e gostei

Este pequeno ensaio resulta de uma tentação, talvez de uma heresia: comparar um best-seller, “O Código da Vinci”, de Dan Brown, a um conto da alta literatura, “A Morte a Bússola”, de Jorge Luis Borges. Borges, por convicção, se vale da economia do conto; Brown, da prolixidade romanesca, e aqui termina a diferença mais óbvia. Quanto às semelhanças, um e outro intrigam a religião (Borges o judaísmo, Brown o cristianismo); um e outro partilham o gosto pela trama policial, possuem notável erudição e escrevem histórias fantásticas.

5147
Os 50 melhores livros da história da literatura

Os 50 melhores livros da história da literatura

Para se chegar ao resultado fizemos uma compilação de listas publicadas por jornais, revistas e sites especializados em listas, mercado editorial e livros. O objetivo da pesquisa era identificar, baseado nestas listas, quais eram os melhores livros da história da literatura. Algumas das listas pesquisadas incluíam apenas romances, outras — livros não ficcionais. Algumas traziam apenas obras do século 20, outras — obras seminais, formadoras da cultural ocidental. Após a seleção das listas, criamos uma base de dados para que todos os livros fossem pontuados igualmente independentemente do gênero ou período em que foi escrito.

20783
É no copo meio cheio que encontramos força e sentido. Priorizar o lamento é torturar a si mesmo

É no copo meio cheio que encontramos força e sentido. Priorizar o lamento é torturar a si mesmo

Sempre tive um pouco de resistência aos que acordam cantando e gargalham sem motivo. Olhava com desconfiança para aquela criatura que parecia brotar de um musical da Disney em plena segunda-feira de trânsito pesado e boletos atrasados. Apostava comigo mesma que mais cedo ou mais tarde os passarinhos verdes haveriam de ceder espaço ao Demônio da Tasmânia que mora em cada um de nós e a hashtag “gratidão” daria lugar a indiretas amargas no Facebook. Até que entendi que, com exceção de alguns poucos que forjam positividade para alimentar vaidades, há um número enorme de pessoas ensinando genuinamente as vantagens de enxergar o mundo com olhos mais otimistas.

A obsessão por celebridades é um soco no estômago de nossa autoestima

A obsessão por celebridades é um soco no estômago de nossa autoestima

Curiosidade por quem está no topo não é privilégio deste século. A vida da corte e da nobreza, bem como de certos intelectuais renomados, sempre foi cercada de bochichos e cochichos. Desde sempre, as pessoas curtem o escapismo das fofocas e unem-se em torno de um mesmo ídolo, respirando juntas o aliviado ar de quem sai de suas vidas normais e vive algo que pareça extraordinário. Formar satélites em torno de coisas em comum dá certo senso de identidade, de existência. Alimenta uma imposição psicológica.

As 10 melhores canções dos Beatles

As 10 melhores canções dos Beatles

Aproveitando tamanha ignorância quanto aos desígnios dessa vida, a Revista Bula pediu aos leitores que apontassem quais seriam as dez melhores músicas dos Beatles. Listamos abaixo as preferidas e já estamos com o lombo preparado, devidamente azeitado, para receber as lambadas dos descontentes. Como sói ocorre a qualquer lista, a polêmica está no ar.

47603
Grande campanha pela vida: cada um cuida da sua

Grande campanha pela vida: cada um cuida da sua

Ninguém quer admitir fraqueza, demonstrar pobreza, nem assumir a normalidade. As pessoas precisam sentir que são extraordinárias, e, para isso, preferem mostrar a feiura do outro do que ressaltar a própria beleza. Como o macaco, que esconde o rabo, e ri do rabo do outro. Apagar as luzes é mais fácil do que fazer brilhar a própria luz. As pessoas estão cada dia mais competitivas, concorrendo incessantemente umas com as outras, disputando postos ilusórios e fugazes de quem é o mais bonito, o mais inteligente, rico, influente.

3288