Autor: Giancarlo Galdino

A história intensa de sobrevivência, na Netflix, que vai tirar seu fôlego do início ao fim

A história intensa de sobrevivência, na Netflix, que vai tirar seu fôlego do início ao fim

Lançado em 2013, “No Coração do Mar” se reporta a “No Coração do Mar: A Tragédia do Navio Baleeiro Essex”, de Nathaniel Philbrick. Os dois têm uma origem em comum, o clássico “Moby Dick”, de Herman Mellville, um dos romances mais lidos de todos os tempos. No que toca ao filme, o diretor Ron Howard apresenta uma história rica em detalhes, ainda que se perca em dados momentos justamente por essa razão.

5 filmes na Netflix que vão bugar sua cabeça

5 filmes na Netflix que vão bugar sua cabeça

Para não esmorecer e ser capaz de seguir adiante, ainda que os tropeços se sucedam, há que se abdicar dos tantos jeitinhos de se enganar a vida, e encarar a caminhada, de botas de cano alto ou descalço mesmo, por mais pedregosa que seja a estrada. Exaltando essa dialética essencial do viver, a tortura que deleita, a Bula preparou uma lista com cinco filmes no catálogo da Netflix que põem a prova o exíguo conhecimento que pensamos ter da vida e nos convence de que qualquer sabedoria é pouco, ainda que seja impossível ser sábio toda a vida.

Ganhador de 12 prêmios, filme dramático argentino, na Netflix, é um uma das obras-primas da década

Ganhador de 12 prêmios, filme dramático argentino, na Netflix, é um uma das obras-primas da década

A arte serve de refrigério para o homem ou, ao contrário, é o princípio de sua danação, por quase sempre fomentar ainda mais perguntas do que já tínhamos? É sublime ou venal? Divina ou satânica? Redime ou condena o homem a vaguear iludido por sua beleza até o fim dos tempos? “O Cidadão Ilustre”, no catálogo da Netflix, foi eleito o melhor filme argentino da década, justamente por, entre tantas iluminações, indagar: para que, enfim, serve a arte.

Não Me Mate, novo filme da Netflix, não vale seu tempo Divulgação / Warner Bros.

Não Me Mate, novo filme da Netflix, não vale seu tempo

Andrea De Sica descreve seu filme como um terror incompleto, que tende para uma trama de amadurecimento, sem prescindir da narrativa romântica. O que se vê não é exatamente isso, mas a emenda até sai melhor que o soneto: embora “Não me Mate” não tenha reviravoltas mirabolantes, tampouco apresente algo de realmente inovador — tanto na linguagem como na estética — o filme tem méritos, devidos sobretudo a seu elenco.