Livros

Bula de Livro: A Morte em Veneza, de Thomas Mann

Bula de Livro: A Morte em Veneza, de Thomas Mann

A obra-prima de Thomas Mann, um dos mais perfeitos exemplares do gênero novela da literatura universal, segue sendo bastante lida e não raramente é mal ou superficialmente interpretada. Essa tragédia protagonizada pelo discreto e respeitável escritor de meia idade Gustav Von Aschenbach, que chega a Veneza por recomendações médicas e acaba mortalmente encantado pela beleza perturbadora de um adolescente polonês chamado Tadzio, possui muitas camadas de interpretação

Bula de Livro: Eisejuaz, de Sara Gallardo

Bula de Livro: Eisejuaz, de Sara Gallardo

A mais bela passagem de “Eisejuaz” está, exatamente, no seu canto às criaturas selvagens e sua adoração aos elementos do xamanismo, que reluta em abandonar, mesmo tendo sido batizado e criticado pela sua cultura, supostamente, anticristã. “Eisejuaz” é um estudo. A explicação sobre um povo, sem discursos óbvios ou comiseração.

Bula de Livro: Meninas, de Liudmila Ulítskaia

Bula de Livro: Meninas, de Liudmila Ulítskaia

Em “Meninas”, Ludmila explora a infância de garotas entre 9 e 11 anos na época de Stálin. Os seis contos são inspirados em sua memória e experiências de criança e fazem um discurso político sobre o regime stalinista. Dotada de uma complexidade única, e de um ambiente, em alguns momentos, mórbido e sinistro, Ludmila constrói seu universo explorando as sensações, noções e experimentos de meninas em sua fase de espontâneo desenvolvimento físico e emocional.

As histórias de Patti Smith e Sam Shepard

As histórias de Patti Smith e Sam Shepard

Foi um encontro almas, daqueles que duram pela vida inteira. Por volta de 1970 ou 1971, a jovem Patti Lee (anos depois Smith) assistiu ao show de uma bandinha chamada Holy Modal Rounders, em Nova York. Ficou fascinada pela beleza do baterista. Ao ver o rapaz cantando, ela pensou: “Aí está um cara que encarna de corpo e alma o rock and roll”. Foi apresentada ao final da apresentação para Slim Shadow, o sujeito da bateria.

Se você acha Capitu inocente, você é machista

Se você acha Capitu inocente, você é machista

Meninas e meninos eu leio e releio, “Dom Casmurro”, do bruxo Machado de Assis, e sempre me surpreendo com as leituras deturpadas que esse clássico absoluto sofre. Incluindo leituras feitas por gigantes como Antonio Candido, Alfredo Bosi, Roberto Schwarz e Silviano Santiago. Sim, estou afirmando que eles estão errados em suas análises de “Dom Casmurro”. Acendam suas tochas, preparem as pedras e leiam abaixo meus argumentos.