Saudade não é falta. Saudade é presença imortalizada dentro da gente
Tem dias que acordamos vazios. Na vida que segue com tantos compromissos e trabalho, a falta de algum lugar ou de alguém nos acompanha. É como o céu nublado onde não há sol. Nessas horas, resta-nos o silêncio frio e o desalento cinza, como se nada mais nos preenchesse além da melancolia que existe — e resiste — dentro da gente. É que tem dias que surge um buraco enorme aqui dentro. É a dor pelo que já foi e não é mais, e a ausência que se repete em sonhos enquanto dormimos. Como dói a solidão de um velho homem ao relembrar suas histórias.






