A Netflix entrega uma parábola amarga: gente nova compra, gente velha some — e ninguém sai ileso Divulgação / Netflix

A Netflix entrega uma parábola amarga: gente nova compra, gente velha some — e ninguém sai ileso

Entre prequel e reboot, “O Massacre da Serra Elétrica: O Retorno de Leatherface” ecoa “O Massacre da Serra Elétrica” e “Halloween — A Noite do Terror”, defendendo a parte mais frágil, ainda que monstruosa. Sally Hardesty caça a criatura que a marcou quase cinquenta anos antes, enquanto Melody, Lila e Dante chegam a Harlow com influenciadores e despertam indignação local. A expulsão de Leatherface e da mãe aciona ódio, identidade e barbárie, num terror que usa gentrificação e maniqueísmo como motor.

A anatomia de um relacionamento fracassado no drama de Sofia Coppola com Scarlett Johansson, na Netflix Divulgação / Focus Features

A anatomia de um relacionamento fracassado no drama de Sofia Coppola com Scarlett Johansson, na Netflix

Bob Harris (Bill Murray) chega a Tóquio para gravar um comercial de uísque que paga bem, exige pouco e cobra um preço silencioso: solidão. O fuso horário bagunça o corpo, o idioma cria barreiras práticas e o hotel vira um abrigo automático entre um compromisso e outro. Tudo funciona, mas nada conecta. Bob cumpre horários, responde educadamente e volta sempre ao mesmo lugar, como alguém que perdeu a chave de casa e decidiu não procurar.

Na Netflix, a paranoia nuclear vira entretenimento — e é impossível assistir sem pensar no mundo real Divulgação / Netflix

Na Netflix, a paranoia nuclear vira entretenimento — e é impossível assistir sem pensar no mundo real

Ambientado no atrito entre as duas Coreias e na sombra da Guerra Fria, “Steel Rain” parte de um atentado e encena o risco de uma debacle nuclear. Yang Woo-seok adapta sua webtoon com mão firme, mas sem oferecer grande proveito além do próprio longa, sustentado pela dupla Jung Woo-sung e Kwak Do-won. Entre reviravoltas, diferenças de vida no Norte e no Sul e uma relação forçada entre inimigos, o filme aciona sátira sociopolítica em chave de soft nonsense e exibe a excelência técnica do cinema sul-coreano.

Comédia romântica brasileira melhor que qualquer sucesso hollywoodiano que você já viu, na Netflix Divulgação / Globo Filmes

Comédia romântica brasileira melhor que qualquer sucesso hollywoodiano que você já viu, na Netflix

Em “Saneamento Básico”, Jorge Furtado parte de um problema banal para mostrar como a burocracia pode ser tão absurda quanto criativa quando alguém decide enfrentá-la. Em Linha Cristal, pequena comunidade da serra gaúcha, a urgência é concreta: construir uma fossa para tratar o esgoto da vila. Marina (Fernanda Torres), Joaquim (Wagner Moura) e Silene (Camila Pitanga) acabam no centro dessa missão nada glamourosa, que rapidamente esbarra em prazos, carimbos e cofres vazios.