Autor: Giancarlo Galdino

7 romances que Nietzsche chamaria de confessionais (e leria duas vezes)

7 romances que Nietzsche chamaria de confessionais (e leria duas vezes)

Friedrich Nietzsche (1844-1900), o filósofo da transvaloração de todos os valores, da afirmação da vida e da crítica extremada à velha moral, mantinha uma relação complexa com a literatura e a arte. O que faz dado romance ser “confessional” na rigorosa acepção nietzschiana? E por que tais romances merecem uma releitura atenta do pensador que enaltecia a verdade trágica e a força oculta no existir de cada um? Na lista da vez, sete romances que passariam no padrão Nietzsche de qualidade por se recusarem a falsificar experiências, declinando da consolação fácil e exigindo que o leitor descubra-se, vendo-se como é.

8 romances que filosofam melhor que muito doutorado em Kant

8 romances que filosofam melhor que muito doutorado em Kant

Em sua forma mais pura, a filosofia nasce do espanto. Antes de tornar-se um sistema, um código ou uma escola de pensamento, ela foi perplexidade frente ao mundo, angústia diante do tempo, assombro a atacar a morte. A literatura tem o condão de devassar a vida por dentro, enquanto a filosofia muitas vezes a observa de fora, com as pinças gélidas da razão conceitual. Romances não precisam resolver coisa alguma, e assim mesmo, explicam o mundo ao colocar o leitor diante da tensão irreconciliável. Isso é o que se constata na seleção abaixo, com oito romances que se equiparam ao melhor da filosofia de Kant que, claro, nunca há de perder sua relevância.

7 livros que tocam onde a terapia não alcança

7 livros que tocam onde a terapia não alcança

Conhecer-se é se libertar, e a psicoterapia, em suas diversas abordagens, tornou-se não apenas um recurso de cura, mas uma forma de alcançar esse tão desejado autoconhecimento. Viver é uma dança no escuro. Cada instante é um enigma, e a consciência, esse lampejo breve entre dois abismos, tenta costurar alguma lógica entre nascimento e finitude. Em Dostoiévski, Rilke ou Tolstói, achamos um esforço por registrar o extraordinário que rodeia-nos neste plano; assim, os três figuram, ao lado de mais quatro escritores, na lista que preparamos, com sete livros que vão mais fundo que as muitas horas de análise e, às vezes, os medicamentos.

8 livros que recusam-se a terminar, mesmo depois do ponto final

8 livros que recusam-se a terminar, mesmo depois do ponto final

Há livros que nos acompanham como fantasmas. Encerramos a leitura, fechamos o volume, mas o enredo permanece latejando em alguma parte da consciência, como uma chaga. Por que certas obras parecem recusar o fim? Na nossa lista entram oito publicações cujos enredos não abandonam o pobre infeliz que por eles se aventura. Esses livros não acabam porque, no fundo, vivem em nós.

5 livros que são como tapas na cara silenciosos

5 livros que são como tapas na cara silenciosos

Há livros que abraçam, que consolam, que embalam o leitor em histórias doces e reconfortantes. Mas há outros que simplesmente desestabilizam. Livros que falam baixo, não vociferam, não se impõem pela virulência retórica, mas que, com precisão cartesiana, desmontam-nos. Em tempos de discursos histéricos, de certezas inabaláveis, de indignações performáticas e seletivas, livros como os cinco da nossa lista, que provocam desconforto sem escandalizar, são monumentos à resistência e à vida ela mesma.