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O mistério do cometa

O mistério do cometa

Volta e meia, um desses telescópios gigantes que existem por aí detecta algo diferente, e todo mundo fica ligado. Há algum tempo, apareceu uma parada com o estranho nome de Oumuamua, e um monte de gente teve certeza de que era uma nave alienígena. O tal objeto acabou passando direto pelo Sistema Solar e saiu das conversas nas redes sociais, mas muita gente continuou certa de que era uma nave gigante, apesar de os cientistas garantirem que era um cometa.

Cartas do pai reaparecem décadas depois — e viram o livro mais íntimo (e inquietante) de Cristovão Tezza

Cartas do pai reaparecem décadas depois — e viram o livro mais íntimo (e inquietante) de Cristovão Tezza

“Visita ao Pai”, eleito o melhor livro brasileiro de 2025 em enquete da Revista Bula, marca um passo decisivo na obra de Cristovão Tezza. Partindo de cartas, cadernos e anotações do pai morto quando o autor era criança, o livro transforma o arquivo íntimo em investigação literária. Sem sentimentalismo, Tezza evita a biografia pronta e trabalha com a ausência, com os silêncios e com o que a memória distorce e rearranja. É assim que o Brasil aparece, nos detalhes de época.

Falar de amor não é chover no molhado

Falar de amor não é chover no molhado

Num esforço concentrado de desmonte da tristeza, com a destreza de renascer a esperança por dias melhores, por noites melhores, por homens melhores, suscitando uma pausa no desencanto como consequência da chuva branda, suave e ininterrupta que corrompe o silêncio ao gotejar dos beirais das casas sobre latas, lutos e outros objetos deixados no quintal da solitude, a despir os sentidos, a lavar a roupa suja no de-dentro do peito, a levar a sério a premissa de felicidade ainda que tardia, germinando sementes no fofo da terra e candura no coração das pessoas.

Diploma em xeque a Medicina entra na era da desconfiança

Diploma em xeque a Medicina entra na era da desconfiança

A expansão acelerada de faculdades sem infraestrutura adequada e a fragilidade de filtros regulatórios ampliam a desconfiança e criam segmentação no mercado. Entre instituições tradicionais e formações incertas, o atendimento tende a ser precedido por checagens e exigências. O mercado e os próprios pacientes assumem papel de auditores. E, nesse ambiente, a credibilidade passa a ser construída na prática, caso a caso, com transparência sobre formação, residência e experiência.

Beatles e Bauhaus: a história sombria por trás de Mr. Moonlight e a canção inspirada na morte de John Lennon

Beatles e Bauhaus: a história sombria por trás de Mr. Moonlight e a canção inspirada na morte de John Lennon

Entre o R&B de Roy Lee Johnson e o rock gótico do Bauhaus, uma mesma lua ilumina histórias diferentes. Os Beatles levaram “Mr. moonlight” aos palcos em 1962 e a registraram em “Beatles for Sale”, em 1964, com órgão Hammond e a entrada à capela de Lennon. Anos depois, a morte do cantor ecoou em “Who killed Mr. moonlight”, de “Burning from the Inside”. Este texto aproxima as duas faixas e explica o imaginário gótico e mostra por que incomoda.