A angústia de não saber ler
Foi por teimosia que eu me tornei um leitor compulsivo. Eu estava na segunda-série quando minha mãe me levou para fazer a carteirinha da biblioteca municipal de Taquarituba e me lembro perfeitamente da solenidade que me acometeu diante daquele ritual de aprontar foto 3×4, esperar a bibliotecária datilografar meu nome, data de nascimento, endereço, telefone de casa, depois sair com uma fichinha onde seriam anotados os livros retirados que, após entregues, mereceriam na linha correspondente um carimbo “devolvido” com a data e a assinatura da funcionária.






