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Rodrigo Santoro em um filme da Netflix que transforma envelhecer em ordem de despejo Divulgação / Vitrine Filmes

Rodrigo Santoro em um filme da Netflix que transforma envelhecer em ordem de despejo

Quando o valor de um indivíduo é determinado pela riqueza que pode gerar, toma forma uma cadeia de preconceitos que minam a dignidade e cerceiam as garantias legais de cidadãos como outros quaisquer, e então a barbárie põe-se à espreita. Essa é a ideia que Gabriel Mascaro sustenta em “O Último Azul”, contando com a imaginação do público.

Joel Edgerton em uma das atuações favoritas ao Oscar 2026, na Netflix Divulgação / Black Bear

Joel Edgerton em uma das atuações favoritas ao Oscar 2026, na Netflix

“Sonhos de Trem” acompanha Robert Grainer (Joel Edgerton), um trabalhador braçal que cruza o oeste americano do início do século 20 aceitando serviços temporários enquanto tenta continuar vivendo depois de uma perda profunda. Clint Bentley filma essa trajetória sem pressa e sem enfeites, interessado menos no épico da expansão territorial e mais no esforço diário de alguém que precisa funcionar mesmo quando tudo desmoronou fora do horário de trabalho.

83 minutos de paranoia digital: depois desse filme do Prime Video, notificação vira ameaça Divulgação / Capelight Pictures

83 minutos de paranoia digital: depois desse filme do Prime Video, notificação vira ameaça

As redes sociais acabaram tornando-se laboratórios de manipulação sentimental. “Intenções Cruéis” é um recorte bastante específico do vale tudo do novíssimo mundo digital, e ainda que a diretora Sabrina Jaglom estique a corda em vários momentos, não se pode classificar como delírio o que se assiste ao longo dos dinâmicos 83 minutos. Jaglom e o corroteirista Rishi Rajani valem-se dessa premissa para discorrer sobre o universo de psicopatias que esconde o tal algoritmo.

Terror que lucrou 7 vezes o próprio orçamento, com Julia Garner e Josh Brolin, agora na HBO Max Divulgação / New Line Cinema

Terror que lucrou 7 vezes o próprio orçamento, com Julia Garner e Josh Brolin, agora na HBO Max

Antes de assistir “A Hora do Mal”, ouvi de algumas pessoas que este seria o melhor filme de terror de 2025. Certo, vamos lá. Há, de fato, pontos positivos no novo trabalho de Zach Cregger, começando por uma premissa excelente e extremamente instigante, capaz de capturar o público apenas pela ideia central: dezenas de crianças de uma mesma turma do ensino infantil desaparecem numa mesma madrugada, exatamente às 2h17. Todas acordam em suas casas, saem de suas camas, descem as escadas, abrem a porta da frente e correm em direção à escuridão para nunca mais serem vistas.

A espada escolhe um garoto de rua… e o tirano começa a caçada no mesmo dia (assista na HBO Max) Daniel Smith / Warner Bros.

A espada escolhe um garoto de rua… e o tirano começa a caçada no mesmo dia (assista na HBO Max)

Em “Rei Arthur — A Lenda da Espada”, Londonium tem beco apertado, taverna cheia e lei resolvida no empurrão. Arthur cresce no miúdo, cobrando e sendo cobrado, até encostar na Excalibur e sentir o corpo reagir antes da cabeça organizar a história. A partir daí, o anonimato vira risco, e a sobrevivência passa a exigir decisões que arrastam amigos junto, fecham portas e mudam rotas pela cidade. O filme avança entre brigas, acordos rápidos e visões que chegam como choque, sempre cobrando tempo, fôlego e a chance de atravessar mais uma noite sem virar alvo.