Filmes

Adam Driver e John David Washington estrelam o ganhador do Oscar de Spike Lee na Netflix Divulgação / Focus Features

Adam Driver e John David Washington estrelam o ganhador do Oscar de Spike Lee na Netflix

“Infiltrado na Klan”, dirigido por Spike Lee, acompanha Ron Stallworth (John David Washington), um jovem policial do Colorado que encontra uma brecha inesperada para investigar um grupo supremacista branco em 1978. Ron consegue contato direto com a Ku Klux Klan, mas não pode aparecer pessoalmente, o que o obriga a dividir sua identidade operacional com outro agente, Flip Zimmerman (Adam Driver), que passa a representá-lo nos encontros presenciais.

Tarantino chamou de “o melhor faroeste em 100 anos” — e a HBO Max tem a versão definitiva do diretor Divulgação / Warner Bros.

Tarantino chamou de “o melhor faroeste em 100 anos” — e a HBO Max tem a versão definitiva do diretor

O filme de 1969 observa a fronteira sem muralhas e, mesmo sem grandes novidades, confirma o vigor de Sam Peckinpah ao conduzir reviravoltas e caos de uma terra sem lei. Um plano-sequência com crianças e um escorpião anuncia o desconforto e a barbárie, enquanto a história transforma o dinheiro em instrumento de escravidão e desperta simpatia pelos vilões. No centro, Pike Bishop planeja vender armas ao general Mapache, e William Holden sustenta a ambiguidade que marca o faroeste.

Se “Clube da Luta” te pegou pelo incômodo, a Netflix tem um primo mais sujo e debochado Divulgação / Sony Pictures Home Entertainment

Se “Clube da Luta” te pegou pelo incômodo, a Netflix tem um primo mais sujo e debochado

Guy Ritchie arma uma sátira engenhosa sobre gente suja, expedientes abjetos e representantes corrompidos, costurando lutas clandestinas e o afano de uma relíquia. O filme ecoa “Clube da Luta” e “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes”, provoca o politicamente correto e faz do caos de Londres um idioma de desencontros. Mickey O’Neil domina a cena, enquanto Franky Quatro-Dedos arrasta todos para a caça ao diamante. O excesso de personagens pode pesar, mas a anarquia autoral cobra seu preço e vira assinatura.

O roteirista de “Point Break” voltou ao crime urbano — e dá pra sentir esse DNA no filme mais visto da Netflix hoje Divulgação / Screen Media Films

O roteirista de “Point Break” voltou ao crime urbano — e dá pra sentir esse DNA no filme mais visto da Netflix hoje

Cuda começa trabalhando com pressa de quem tem horário marcado, recolhe dinheiro, atravessa portas sem pedir licença e já volta para o carro antes do assunto esfriar. Quando ele cruza uma jovem em fuga e decide tirá-la do alcance da quadrilha, a rotina vira sequência de endereços, corredores e telefonemas curtos, com o risco vindo junto no mesmo pacote. Em casa, a conta aparece em gestos simples, luz acesa, celular largado longe e o controle na mão para voltar alguns segundos quando um nome ou um lugar passa rápido demais.

Prime Video: se você já tentou “salvar” alguém, esse filme vai te desmontar por dentro Divulgação / Fathom Events

Prime Video: se você já tentou “salvar” alguém, esse filme vai te desmontar por dentro

Ambientado na Louisiana dos anos 1960, “Antes da Dinastia” volta ao período em que Phil Robertson ainda era só um homem tentando manter a casa de pé. O drama anda por ações curtas e caras, pegar a estrada, empurrar a porta do bar, sentar à mesa do café, e cada escolha vem com cobrança concreta, como a manhã perdida no trabalho, a noite acordado, o gasto que sobra para quem fica. Quem tenta ver com o celular na mão se perde e paga com minutos de volta e cansaço extra, porque a rotina do personagem não vira atalho e ocupa o tempo inteiro até a próxima recaída.