Crônica

FICA 2022: o nome das coisas Pablo Regino / MTur

FICA 2022: o nome das coisas

Parece que em algum momento da história os humanos descobriram o fogo para, no futuro, ser possível a invenção do fogão à lenha. Assim, a comida caipira poderia ser inventada. Há quem não goste da tradicional comida da roça? Posso sustentar que a resposta é não, baseado em pesquisas científicas comportamentais, significativas. O fato é que, nessas viagens ao interior, procuram-se restaurantes de comida da fazenda como se busca um prêmio.

Um amor profundo demais para ser revelado Lasse Behnke / Dreamstime

Um amor profundo demais para ser revelado

Era uma jovem branca, esguia, lisa e delicada como uma tulipa espetada nos jardins de Holambra. Era uma mulher mais livre do que uma rajada de vento. Os micróbios não cultivavam melindres de raça e de gênero, não estavam nem aí para a aparência das pessoas. Quem via cara não via coração. Era assim mesmo que o contágio funcionava. Assim era a vida. Assim era a vida.

Suruba e carnificina na longa fila das refugiadas

Suruba e carnificina na longa fila das refugiadas

Por trás das estratégias de guerra prevalecia um front de insensíveis composto por boçais autoritários e por impotentes sexuais que não se assumiam como fracassados. O amor era apenas mais um daqueles sentimentos caros que tinham fugido do coração dos homens para destinos absolutamente desconhecidos.

Não insista: o bem não vence no final

Não insista: o bem não vence no final

A guerra começa. A guerra começa desde sempre. Desde que o homem perde a cauda e passa a se locomover sobre duas pernas. A evolução da espécie não compensa o enredo. A guerra começa desde cedo, antes mesmo de eu nascer, desde que eu nasci, justamente porque nasci e porque deixei de ser um menino. Maturidade é ruína.