Autor: Élida Ramirez

Não deixe que distorçam os fatos: a vítima é sempre a parte frágil no abuso sexual

Não deixe que distorçam os fatos: a vítima é sempre a parte frágil no abuso sexual

Estupro não tem a ver com vestimenta nem comportamento. E já caiu por terra a hipótese da falta de controle físico do homem no sexo. O estupro fala é de como o homem lida com o poder em relação à mulher. Poupem-me do discurso do short curto ou da rua escura como agentes de abusos. Sejamos coerentes. O início de uma paquera não garante beijo ou sexo no fim da noite. Sentar-se a uma mesa para jantar ou ir ao cinema sozinha não sinalizam uma fêmea desesperada para acasalar.

No caso João de Deus, a violência sexual não é o único abuso

No caso João de Deus, a violência sexual não é o único abuso

Além da crueldade, o caso João de Deus estarrece, ainda mais, pois compila impiedades inimagináveis a um símbolo de espiritualidade e caridade. Um choque encarar uma figura de bondade vinculada a um mal feito generalizado de depravação. Evidencia uma série de abusos: sexuais, físicos, emocionais, religiosos e financeiros aos crentes que depositaram sua esperança e confiaram poder divino a um homem que se transformou em um líder para muitos.

Minha ditadura é melhor que a sua

Minha ditadura é melhor que a sua

Para além do cenário mundial de decadência da esquerda, que impulsionou a adesão ao extremismo, a necessidade de convencimento do outro tornou-se maior que a própria ideologia. Militantes de todos os lados aderem o discurso da minha verdade é melhor que a sua. Fatos e mentiras operando no mesmo regime de verdade. Cumprem um objetivo comum: confundir para descer uma opinião goela abaixo.

Redes sociais: uma versão fictícia de nós mesmos

Redes sociais: uma versão fictícia de nós mesmos

Dialogar não é falar para quem pensa igual. Muito menos acusar, acuar e açoitar. A natureza da ação é argumentativa. Não julgadora. E o diverso enriquece a discussão. Ainda segundo o sociólogo, nas redes sociais fica mais fácil evitar a controvérsia favorecendo que o indivíduo permaneça em uma zona de conforto. Apenas berrar os próprios conceitos, verdadeiros ou inventados, impede de ouvir novas vozes e o único que se vê é o reflexo de sua face.

Reclamar demais não faz a vida menos injusta

Reclamar demais não faz a vida menos injusta

Curioso é que muitos nem se percebem ao falar exaustivamente de sua dor ou das catástrofes do mundo. É que o apreço à lástima encanta e cega. Daí, só existe o problema. Daí, surgem mais problemas. A ciência já sabe disso. Um estudo do autor, cientista da computação e filósofo, Steven Parton sobre o impacto das emoções negativas provocadas pelas reclamações sugere que elas alteram a estrutura e a função do cérebro.

Fofoca é hábito de gente com problemas no espelho

Fofoca é hábito de gente com problemas no espelho

Sempre me intrigou a motivação de que gosta de mexericos. Em “Tratado Geral Sobre a Fofoca: Uma Análise da Desconfiança Humana”, o psiquiatra José Ângelo Gaiarsa analisa aspectos sociológicos, filosóficos, históricos e psicológicos dos bisbilhoteiros. No livro, o autor afirma que nossa observação está ligada ao que somos. Vemos no outro nosso próprio caos. Portanto, a fofoca funciona como um espelho da alma.

Confesse: ser mãe, às vezes, é muito chato!

Confesse: ser mãe, às vezes, é muito chato!

Sou mãe. Encontro respostas sem saber de onde tiro. Luto com todas as garras para que minha filha vença suas primeiras batalhas. Não há cansaço maior que a necessidade do meu bebê. É impressionante como um ser, ainda miúdo, desperta uma gama de habilidades inéditas em nós. Um lado bicho que acorda durante a geração da cria. E, de tão potente, pode provocar também o (re) nascimento da mãe.