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Hamnet, a bruxa e o mundo moderno

Hamnet, a bruxa e o mundo moderno

O desafio de leitura se torna complexo quando se trata da ficção histórica, esse híbrido que tensiona a imaginação e o registro baseado em seres, pessoas e coisas que existiram. Um exemplo da relação entre ficção e História é o filme “Hamnet — a Vida Antes de Hamlet” (2025), de Chloé Zhao, que recorta um momento da vida de ninguém menos do que William Shakespeare. Trata-se de um terreno delicado desde o início, pelo questionamento recorrente sobre a própria existência.

Era do prompt: a arte já era

Era do prompt: a arte já era

A inteligência artificial popularizou a criação: pintar, escrever, compor e filmar viraram funções de software nas mãos de qualquer pessoa com um celular. A arte, antes associada a valor e exclusividade, enfrenta uma crise: o diferencial passa do talento ao domínio do prompt. À medida que imagens e textos se multiplicam, o extraordinário vira lugar comum, o público se desencanta e a cultura física da geração X perde chão numa mudança cultural que pode redefinir a autoria nos próximos anos.

Expressões que não entendo

Expressões que não entendo

Existem vários ditos populares ou expressões que são muito maneiras, que conseguem explicar uma situação melhor do que um parágrafo inteiro. Mas algumas expressões bem populares que eu escuto bastante, para mim não fazem o menor sentido, e eu fico pensando na lógica que foi usada para que fossem criadas. Um exemplo é “mais perdido do que cego em tiroteio”.

Te amo pra cacete

Te amo pra cacete

Ao final do feriado, quando retornei com a minha gata para casa, eu me senti impactado por ter estado com aquelas pessoas que sofri uma espécie de síndrome de abstinência. Entrei numa deprê, num inusitado estado de melancolia. Pouco mais de vinte e quatro horas, e eu já sentia uma saudade imensurável deles. Resolvi escrever para desanuviar. Mesmo que o texto ficasse uma porcaria, como parece que ficou mesmo. Reforma interior é assim: os benefícios passam.

Os formadores de opinião

Os formadores de opinião

Hoje, basta ter um público grande nas redes sociais para virar “formador de opinião”. Não importa se a pessoa ficou famosa cantando, atuando ou jogando futebol: de repente, sua opinião sobre política, sexo ou qualquer assunto passa a valer mais do que a dos outros. E como essa parada rende cliques, cresce público e traz mais grana com publis, nasce uma nova categoria: o “cuspidor de opinião”, que sai falando de tudo, para tudo que é lado.