Autor: Sebastião de Assis Neto

Número 23: como a era da pós-verdade é, também, a era da pré-verdade

Número 23: como a era da pós-verdade é, também, a era da pré-verdade

A era da pós-verdade não admite o debate. Basta a cada cidadão ou cidadã que absorve algum conhecimento querer acreditar nele. Veja bem: “querer acreditar” não corresponde, necessariamente, a sempre “acreditar efetivamente”. Muitas vezes, o sujeito que exerce sua pós-verdade nem acredita muito nas besteiras que insiste em disseminar por aí, mas, como ele quer muito acreditar nelas, vai assim mesmo, sem muita credibilidade.

Bukowski: o pássaro azul que habita em mim cumprimenta o pássaro azul que habita em você

Bukowski: o pássaro azul que habita em mim cumprimenta o pássaro azul que habita em você

Dia desses, um grande amigo que lê meus textos me aconselhou a incursionar por registros mais pessoais, algo mais lírico, que exponha de forma mais evidente as entranhas da minha mente inquieta e perturbada. A ocasião foi regada a uísque e charutos. Não que esses produtos sejam desconhecidos do meu organismo, mas as quantidades industriais me levaram ao médico no final da noite.

As 9 bandas mais importantes do rock nacional

As 9 bandas mais importantes do rock nacional

O rock nacional é ruim? Claro que não. É muito bom. É bem verdade que não se compara com os norte-americanos e ingleses, criadores e propulsores do gênero, mas não podemos negar que a nossa turma é boa, provavelmente muito melhor que os argentinos, indianos e poloneses, pelo menos até onde o meu conhecimento pode chegar.

Eu me recuso a aceitar a extinção do shake-hands

Eu me recuso a aceitar a extinção do shake-hands

Sobre o famigerado “lugar de fala”, imaginemos que Cervantes, por não ser louco, nem baixinho, não pudesse escrever sobre seu fidalgo Dom Quixote, tampouco sobre seu escudeiro Sancho Pança. Que Dante, por não ser pároco, não pudesse ter colocado tantos padres e bispos no inferno da sua comédia. Que Castro Alves, por não ser negro, não pudesse lastimar as desumanidades de seu Navio Negreiro. Ou que o Eça, por não ser mulher, não pudesse contar a canalhice que o Padre Amaro fez com Amélia.

Cinco evidências históricas de que a humanidade não vai melhorar após o fim da pandemia

Cinco evidências históricas de que a humanidade não vai melhorar após o fim da pandemia

Elaborar uma lista de evidências sobre alguma consequência não é fácil. E há uma série de motivos para essa dificuldade. Primeiro vem a arte do futurismo. Como, de fato, é apenas uma arte, isso já afasta, por si só, qualquer caráter científico, daí a denominação do título deste texto. Fique o leitor à vontade para acreditar, descrer, concordar ou discordar.