O detalhe mais assustador não é a aparição: é o “intervalo” que a Netflix te obriga a encarar Divulgação / United International Pictures

O detalhe mais assustador não é a aparição: é o “intervalo” que a Netflix te obriga a encarar

“O Chamado 2”, dirigido por Hideo Nakata, retoma a fita e a promessa de recomeço. Rachel Keller e o filho Aidan tentam sumir do mapa ao sair de Seattle e ir para Astoria, no Oregon. A rotina, porém, volta a girar em torno do mesmo objeto: depois de um crime local ligado à fita, Samara reaparece e põe o ciclo de mortes em movimento. O filme acerta quando encurta o caminho até o susto. Nos intervalos, segura a cena e alonga deslocamentos, e a sessão pesa mais do que assusta.

Comendo a dor pelas beiradas no fogão azul de quatro bocas

Comendo a dor pelas beiradas no fogão azul de quatro bocas

Já fazia dias que Edu não dormia bem. Vinha notando mudanças no comportamento do pai. Nestor fora clinicamente desenganado pelos médicos, ou seja, a tendência, na medida em que o tempo passasse, era que os neurônios dentro da sua cabeça continuassem a se deteriorar, tornando-se ainda mais aloprados, confundindo as sinapses como se fossem fios desencapados, a ponto de o cérebro desentender se o indivíduo estivesse morto ou vivo, alegre ou triste, faminto ou saciado.

Baseado em romance de Nicholas Sparks, autor com mais 130 milhões de livros vendidos, filme no Prime Video vai fazer seu coração acelerar Divulgação / Nicholas Sparks Productions

Baseado em romance de Nicholas Sparks, autor com mais 130 milhões de livros vendidos, filme no Prime Video vai fazer seu coração acelerar

“Um Porto Seguro” é aquele tipo de drama romântico que aposta menos em reviravoltas e mais na observação cuidadosa de pessoas tentando recomeçar. Katie, vivida por Julianne Hough, chega a Southport carregando um silêncio que não é timidez, mas estratégia. Ela escolhe a discrição como forma de sobrevivência, evita perguntas, evita vínculos e organiza a vida para não chamar atenção.

Prime Video trouxe um filme que parece terapia… só que conduzida por alguém que te odeia Divulgação / Universal Pictures

Prime Video trouxe um filme que parece terapia… só que conduzida por alguém que te odeia

Entre Toscana e o norte gelado da Inglaterra, “Não Fale o Mal” arma um jogo de aparências em que o desconforto cresce devagar e explode sem piedade. A crítica destaca como James Watkins intensifica as sugestões do original dinamarquês, aproximando o filme de thrillers noventistas e de “A Mão que Balança o Berço”. Com situações sociais agressivas, humor torto e violência latente, o texto aponta um elenco que disputa atenção até o terceiro ato e conclui com uma lição amarga.