Autor: Ademir Luiz

Umberto, um fraco Eco de si mesmo

Umberto, um fraco Eco de si mesmo

Umberto Eco é um gênio esgotado, preguiçoso ou um fanfarrão? Ou tudo ao mesmo tempo agora? Sim, essa é uma abertura provocativa e, deliberadamente, bombástica, para tentar chamar sua atenção. Porém, para além disto, mais uma vez sigo o sábio conselho com o qual o venerável mestre Antonio Candido abriu seu “Literatura e Sociedade”: “Nada mais importante para chamar atenção sobre uma verdade do que exagerá-la”.

O amor é outra coisa, mas o Edson Aran é isso aqui mesmo!

O amor é outra coisa, mas o Edson Aran é isso aqui mesmo!

O escritor Marcel Proust gostava de jogar uma brincadeira de salão chamada “Confissões”, onde os participantes respondiam perguntas pessoais. Em sua homenagem, hoje o jogo ficou conhecido como “Questionário Proust”. Querendo entender que outra coisa é essa que chamam de amor, a Bula fez uma sabatina das mais amorosas com o bedel do cupido, o jornalista, cartunista e escritor Edson Aran.

A vida amorosa da mulher está (literalmente) em suas mãos

A vida amorosa da mulher está (literalmente) em suas mãos

A internet está repleta de bonitinhos, açucarados e otimistas textos românticos. Eles costumam receber muitas curtidas. Aquecer corações inteiros e costurar corações partidos parece ser um ótimo negócio. Portanto, num desejo desesperada de aparecer na Rede, sem envolver violência ou vídeos comprometedores, neste Dia dos Namorados, tentei produzir um texto atendendo as expectativas do público alvo desse jovial gênero literário (espero que você faça parte dele). Começando com um título positivo, poético sem ser muito complexo e levemente instigante.

O mal de se sentir inteligente lendo Harry Potter e Guerra dos Tronos

O mal de se sentir inteligente lendo Harry Potter e Guerra dos Tronos

Recentemente, por conta de uma de minhas listas para a Revista Bula, fui xingado e ameaçado fisicamente das formas mais criativas imagináveis, simplesmente porque afirmei a obviedade de que “Guerra dos Tronos” e “Harry Potter” podem, eventualmente, ser interpretadas como imitações de “O Senhor dos Anéis”. Aparentemente nada demais, porém, essa simples opinião ofendeu profundamente alguns milhares de pessoas, gerando revolta, gritos e ranger de dentes. A maior parte dos belicosos ofendidos foram adolescentes e jovens adultos.

12 livros que desbotariam todos os 50 tons de cinza

12 livros que desbotariam todos os 50 tons de cinza

Todo mundo só fala desses tais “Cinquenta Tons de Cinza”. Quando não é o livro é o filme. Só faltam lançar vídeo games e quadrinhos desse negócio! O pior é que, até onde sei (só folheie rapidamente os livros e vi o trailer do filme), me pareceram produtos meio-frouxos, meia-bomba. Sem pensar muito dou uma dúzia de livros que certamente fariam corar (a fã de “Crepúsculo”) E. L. James, “autora” dos romances. E nem preciso citar os mais óbvios, como o Decamerão, o Marquês de Sade, o olho de Bataille, os anais de Anaïs Nin, os trópicos de Miller ou os Budas Ditosos do “escritor ninja” João Ubaldo Ribeiro (alguém aí se lembra do ex-imortal vestido de ninja no Casseta & Planeta?). Realmente, a literatura para ser lida com uma mão só já viu dias melhores.

Treze livros que podem fazer o cérebro entrar em colapso

Treze livros que podem fazer o cérebro entrar em colapso

O escritor gaúcho Luis Fernando Verissimo, na crônica “Fobia”, publicada no divertidíssimo livro “Banquete Com os Deuses”, admitiu que lê obsessivamente qualquer coisa, de manuais de tricô até etiquetas de lençóis, passando pelo mais pueril best-seller, movido pela pura e simples “dependência patológica na palavra impressa”. Eu, extrapolando a tese do filho do Erico, acredito que com algum treino, masoquismo, espírito vadio e senso de humor, esse vício pode se transformar num divertido teste de resistência intelectual. Pode ser tanto na categoria de provas rápidas, lendo frases sem pai nem mãe na internet, ou maratonista, dispondo-se a percorrer inteiras obras obradas e assinadas.

Consertando Star Wars

Consertando Star Wars

George Lucas é o menos genial dos gênios do cinema. Na prática, ele dirigiu uma ficção científica mediana, “THX-1138” (1970), um bom filme adolescente, “American Graffiti — Loucuras de Verão” (1973), e uma fantasia espacial simples e brilhante que mudou para sempre a indústria cinematográfica, “Star Wars” (1977). Quase ganhou o Oscar de Melhor Filme e o de melhor Direção. Depois se tornou basicamente um produtor, um dos mais bem-sucedidos de todos os tempos, mas não mais um artista que se coloca à frente dos aspectos criativo dos filmes. A maior parte das qualidades do extraordinário “O Império Contra-Ataca” (1980) foram mais mérito do diretor Irvin Kershner do que de Lucas, ao passo que a maior parte dos lamentáveis defeitos do fraco “O Retorno do Jedi” (1983) foram mais culpa de Lucas do que do diretor Richard Marquand.

Sugestões do que fazer no natal em diversas cidades brasileiras

Sugestões do que fazer no natal em diversas cidades brasileiras

O brasileiro, não importa de qual região, adora o natal. É a época de ver as ruas iluminadas por luzes coloridas, de ceias fartas, de shoppings decorados com bonecos de neve que não derretem, de ver as redes de TV reprisarem os mesmo filmes de Jesus do ano passado, tudo muito bucólico e tradicional. Mas se você deseja fazer algo diferente em sua cidade, nessas horas entre os dias 24 e 25 de dezembro, a Revista Bula apresenta algumas sugestões para incrementar sua Noite Feliz.

Os 21 piores filmes brasileiros de todos os tempos

Os 21 piores filmes brasileiros de todos os tempos

A cinematografia brasileira é um oceano de filmes ruins. Para cada pérola como “Cidade de Deus” ou “Tropa de Elite” existem dezenas ou mesmo centenas de filmes absolutamente lamentáveis. Verdadeiras bombas produzidas com dinheiro público pela Embrafilme e via Lei Rouanet, ou ainda na Boca do Lixo, as pornochanchadas, na Vera Cruz, ou o atual amadorismo do formato digital.