Livros

Bula de Livro: O Nome da Rosa, de Umberto Eco

Bula de Livro: O Nome da Rosa, de Umberto Eco

Meninas e meninos, eu li, “O Nome da Rosa”, do italiano Umberto Eco. Um dos conceitos definidores do mundo contemporâneos mais difíceis de serem compreendidos é a noção de pós-moderno. Para os interessados em decifrá-lo, costumo recomendar a leitura do romance “O Nome da Rosa”. Trata-se, sobretudo, de um livro sobre livros, de um livro sobre as leituras realizadas ao longo da vida por seu autor.

Bula de Livro: Flecha, de Matilde Campilho

Bula de Livro: Flecha, de Matilde Campilho

Li “Flecha”, de Matilde Campilho, e gostei. Na verdade, gostei muito. Um matemático, ao ler o título do livro, pensaria em um vetor. Uma seta orientada, como é uma flecha. Matilde inicia seu livro, em uma apresentação detalhada, explicando o objeto primordial. Dá detalhes sobre os elementos possíveis que compõem a ponta, a base, feitas de penas, e o corpo alongado, feito de madeira.

Bula de Livro: Asco, de Horacio Castellanos Moya

Bula de Livro: Asco, de Horacio Castellanos Moya

De volta a El Salvador, para o enterro da mãe, depois de 18 anos exilado no Canadá, um professor de artes faz um relato visceral — em forma de monólogo —, a seu único amigo: um escritor que mora no país. Ao som de Tchaikovski e duas doses de uísque, no único bar que julga decente na cidade, Edgardo Vega destila comentários, no varejo e no atacado: da alienação da classe média à hipocrisia do sentimento pátrio, da gratuidade dos crimes dos países subdesenvolvidos à corrupção generalizada na política: “Os políticos fedem em todos os lugares, mas aqui, neste país, os políticos são especialmente fedorentos. Nunca vi políticos tão ignorantes, tão selvagemente ignorantes, tão evidentemente analfabetos como os desse país”.

Carolina Maria de Jesus, intérprete do Brasil

Carolina Maria de Jesus, intérprete do Brasil

Em 1960, surgiu uma escritora inesperada na literatura brasileira, por conta de sua origem social. Ninguém imaginava a existência de uma autora moradora da favela do Canindé, na cidade de São Paulo. Do meio do nada, Carolina Maria de Jesus (1914-1977) entrou para o meio literário e trouxe um olhar inédito sobre as coisas do país que, na época, vivia os anos dourados da bossa nova, da inauguração de Brasília e do slogan dos cinquenta anos em cinco de Juscelino Kubitschek.

A oficina literária de Liev Tolstói

A oficina literária de Liev Tolstói

“Anna Kariênina”, de Liev Tolstói, foge a uma conhecida convenção do romance — ou, por outra, a maioria dos romances fogem ao padrão antessala de “Anna Kariênina”. Pelo menos, segundo alguns entendidos, nas duas ou três primeiras páginas de um romance “é” necessário apresentar a trama e esboçar os personagens principais. Caso contrário o leitor “perde” o interesse e o romance “naufraga” por falta de interesse, e isto é categórico. Oficinas literárias são cheias dessas dicas, feitas por autoridades no assunto: os ficcionistas atuais.