Autor: Giancarlo Galdino

Filme indicado a 7 Oscars, amado pelo público e aclamado como um dos maiores da história do cinema está na Netflix Divulgação / Warner Bros

Filme indicado a 7 Oscars, amado pelo público e aclamado como um dos maiores da história do cinema está na Netflix

Um dos critérios para se medir a relevância de um filme é quão a história consegue se preservar fresca, atual, vívida passados alguns bons anos. “Um Sonho de Liberdade” (1994) cumpre com folga o requisito e, por essa razão, segue encantando o público. Originalmente desprezada pelo espectador, a trama, dirigida por Frank Darabond, ingressou num rol curioso: o das produções cuja história precisou vencer o tempo para se impor, malgrado sua força.

Favorito ao Oscar 2022 e um dos filmes mais emocionantes da década acaba de chegar ao Amazon Prime Video Foto: Divulgação / Prime Video

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O Oscar continua a ser um dos maiores mistérios da humanidade. Ninguém nunca há de conseguir dizer, com toda a margem de acerto, o que faz um filme despertar o interesse da Academia, mas se existe alguma regra, ela passa inevitavelmente pela capacidade da história de apresentar enredos comoventes, sem serem melosos, de preferência com aqueles providenciais toques de realidade. É claro que Sian Heder não pensou em nada disso ao levar “Coda” a termo, e mesmo ao tomar como base uma trama já vista no cinema algumas vezes, a diretora foi capaz de imprimir sua visão sobre o tema que aborda, a deficiência e a necessidade de superá-la. Outro componente a que Hollywood já se mostrou muito afeita.

Filme da Netflix, implacável, violento e realista, não deixará você ser o mesmo depois de assisti-lo

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A exploração de jovens mulheres africanas, negras e miseráveis, por estrangeiros que fazem delas máquinas de ganhar dinheiro mediante o aluguel do que têm de mais precioso é o tema de “Joy”, drama em que a diretora, a austríaca-iraniana Sudabeh Mortezai, pontua toda a narrativa por relatos verídicos, sobre os quais seu filme se aprofunda, expondo uma realidade de abuso e violência em que essas mulheres são enredadas. Em alguns casos, para sempre.

Ousado, erótico, confuso, hipnotizante e catártico, o filme na Netflix que vai fazer você procurar um analista

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Ninguém é gênio por acaso, e para se chegar à perfeição é necessário uma porção de fracassos. Dando sequência a suas teses sobre as obsessões sexuais do homem, o inegavelmente talentoso Lars von Trier tropeça em “Ninfomaníaca — Volume II”. O filme tem passagens memoráveis, as elucubrações filosóficas de Von Trier são interessantes, mas ter se estendido tanto sobre um tema já destrinchado exaustivamente no primeiro segmento se revela um erro lamentável, apesar de algumas performances francamente boas.

Thriller psicológico da Netflix é um grande quebra-cabeça que vai deixar você sem fôlego tentando encaixar as peças

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A angústia de passar a vida num orfanato, sem saber quem é, completamente à deriva, volta a assombrar um órfão justamente quando sua vida tem uma chance de virada. Isso é o que se pode dizer depois de uma avaliação muito apressada de “A Próxima Pele”, que é muito mais que apenas isso. Cheio de reviravoltas, no filme de Isaki Lacuesta e Isa Campo é impraticável afirmar se este ou aquele personagem age dessa ou daquela maneira porque obedece à sua natureza ou se visa a algum outro resultado, mistérios que a história só revela no momento propício.