Autor: Giancarlo Galdino

O tesouro inesperado da Netflix que vai manter seus olhos grudados na tela enquanto quebra seus ossos

O tesouro inesperado da Netflix que vai manter seus olhos grudados na tela enquanto quebra seus ossos

Passam-se os anos, os séculos, os milênios, e o débil gênero humano parece não sair do lugar, ou pior, retroceder, ou no mínimo se perder no labirinto das ilusões. O cinema — e sobretudo o cinema feito na Ásia — retrata como nenhuma outra manifestação artística a pequenez humana, e “Fúria Feminina”, do vietnamita Le-Van Kiet, se alonga sobre um assunto tão espinhoso quanto urgente em seu país, que, fôssemos uma humanidade digna desse nome, já teria ganhado resposta na devida proporção.

Lançamento da Netflix é o filme mais inventivo, delirante e inovador de 2022

Lançamento da Netflix é o filme mais inventivo, delirante e inovador de 2022

Os animes japoneses despertam sensações diversas, quiçá contraditórias. Usando tecnologia de ponta, os profissionais envolvidos em produções dessa natureza querem, na verdade, suscitar no espectador sentimentos os mais básicos, como o valor da amizade, honra, esperança. O diretor Nobutaka Yoda singra por essas águas em “Adam by Eve: A Live in Animation”, registrando por meio das formas mais inconvencionais tudo quanto é preciso para se viver bem desde que o mundo é mundo.

Novo filme da Netflix é um banquete para a alma Divulgação / Netflix

Novo filme da Netflix é um banquete para a alma

Estendendo-se sobre uma gama inestimável de comportamentos reprováveis, que geram angústia em todos os indivíduos que tomam parte em dadas situações, mas principalmente em quem os manifesta, algumas moléstias do espírito têm cura e todas dispõem de tratamento, como se vê em “Os Olhos Negros de Marilyn”, do diretor italiano Simone Godano, que conduz seu filme com toda a poesia que o assunto merece.

Insano, perturbador e brilhante, filme da Netflix vai te prender da primeira cena aos créditos finais

Insano, perturbador e brilhante, filme da Netflix vai te prender da primeira cena aos créditos finais

O capitalismo apronta das suas, arrasa carreiras mundo afora e lança na rua uma horda de desempregados todos os meses, mas não dá para chorar as pitangas. Os psicopatas, por exemplo, estremecem com o baque inicial, mas seguem como se nada tivesse acontecido, descobrindo logo um meio de virar o jogo. No espanhol “A Casa”, os irmãos diretores Àlex e David Pastor exploram uma pequena faceta de uma figura como essa, tão sedutora quanto perigosa.