Autor: Eberth Vêncio

As 10 mais importantes canções de rock da história da música

As 10 mais importantes canções de rock da história da música

É óbvio que o rock não errou. No máximo, confundiu, provocou, tirou sarro, consumiu noites de sono de papais e mamães, interrompeu a inércia de políticos e burocratas de um status quo viciado em castração mental. Roqueiros com pedigree não se deixam seduzir por zonas de conforto. Aliás, se for pra zonear, que seja no terreno do eterno confronto entre o novo e o velho. E que vença o melhor, ou seja, o novo, sempre.

Detesto filmes que me fazem chorar. Mas sou viciado neles

Detesto filmes que me fazem chorar. Mas sou viciado neles

Passados mais de 30 anos, contrariando as recomendações dos especialistas em Covid-19, em quarentena, em saúde mental e outros babados pandêmicos nunca antes imaginados, para que as pessoas evitassem os porres homéricos, os regimes alimentares famélicos e os filmes tristes — ou seja, cutucar onça com vara curta —, acabei revendo “Cinema Paradiso”, de Giuseppe Tornatore.

O mal não é o gafanhoto, são os canalhas

O mal não é o gafanhoto, são os canalhas

Era uma edificação antiga, estilo colonial, com ofurô no jardim. Nada mais classe média do que aquilo. Contudo, era um antro aconchegante. Tinha um carro na garagem. Caseiro à disposição, homem disposto, liso, calado. E um pitbull marrento, campeão de rinha, que possuía uma cicatriz profunda no focinho. Resolvi chamá-lo de Scarface.

Preparando para o novo normal nos prostíbulos

Preparando para o novo normal nos prostíbulos

A expectativa pela hora do apocalipse era algo que me deixava fulo. Fazia séculos que a humanidade esperava o fim do mundo. Um saco ter que esperar tanto tempo. Nenhum motorista cruzava o meu caminho para tomar uma buzinada nos cornos. A falta de pressa deu-me tempo suficiente para ler os versos que alguém tinha pichado num muro. A ortografia estava ótima, melhor que a do Ministro da Educação. Senti aquela familiar suavidade de volta.

Gilberto Gil, o Super-Homem da música popular brasileira

Gilberto Gil, o Super-Homem da música popular brasileira

É bom ter amigos. Dinheiro emprestado. Um cargo comissionado no governo. Porres homéricos. Diversão com prostitutas. Alguém para trocar a fralda geriátrica, para esvaziar o saco de bostas, para avisar à enfermeira de plantão que o soro da veia já era ou que o coração parou de bater. No meu caso, fui agraciado com um lindo par de ingressos para o show de Gilberto Gil.

Dos terrivelmente ateus será o reino da terra

Dos terrivelmente ateus será o reino da terra

Aconteceu assim. Alvorecia. Animadíssimas, as andorinhas aprontavam algazarra. A arruaça aviária acordou Aisha. Atila, ainda adormecido, afundava, acolchoado, assaz alcoolizado. Abstêmia, Aisha assistia ao amado. Ambos ateus. Ambos asmáticos. Ambos apaixonados. Aspergiu aromas almiscarados até à abóboda: açucena, azaleia, alecrim.

Quando se testa positivo para a tristeza e a melancolia

Quando se testa positivo para a tristeza e a melancolia

Não me culpem pelo linguajar chulo. Estou rezando pela cartilha do novo governo. Vulgaridade acima de tudo. Sou a tiazinha do café, uma servidora pública deslocada das funções de origem, com nível educacional superior, mestrado, doutorado, pós-doutorado, uma qualquer que servia chá de cogumelos para os presentes durante a polêmica reunião ministerial do dia 22.

O menino que havia em mim pulou de um prédio e voou

O menino que havia em mim pulou de um prédio e voou

Há um desconfortável fetichismo pelo mau gosto e pelo mórbido espetáculo de notícias escabrosas que nos chegam pelos telejornais, pelos canais da internet, pelos instrumentos viciantes de Mark Zuckerberg, que testam a nossa capacidade mental para amortecer as tragédias diárias que ribombam em todos os cantos do planeta.

O seu ódio não será a minha herança

O seu ódio não será a minha herança

70% da população vai encher o rabo de cloroquina. Não tem jeito. É assim mesmo. E daí? Minha falecida avó detesta quando eu digo isso, mas, a verdade é que todo mundo vai morrer um dia. Brasileiro não pega nada. Brasileiro precisa ser estudado depois que sair do esgoto, se sobreviver a essa gripezinha que assola a economia do planeta.