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A mulher que fez a poesia persa sangrar, mudou um país e morreu aos 32

A mulher que fez a poesia persa sangrar, mudou um país e morreu aos 32

Ela escreveu com o corpo e pagou o preço. Em Teerã, a vida curta de Forugh Farrokhzad incendiou a linguagem com desejo, risco e precisão. Fez cinema entre feridas e cadernos de caligrafia, adotou um menino numa margem que o país queria esquecer, enfrentou censura, rumor e solidão. Morreu jovem; os poemas ficaram. Nas ruas, quando a coragem exige palavra, sua voz retorna como faísca. Ler Forugh hoje é respirar fundo: um método de atenção, uma forma de coragem, um país possível que insiste em sobreviver ao silêncio de estado.

5 poemas para quem carrega o pai no coração

5 poemas para quem carrega o pai no coração

Há datas que pedem silêncio antes do primeiro cumprimento. O Dia dos Pais é uma delas. Não por falta de palavras, mas por excesso de matéria invisível: mãos que ensinaram o peso das coisas, vozes que ainda vibram na louça, passos que o piso guardou. A poesia entra como quem abre a janela de lado; não invade, desloca o ar. Entre a sobrevivência dos objetos e a delicadeza das lembranças, o leitor encontra uma medida de presença. Não é consolo. É precisão. Um contorno nítido que o tempo, sozinho, não daria.

A nordestina que fez Veneza, Roma e Paris se ajoelharem, 55 anos antes de Fernanda Torres virar lenda Acervo / Florinda Bolkan

A nordestina que fez Veneza, Roma e Paris se ajoelharem, 55 anos antes de Fernanda Torres virar lenda

De Uruburetama a Roma, Florinda Bolkan talha a própria lenda entre disciplina e silêncio. Comissária da Varig, migra do balcão de embarque para o set, ajusta o sobrenome à prosódia do mundo e, em 1968, encontra Marina Cicogna e Luchino Visconti. Rapidamente passa das pontas ao centro do quadro; o mercado diz exótica, ela responde com rigor. Com Vittorio De Sica, Elio Petri, Lucio Fulci, Giuseppe Patroni Griffi e Luigi Bazzoni, afina um timbre singular. Depois, marca a televisão italiana, volta ao Brasil e dirige no Ceará, com luz própria.

Ele escrevia como se faltasse ar: a história do escritor brasileiro que fez milhões chorar em silêncio

Ele escrevia como se faltasse ar: a história do escritor brasileiro que fez milhões chorar em silêncio

Entre o Potengi e a máquina de escrever, José Mauro de Vasconcelos transformou errância em método e memória em forma. De Bangu a Natal, dos barcos ao set, aprendeu ritmo com o corpo e precisão com a escuta. Caminhava cenários antes de escrevê-los; ruminava anos, escrevia em dias. Atuou, roteirizou, narrou com foco de câmera e calor de conversa. Sua prosa une delicadeza e corte, infância e ferida, humor e contenção. Atravessou salas de aula e fronteiras porque fala baixo e acerta fundo.

A história da livraria mais antiga da América Latina em operação

A história da livraria mais antiga da América Latina em operação

Na esquina das ruas Alsina com a Bolívar, no coração de Buenos Aires, esconde-se uma verdadeira máquina do tempo. Com livros usados à venda, expostos em duas mesinhas na porta, do lado de fora, a Librería de Ávila existe humildemente, despretensiosa, e passa despercebida pelos transeuntes desavisados. Para a maioria dos turistas, ela é apenas mais uma lojinha local abrigada em um dos prédios históricos da cidade. No entanto, ali mora um verdadeiro patrimônio argentino que faz parte da história da capital portenha.