Livros

Bula de Livro: Derrubar Árvores, de Thomas Bernhard

Bula de Livro: Derrubar Árvores, de Thomas Bernhard

Escrito em um paragrafo único e descrito por Harold Bloom como o melhor livro do autor, o romance é uma crítica severa, mordaz e hilária contra tudo e todos, sobretudo a classe intelectual austríaca, com quem, no fundo, o autor mantém uma relação de amor e ódio. Thomas Bernhard construiu uma obra-prima atemporal, um manual das ilusões artísticas, do cinismo integral, dos convescotes sociais e da empáfia cultural, que, quase sempre, caminham ao lado da mediocridade. Um livro magnífico, obrigatório.

Os traumas portugueses, segundo António Lobo Antunes   

Os traumas portugueses, segundo António Lobo Antunes   

Um dos grandes eventos no século passado foi, sem dúvida, a Revolução dos Cravos em Portugal. Em 25 de abril de 1974, enterrou-se um dos regimes políticos, o salazarismo, mais medíocres do mundo. Foram 41 anos de uma de ditadura clássica que fechou um país pequeno em si mesmo e sufocou toda uma geração no campo cultural. A volta da democracia representou um renascimento dos portugueses e o início de uma produção literária que revelou os nomes de José Saramago e de António Lobo Antunes.

Bula de Livro: O Pêndulo de Foucault, de Umberto Eco

Bula de Livro: O Pêndulo de Foucault, de Umberto Eco

Em “O Pêndulo de Foucault”, Umberto Eco chegou ao ápice de sua principal habilidade literária, a criação de personagens carismáticos. O trio de editores que protagonizam a trama, Belbo, Diotallevi e Casaubon, parecem que vivem, respiram e fazem barulho quando andam, de tão reais e densos psicologicamente. O espantosamente erudito e excêntrico Agliè, ainda que tenha algo cartunesco de vilão de 007, merece destaque na galeria de melhores antagonistas das últimas décadas.

Thomas Mann mostrou como se deve tratar um fascista

Thomas Mann mostrou como se deve tratar um fascista

Relançado em 2023, o livro “Mário e o Mágico” (1930), de Thomas Mann, faz parte da galeria de obras que enxergaram o que ninguém viu em certo momento histórico. No caso, o escritor alemão percebeu os movimentos iniciais dos fascistas, em suas viagens constantes à península do Mar Mediterrâneo.