Suspense na Netflix te cola no sofá e só te solta no último segundo Barry Wetcher / Summit Entertainment

Suspense na Netflix te cola no sofá e só te solta no último segundo

O texto lê “Truque de Mestre” (2013), de Louis Leterrier, como a abertura de uma trilogia em que a magia é elemento indispensável e método narrativo. Um grupo de criminosos surge como agente de transformações que flertam com justiça social, ainda que o mundo ao redor se esfacele em ruína moral. A análise destaca a apresentação dos quatro, o respiro cômico que empurra o filme ao suspense, o duelo de Morgan Freeman e Michael Caine em Las Vegas e a dupla investigativa de Mark Ruffalo e Mélanie Laurent.

Santo remédio pro mau humor: comédia romântica da Netflix melhora o fim de semana na hora Divulgação / Netflix

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Em “Na Sua Casa ou na Minha?”, Aline Brosh McKenna tenta escapar da comédia romântica automática com diálogos mordazes e momentos de farsa, mas tropeça em soluções superficiais. O texto aponta um prólogo cansativo, reforçado por cards nostálgicos, antes de a narrativa saltar de 2003 para hoje, dividida entre Manhattan e Los Angeles. Ashton Kutcher vive um advogado influente; Reese Witherspoon, uma inspetora escolar. A amizade requentada, as subtramas e um desfecho à moda “Amor sem Escalas” fecham o percurso.

O “date movie” mais proibido da Netflix: você vai rir, travar e pensar “meu Deus” Divulgação / Neon

O “date movie” mais proibido da Netflix: você vai rir, travar e pensar “meu Deus”

O texto lê “Amores Canibais” como uma distopia que volta e meia reaparece no cinema para falar de sobrevivência e solidão. Ana Lily Amirpour arma um Texas de areia e antropofagia e acompanha Arlen, figura de desespero e fé, numa trajetória marcada por desconforto, repulsa e tédio. A análise ressalta a entrada de Miami Man como peça que justifica o amor do título, com Jason Momoa descrito como “surpreendentemente intenso”, e destaca a trilha de Andrea von Foerster, que ressuscita clássicos pop.

Filme europeu de cineasta argentina, na Mubi, transforma crise econômica em sátira afiada sobre classe média Divulgação / Memory

Filme europeu de cineasta argentina, na Mubi, transforma crise econômica em sátira afiada sobre classe média

Descrito por sua diretora, Amalia Ulman, como “uma comédia sobre despejo”, “El Planeta” gira em torno de María e Leonor, mãe e filha que vivem em Gijón, no norte da Espanha, e se veem falidas após a morte do patriarca da família. Ainda assim, seguem se comportando como se nada tivesse mudado: vestem roupas de grife, frequentam restaurantes caros e circulam por ambientes completamente fora de sua realidade financeira, sustentando esse estilo de vida por meio de pequenos golpes, furtos em lojas ou simplesmente acumulando contas que jamais serão pagas.