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O livro que matou George Orwell: a história da luta desesperada do autor para terminar ‘1984’

O livro que matou George Orwell: a história da luta desesperada do autor para terminar ‘1984’

Mais de 70 anos após a publicação da obra-prima de Orwell, “1984”, essa primeira frase parece mais natural e atraente do que nunca. Entretanto, ao analisarmos o manuscrito original, encontramos algo além: não somente o toque de clareza, mas também as correções obsessivas, em variados borrões de tinta, que revelam o tumulto extraordinário por trás da composição. Provavelmente o romance definitivo do século 20, “1984” é uma história que permanece eternamente atual e contemporânea, cujos termos como “Big Brother”, “Duplipensar” e “Novilíngua” se tornaram parte do cotidiano. Traduzido para mais de 70 línguas e com milhões de cópias vendidas pelo mundo, “1984” garantiu a George Orwell um lugar único no universo literário.

Alamut, de Vladimir Bartol: Nada é verdadeiro. Tudo é permitido

Alamut, de Vladimir Bartol: Nada é verdadeiro. Tudo é permitido

A máxima nietzschiana “Nada é verdadeiro. Tudo é permitido” serve de fundamento para a reflexão filosófica de “Alamut”, romance do escritor esloveno Vladimir Bartol. Duas coisas me impeliram à obra: 1. a belíssima edição de capa dura e rosada da Morro Branco (escolho livros pela capa) e 2. o fato de ser um livro publicado em 1938 por um esloveno sobre a história muçulmana como metáfora crítica do regime fascista italiano.

O Apanhador no Campo de Centeio e minha educação sentimental

O Apanhador no Campo de Centeio e minha educação sentimental

Acredito piamente que, na biblioteca, os livros escolhem as pessoas. Eles analisam sua capa, sinopse, autor, e decidem se vale a pena ler aquele leitor. O livro que me leu escolheu-me no momento em que mais me senti uma folha em branco na minha vida: na lacuna entre o ensino médio e a faculdade. Durante meu semestre sabático compulsório, nas pausas entre os vestibulares e as aulas de cursinho, resolvi visitar semanalmente a biblioteca e me deixar à deriva para que um livro me pegasse emprestado.

Zé Ibarra é a beleza que resiste num mundo assaltado pelo horror Divulgação / Elisa Maciel

Zé Ibarra é a beleza que resiste num mundo assaltado pelo horror

Em um tempo de tantas e tão profundas porcarias, Zé Ibarra é uma esperança bonita de que a beleza há de resistir e voltar e vencer sempre. Porque ninguém tira o lugar da formosura. Tira não. Zé o ocupou desde sua chegada em Dônica, a banda que o lançou na companhia de talentos como Lucas Nunes e Tom Veloso, e agora na consagração do Bala Desejo como o que de mais interessante aconteceu no mercado de música nesses anos recentes.