Autor: Élida Ramirez

Redes sociais: uma versão fictícia de nós mesmos

Redes sociais: uma versão fictícia de nós mesmos

Dialogar não é falar para quem pensa igual. Muito menos acusar, acuar e açoitar. A natureza da ação é argumentativa. Não julgadora. E o diverso enriquece a discussão. Ainda segundo o sociólogo, nas redes sociais fica mais fácil evitar a controvérsia favorecendo que o indivíduo permaneça em uma zona de conforto. Apenas berrar os próprios conceitos, verdadeiros ou inventados, impede de ouvir novas vozes e o único que se vê é o reflexo de sua face.

Reclamar demais não faz a vida menos injusta

Reclamar demais não faz a vida menos injusta

Curioso é que muitos nem se percebem ao falar exaustivamente de sua dor ou das catástrofes do mundo. É que o apreço à lástima encanta e cega. Daí, só existe o problema. Daí, surgem mais problemas. A ciência já sabe disso. Um estudo do autor, cientista da computação e filósofo, Steven Parton sobre o impacto das emoções negativas provocadas pelas reclamações sugere que elas alteram a estrutura e a função do cérebro.

Fofoca é hábito de gente com problemas no espelho

Fofoca é hábito de gente com problemas no espelho

Sempre me intrigou a motivação de que gosta de mexericos. Em “Tratado Geral Sobre a Fofoca: Uma Análise da Desconfiança Humana”, o psiquiatra José Ângelo Gaiarsa analisa aspectos sociológicos, filosóficos, históricos e psicológicos dos bisbilhoteiros. No livro, o autor afirma que nossa observação está ligada ao que somos. Vemos no outro nosso próprio caos. Portanto, a fofoca funciona como um espelho da alma.

Confesse: ser mãe, às vezes, é muito chato!

Confesse: ser mãe, às vezes, é muito chato!

Sou mãe. Encontro respostas sem saber de onde tiro. Luto com todas as garras para que minha filha vença suas primeiras batalhas. Não há cansaço maior que a necessidade do meu bebê. É impressionante como um ser, ainda miúdo, desperta uma gama de habilidades inéditas em nós. Um lado bicho que acorda durante a geração da cria. E, de tão potente, pode provocar também o (re) nascimento da mãe.

Viver em cima do muro é prejudicial à saúde

Viver em cima do muro é prejudicial à saúde

Nota-se certo padrão do viver em cima do muro. Como uma receitinha básica. Vejam só: Misture meias palavras em um discurso politicamente correto. Inclua, com ar de respeito, a posição contrária. Cozinhe em banho-maria. Deixe descansar, para sempre, se puder. Se necessário, volte ao fogo brando. Não mexa mais. Sirva morno. Viu? Simples de fazer. Difícil é digerir.