Para quem ama arquitetura e filosofia, o delicado filme de Kogonada na Mubi transforma silêncio em emoção
Tolkien tem uma frase conhecida que diz que “nem todos os que vagueiam estão perdidos”. Ela parece se encaixar bem com o espírito de “Columbus”, longa de estreia de Kogonada, lançado em 2017, realizado com um orçamento modesto de cerca de 700 mil dólares, algo praticamente impensável dentro da lógica industrial de Hollywood. Ainda assim, ou talvez justamente por isso, Kogonada constrói um drama de extrema sofisticação, sustentado por um roteiro de vocação contemplativa e por uma fotografia que dialoga de maneira orgânica com a arquitetura da cidade de Columbus, elemento intrinsecamente ligado tanto à narrativa quanto ao estado emocional dos personagens.







