Filmes

Se há uma história de amor que todos deveriam assistir ao menos uma vez, ela está na Netflix Kerry Brown / Netflix

Se há uma história de amor que todos deveriam assistir ao menos uma vez, ela está na Netflix

Situado no pós-guerra, este drama delicado acompanha uma jovem escritora de Londres que, ao receber uma carta de um clube literário em Guernsey, se vê atraída por uma história de resistência, amizade e livros em meio à ocupação nazista. Ao viajar para a ilha, ela descobre segredos que conectam os membros do grupo e explora o impacto duradouro da guerra na vida de uma comunidade unida pelo amor à literatura.

Comédia levinha na Netflix faz seus problemas desaparecerem por 91 minutos Divulgação / Netflix

Comédia levinha na Netflix faz seus problemas desaparecerem por 91 minutos

Casamentos podem durar o suficiente para que sejam inesquecíveis ou se tornar uma agonia sem fim, se arrastando até que um dos dois tenha a porção de coragem que equivalha aos conselhos dos outros e ponha, afinal, uma pedra sobre o defunto, com toda a civilidade. No caso de Kinga e Jacek, os protagonistas de “Tudo pelo Divórcio”, esse ciclo de abandono mútuo, mágoas desnecessárias, ciúme doentio e enfaro foi interrompido há duas décadas, e agora o ex-casal parece querer apagar o tempo que viveram juntos e voltar ao passado.

Inspirado em Hitchcock, obra-prima no Prime Video traz uma das cenas mais icônicas da história do cinema de suspense Divulgação / Metro-Goldwyn-Mayer

Inspirado em Hitchcock, obra-prima no Prime Video traz uma das cenas mais icônicas da história do cinema de suspense

Brian De Palma é decerto o grande discípulo de Alfred Hitchcock (1899-1980) — sem que isso queira dizer que seus filmes sofram de qualquer transtorno de dupla identidade. Uma das provas é “Vestida para Matar”, uma história violenta, mas charmosa, capaz de prender o espectador pelos motivos “errados” enquanto se desenrola em enquadramentos quase mágicos, decisões estéticas plenas de sofisticação e personagens complexos, que não se furtam a tomar atitudes intempestivas, mas sempre plausíveis, o que leva obrigatoriamente à continuidade das ações brutais que se mantêm até o derradeiro instante.

Tesouro francês adaptado de clássico de Diderot, na Netflix

Tesouro francês adaptado de clássico de Diderot, na Netflix

A afirmação de Miguel de Unamuno, que descreveu a vida como uma sucessão de esquecimentos, reflete com precisão a necessidade humana de escolher o que guardar e o que deixar para trás. Somos seletivos ao definir quais momentos de nossa trajetória merecem ser revisitados, enquanto varremos para o fundo da mente as memórias dolorosas. Inspirado de forma criativa na obra “Jacques, o Fatalista, e Seu Amo”, escrita por Denis Diderot no século 18, o cineasta francês Emmanuel Mouret oferece uma perspectiva audaciosa sobre uma mulher à frente de seu tempo no filme “Mademoiselle Vingança”.

Inspirado em Dostoiévski e nas correntes do existencialismo e absurdismo, suspense arrebatador estreia na Netflix Divulgação / XYZ Films

Inspirado em Dostoiévski e nas correntes do existencialismo e absurdismo, suspense arrebatador estreia na Netflix

Na novela “O Duplo” (1846), de Fiódor Dostoiévski (1821-1881), o conselheiro Goliádkin é obrigado a enfrentar uma questão esdrúxula. Um seu sósia aparece sem explicação pelas ruas de São Petersburgo, e então, começa para esse homem pacato uma descida ao inferno. O argumento dos doppelgängers, figuras que reproduzem à perfeição a aparência física de alguém sem apresentar nenhum vínculo biológico, escancara a natureza quase insondável de “Dual”. Na sua versão muito particular de Dostoiévski, Riley Stearns abusa de tons frios na intenção de assustar, mas não só.