Autor: Ademir Luiz

O melhores livros lidos em 2023 (Ademir Luiz)

O melhores livros lidos em 2023 (Ademir Luiz)

Desde 2004 é publicada na imprensa minha “agenda de leitura” para o ano seguinte. Raramente consigo cumprir com o planejado. Sempre surgem novas demandas ou interesses que acabam furando a fila. Durante 2023 não foi diferente e ficaram de fora dois títulos: “Samarcanda”, de Amin Maalouf, e “A Boa Terra”, de Pearl S. Buck. Lerei em algum momento de 2024. Ou não. Seja como for, 2023 foi um ano de leituras marcantes. Pelo menos uma mostrou-se determinante para transformar minha visão de mundo.

50 frases de Carlos Drummond de Andrade para carregar no bolso

50 frases de Carlos Drummond de Andrade para carregar no bolso

O lendário poeta interplanetário, Carlos Drummond de Andrade, emergiu sob a tutela de um peculiar anjo torto na pitoresca cidade de Itabira, em Minas Gerais. Longe de ser apenas mais um nome na vastidão literária, Drummond redefiniu os caminhos da poesia, desafiando e inspirando várias gerações de poetas. O multifacetado Drummond não se restringiu à poesia: destacou-se como contista, cronista e, certamente, como um habilidoso frasista capaz de sacudir as estruturas literárias do mundo.

Bula de Livro: A Alma Perdida, de Olga Tokarczuk e Joanna Concejo

Bula de Livro: A Alma Perdida, de Olga Tokarczuk e Joanna Concejo

Em “A Alma Perdida”, texto e ilustrações se completam. Mais ainda, se enriquecem mutuamente. Sem os belos e instigantes elementos gráficos, a breve narrativa de Olga Tokarczuk estaria fadada a ser interpretada não mais do que como uma parábola moralizante. Talvez interessante por si só, mas, certamente, não memorável. Porém, amalgamada com os trabalhos de Joanna Concejo, tudo ganha, literalmente, cor, dimensão e profundidade.

Bula de Livro: O Náufrago, de Thomas Bernhard

Bula de Livro: O Náufrago, de Thomas Bernhard

Mais do que se apoiar em um enredo, “O Náufrago” se sustenta numa situação exaustivamente examinada sob diversos ângulos. Um antigo colega de conservatório de música cometeu suicídio. O suicida, chamado Wertheimer, estava destinado a ser um dos grandes pianistas do século 20. De fato, tornou-se um intérprete respeitado, mas aquém das expectativas.