O filme indiano mais comentado do ano está na Netflix — e tem um final devastador Divulgação / B62 Studios

O filme indiano mais comentado do ano está na Netflix — e tem um final devastador

“Baramulla” provoca uma espécie de alerta silencioso: a percepção de que toda verdade política nasce de uma dor particular. O que se apresenta primeiro como um thriller envolvendo o desaparecimento de crianças rapidamente se converte em um estudo lúcido sobre o modo como a história pressiona indivíduos a carregarem culpas que não escolheram. A investigação policial deixa de ser apenas um procedimento institucional e torna-se a metáfora de uma busca maior por sentido em uma região marcada por fronteiras impostas e feridas que se recusam a cicatrizar.

Samuel L. Jackson e Sandra Bullock em thriller devastador de Joel Schumacher que chegou à Netflix Divulgação / Warner Bros.

Samuel L. Jackson e Sandra Bullock em thriller devastador de Joel Schumacher que chegou à Netflix

“Tempo de Matar“ não tenta se esconder por trás de lições de moral. Ele abre a porta com violência, joga o espectador em um abismo ético e se recusa a suavizar qualquer ferida. O tema central chega de forma direta: até onde podemos ir quando a justiça falha? A pergunta não é nova, mas o filme se compromete a explorar suas fissuras mais profundas, onde a lei perde o verniz civilizado e se revela frágil diante do que ainda chamamos de humanidade.

Suspense argentino na Netflix vai te deixar sem ar até o último segundo Alan Roskyn / Netflix

Suspense argentino na Netflix vai te deixar sem ar até o último segundo

Drama com nervo de suspense, “Descanse em Paz” investiga as consequências de um desaparecimento planejado e os custos emocionais de uma vida clandestina. Sebastián Borensztein acompanha um homem comum encurralado por dívidas e por um diagnóstico que lhe encurta a margem de erro. O filme observa culpa, lealdade e vergonha sem recorrer a julgamentos fáceis, combinando progressão de pistas com retratos íntimos. A abordagem privilegia silêncios e gestos, o uso contido da trilha e a tensão entre risco concreto e necessidade de proteção.

Lô Borges foi um beatle barroco

Lô Borges foi um beatle barroco

De timidez luminosa e gênio compartilhado, um músico mineiro transformou parcerias em linguagem e melodias em abrigo. Sua obra atravessou fronteiras, inspirando roqueiros britânicos e bandas brasileiras separadas por décadas. Entre o rigor do barroco e o impulso pop, construiu pontes entre montanhas e amplificadores, entre silêncio e distorção. Fez da colaboração um modo de vida e da canção, um espaço de liberdade coletiva que ainda ressoa nas novas gerações.