Um diamante sujo no catálogo da Netflix: a ação mais barulhenta (e genial) de Guy Ritchie Divulgação / Columbia Pictures

Um diamante sujo no catálogo da Netflix: a ação mais barulhenta (e genial) de Guy Ritchie

Há um tipo de filme que não se contenta em contar. Ele cospe, gagueja, desiste e volta. Dá voltas como um boxeador sem guarda, como se desafiar a própria narrativa fosse mais importante que qualquer desfecho. É o cinema que não pede permissão, que abre a porta da frente com o ombro e rabisca a parede da sala antes de dizer ao que veio. Em “Snatch: Porcos e Diamantes”, Guy Ritchie não quer falar sobre crime — ele quer te empurrar dentro dele, de rosto contra o asfalto. Não se trata de compreender, mas de sentir a pancada, rir com sangue na boca, seguir adiante.

Amar, perder e resistir: três grandes histórias de amor que emocionaram a crítica e estão na Netflix Divulgação / Columbia Pictures

Amar, perder e resistir: três grandes histórias de amor que emocionaram a crítica e estão na Netflix

Não são romances leves nem fórmulas prontas: são histórias que incomodam, doem e, mesmo assim, permanecem. Três filmes que transformam o amor em algo mais do que promessa — e fazem da ausência um território tão poderoso quanto o afeto. Dramas que marcaram o cinema e foram celebrados pela crítica com razão: há dor, há silêncio, mas também há verdade. E sim, todos estão na Netflix. Porque, de vez em quando, a plataforma entrega mais do que distração. Entrega intensidade.

A mais tocante história de amor da Netflix — e, sem dúvida, uma das mais belas da história do cinema Divulgação / Annapurna Pictures

A mais tocante história de amor da Netflix — e, sem dúvida, uma das mais belas da história do cinema

Barry Jenkins é mestre em transformar a delicadeza da vida cotidiana em um campo minado de emoções não ditas, silêncios dolorosos e gestos que gritam sem som. Sua arte, feita de olhares profundos e cores saturadas, oferece ao espectador uma reflexão contundente sobre as relações humanas e os abismos sociais que definem a existência negra na América contemporânea. Ao retratar amores interrompidos e felicidades adiadas, Jenkins cria um cinema urgente, poético e necessário, que denuncia injustiças enquanto celebra silenciosamente a resistência daqueles que insistem em amar, apesar de tudo.

7 livros breves demais para o estrago que causam

7 livros breves demais para o estrago que causam

Sete livros. Nenhum deles chega a duzentas páginas. Todos eles deixam algo que não passa. Começam discretos, quase tímidos, como se não fossem capazes de fazer muito estrago. Mas fazem. Cortam devagar, sem aviso. O impacto não vem da grandeza do enredo, nem da urgência da forma. Vem da precisão. Da recusa a consolar. Do silêncio deixado depois da última linha. São histórias que não pedem nada, mas levam tudo. Quando se percebe, já foi. E o que fica não se desfaz. Leva tempo. Às vezes, mais do que se está disposto a admitir.

4 filmes novos no Prime Video que não subestimam sua inteligência — nem seu tempo Divulgação / DREIFILM

4 filmes novos no Prime Video que não subestimam sua inteligência — nem seu tempo

Quatro filmes recém-lançados no Prime Video evitam o lugar-comum das estreias genéricas e entregam narrativas compactas, bem conduzidas e emocionalmente precisas. Nada de espetáculos barulhentos ou personagens rasos que repetem fórmulas conhecidas. Aqui, os conflitos são reais, os silêncios têm função e as escolhas dramáticas são construídas com tempo e contexto. São obras que respeitam o público com inteligência e não tratam a atenção alheia como descartável. E isso, no atual ritmo das plataformas, já é quase uma exceção. Talvez por isso esses filmes mereçam ser vistos com calma.