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Chegou o filme mais esperado do ano na Netflix: baseado em série com Cillian Murphy Divulgação / Netflix

Chegou o filme mais esperado do ano na Netflix: baseado em série com Cillian Murphy

Em “Peaky Blinders: O Homem Imortal”, dirigido por Tom Harper, acompanhamos Thomas Shelby (Cillian Murphy), que retorna a Birmingham durante a Segunda Guerra Mundial após um período de exílio voluntário, pressionado por ameaças crescentes e pela necessidade de proteger sua família e seus negócios. Ao seu lado, surgem figuras estratégicas e imprevisíveis, como a personagem de Rebecca Ferguson, enquanto membros da família, incluindo Ada Shelby (Sophie Rundle), tentam manter algum equilíbrio em meio ao caos.

Shelby havia se afastado, tentando silenciar seus próprios demônios, mas a guerra altera completamente o cenário ao redor. O que antes era um império construído com cálculo e frieza agora se vê atravessado por interesses maiores, que não pedem licença para entrar. Ele volta porque precisa, não por escolha, e isso faz diferença em cada gesto.

Birmingham já não é a mesma, e Shelby percebe isso rapidamente. Antigos aliados estão mais cautelosos, novos jogadores surgem com regras próprias, e instituições que antes podiam ser contornadas agora impõem limites mais duros. Ele tenta retomar o controle, mas encontra resistência em praticamente todas as frentes, o que o obriga a recalcular sua posição desde o início.

Retorno que cobra caro

Thomas Shelby não chega impondo sua antiga autoridade; ele precisa reconquistá-la. Cada reunião, cada acordo, carrega uma tensão silenciosa, como se todos à mesa estivessem testando até onde ele ainda consegue ir. Ele negocia, observa, recua quando necessário, mas também sabe quando pressionar, e esse equilíbrio precário passa a definir sua estratégia.

A personagem interpretada por Rebecca Ferguson surge como uma peça-chave nesse novo cenário. Ela não apenas oferece oportunidades, mas também impõe condições. Shelby aceita dialogar, porque entende que precisa dessa ponte, mas não confia totalmente. A relação entre os dois se constrói nesse terreno instável, onde colaboração e ameaça caminham lado a lado, e qualquer deslize pode custar mais do que ele pode pagar.

Família em zona de risco

Enquanto lida com forças externas, Shelby enfrenta um desafio mais íntimo: sua própria família. Ada Shelby (Sophie Rundle) representa um olhar mais pragmático, alguém que enxerga o perigo antes que ele se materialize por completo. Ela questiona decisões, pressiona por cautela e, em certos momentos, parece ser a única disposta a dizer o que ninguém mais tem coragem.

Shelby escuta, mas não muda de rota com facilidade. Existe nele uma mistura de teimosia e necessidade de controle que o impede de simplesmente recuar. Ele acredita que ainda consegue conduzir o jogo, mesmo quando as evidências apontam o contrário. E isso cria um atrito constante dentro do próprio núcleo familiar, onde proteger e se afastar passam a ser decisões igualmente difíceis.

Há também um certo humor seco em alguns momentos, aquele tipo de ironia que surge quando tudo está à beira do colapso. Pequenos comentários, olhares e silêncios dizem mais do que discursos inteiros, e ajudam a manter a humanidade dos personagens em meio ao cenário pesado.

Negócios, guerra e consequências

O envolvimento de Shelby com operações ligadas à guerra amplia ainda mais o risco. Ele deixa de lidar apenas com rivais do submundo e passa a interagir com estruturas maiores, onde as regras são menos claras e as consequências mais rápidas. Não há muito espaço para erro, e o tempo parece sempre curto demais.

Em uma dessas situações, ele precisa decidir entre proteger um interesse antigo ou cumprir uma exigência imediata. A escolha não vem acompanhada de alívio, apenas de novas complicações. Cada passo resolve um problema e cria dois outros, e Shelby começa a perceber que o controle que ele acreditava ter talvez nunca tenha sido tão sólido quanto parecia.

Esse acúmulo de decisões pesa. Não de forma dramática ou exagerada, mas como uma pressão constante, quase silenciosa, que vai moldando suas ações. Ele continua avançando, mas já não com a mesma certeza de antes.

O acerto que não espera

À medida que a história avança, fica claro que Shelby não está apenas lidando com inimigos externos, mas também com aquilo que deixou para trás. Pendências antigas voltam à tona, exigindo resolução. E não há mais como adiar.

Ele precisa escolher: confrontar seu próprio legado ou destruir o que resta dele. Não como um gesto simbólico, mas como uma decisão prática, com efeitos imediatos. O filme conduz esse momento sem pressa excessiva, permitindo que o peso da escolha se construa de forma gradual.

Quando a decisão finalmente chega, ela não encerra tudo de maneira limpa. Pelo contrário, abre novas possibilidades e redefine o lugar de Shelby naquele mundo. Ele pode até recuperar parte do controle, mas já não é o mesmo homem, e o jogo, definitivamente, também não é mais o mesmo.

Filme: Peaky Blinders: O Homem Imortal
Diretor: Tom Harper
Ano: 2026
Gênero: Crime/Drama
Avaliação: 9/10 1 1
★★★★★★★★★
Fernando Machado

Fernando Machado é jornalista e cinéfilo, com atuação voltada para conteúdo otimizado, Google Discover, SEO técnico e performance editorial. Na Cantuária Sites, integra a frente de projetos que cruzam linguagem de alta qualidade com alcance orgânico real.