A sensação é de estar dentro de uma peça: Beckett como referência e 108 minutos de pressão psicológica na Netflix Divulgação / Yannis Drakoulidis

A sensação é de estar dentro de uma peça: Beckett como referência e 108 minutos de pressão psicológica na Netflix

A partir da inadequação do homem diante do mundo e da busca por autoconhecimento, o ensaio descreve como o medo do futuro pode virar paranoia e alimentar enredos de exílio e impotência. Essa chave conduz a leitura de “Beckett”, conectando o filme ao dramaturgo Samuel Beckett e ao teatro do absurdo, com menção direta a “Esperando Godot”. O texto comenta a homenagem no roteiro, a dupla Beckett e April, e a caçada na Grécia, destacando o incômodo com a violência contra um forasteiro negro.

Brad Pitt, Margot Robbie e Leonardo DiCaprio: elenco de peso estrela filme que satiriza indústria cinematográfica na Netflix Andrew Cooper / Sony Pictures

Brad Pitt, Margot Robbie e Leonardo DiCaprio: elenco de peso estrela filme que satiriza indústria cinematográfica na Netflix

Em “Era Uma Vez em Hollywood”, dirigido por Quentin Tarantino, Leonardo DiCaprio vive Rick Dalton, um ator de TV que percebe que sua relevância está diminuindo, enquanto Brad Pitt interpreta Cliff Booth, o dublê e braço direito que mantém sua rotina funcionando, e Margot Robbie surge como Sharon Tate, figura em ascensão que circula com naturalidade pela indústria; o conflito central acompanha a tentativa de Rick de continuar empregado num mercado que já começa a olhar para outros rostos.

Você termina em silêncio: a “aula de história” mais pesada escondida no catálogo da Netflix Divulgação / Focus Features

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Da reflexão sobre prisões íntimas e o corpo que se rebela, o ensaio chega aos Estados Unidos e ao legado de Harriet Tubman. A crítica mostra como “Harriet” (2019), dirigido por Kasi Lemmons, resgata uma vida pouco conhecida e reposiciona a ativista como símbolo da cidadania afro-americana. O texto comenta a transformação de Minty em Harriet, destaca a performance de Cynthia Erivo e aponta dúvidas do roteiro sobre relações e motivações. A fuga de Maryland à Filadélfia e a missão de libertar mais de trezentos escravizados fecham o arco.

Você vai pelo visual… e sai impactado: o épico da Netflix que vira aula de história sem ser chato Divulgação / Lionsgate Entertainment

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Partindo de uma meditação sobre o tempo e o apagamento dos injustiçados, o texto aproxima História, solidão e rebeldia para entrar em “Pompeia”. A crítica destaca Milo, celta escravizado, e a abertura com Plínio, o Jovem, como moldura para a revolta e o cativeiro no Império Romano. Aponta imagens de lirismo sombrio, compara uma cena a Lars von Trier e, no fim, elogia a arena entre Milo e Atticus, ao mesmo tempo em que lamenta o desastre relegado.