Sem tiros, sem explosões — só tensão pura: um dos filmes de espionagem mais intensos de todos os tempos chegou ao Prime Video Divulgação / Focus Features

Sem tiros, sem explosões — só tensão pura: um dos filmes de espionagem mais intensos de todos os tempos chegou ao Prime Video

Em vez de perseguições exibicionistas, este suspense de espionagem aposta em gente sentada, ouvindo, anotando e recalculando versões. A trama se passa em 1973, no coração do serviço secreto britânico, quando um veterano é puxado de volta para um trabalho ingrato, descobrir quem, dentro de casa, vendeu informação por anos. Dirigido por Tomas Alfredson e roteirizado por Peter Straughan, o filme pede atenção a nomes, cargos e pausas, e cobra do espectador o mesmo que cobra dos personagens, tempo em sala, paciência em corredor e disposição para voltar ao arquivo quando a conversa parece encerrada cedo demais.

O filme de ação do Prime Video que virou catarse coletiva — e ficou 10 semanas entre os mais vistos do mundo Divulgação / Diamond Films

O filme de ação do Prime Video que virou catarse coletiva — e ficou 10 semanas entre os mais vistos do mundo

A história parte de um choque público e acompanha uma mulher que decide parar de pedir audiência, despacho e promessa. Essa escolha exige coisas bem materiais, anos de preparo, mudança de endereço, compra de equipamento e noites perdidas refazendo rotas e horários. Sem vender heroísmo fácil, a trama empilha nomes na mira e obriga a personagem a manter a mão firme quando cansaço e ferimentos pedem recuo. É ação e suspense com objetivo direto, guiado por decisões que cobram tempo, energia e exposição a cada passo.

Quando a opressão não silencia a arte: o drama turco que transformou trauma político em beleza, agora na Mubi Divulgação / Magnum Film

Quando a opressão não silencia a arte: o drama turco que transformou trauma político em beleza, agora na Mubi

O cinema turco viveu seu auge entre as décadas de 1950 e 1970, impulsionado pelo sistema industrial de Yeşilçam, antes de entrar em colapso nos anos 1980, após o Golpe Militar de 12 de setembro. Não foi apenas uma perda de público ou prestígio: foi um desmonte estrutural, marcado por censura, perseguição a artistas, autocensura e a quase extinção de uma indústria cinematográfica organizada. “Don’t Let Them Shoot the Kite”, lançado em 1989, surge como um raro suspiro de resistência dentro de um sistema opressor cuja lógica só começaria a se enfraquecer, lentamente, a partir dos anos 2000.

Dez minutos fora do lugar e a mente entra em colapso — Ryan Reynolds em um filme na HBO Max que te prende pelo desconforto Divulgação / Warner Bros.

Dez minutos fora do lugar e a mente entra em colapso — Ryan Reynolds em um filme na HBO Max que te prende pelo desconforto

“A Teoria do Caos” parte de um truque doméstico e acompanha o estrago prático que ele espalha por um dia inteiro. Frank Allen vive de vender ordem, mas, quando o tempo dele é mexido sem aviso, cada tarefa vira uma remarcação e cada encontro ganha cara de atraso. Dirigido por Marcos Siega e escrito por Daniel Taplitz, o longa de 2008 usa filas, deslocamentos e compromissos atravessados para tirar o protagonista do pedestal de palestrante e colocá-lo no asfalto, no corredor e no telefone, tentando costurar o que já desandou.

Falar de amor não é chover no molhado

Falar de amor não é chover no molhado

Num esforço concentrado de desmonte da tristeza, com a destreza de renascer a esperança por dias melhores, por noites melhores, por homens melhores, suscitando uma pausa no desencanto como consequência da chuva branda, suave e ininterrupta que corrompe o silêncio ao gotejar dos beirais das casas sobre latas, lutos e outros objetos deixados no quintal da solitude, a despir os sentidos, a lavar a roupa suja no de-dentro do peito, a levar a sério a premissa de felicidade ainda que tardia, germinando sementes no fofo da terra e candura no coração das pessoas.