A crítica torceu o nariz, o público eternizou: uma das histórias de amor mais amadas do cinema está na HBO Max Divulgação / New Line Cinema

A crítica torceu o nariz, o público eternizou: uma das histórias de amor mais amadas do cinema está na HBO Max

Evan Treborn, estudante de psicologia, depende de anotações para não se perder na própria vida, já que sua memória é patologicamente suscetível. A obsessão pela perfeição o empurra para compulsões, comportamentos reprováveis e sofrimento, num retrato que evita soar como tratado médico ao usar a metáfora da transfiguração temporal. A infância marcada por episódios bestiais, ausência parental e um pai internado compõe o vínculo com o espectador. Ao tentar voltar ao passado e procurar Kayleigh, tudo dá errado.

O filme melancólico e inebriante da Netflix com 100% de avaliações positivas que vira cura para ódios mal digeridos Divulgação / Netflix

O filme melancólico e inebriante da Netflix com 100% de avaliações positivas que vira cura para ódios mal digeridos

O documentário “Shirkers — O Filme Roubado” reabre a Singapura de 1992, quando Sandi Tan acreditou no debute e viu o projeto ser sequestrado por Georges Cardona. Entre latas de negativo sumidas, roteiros levados e sonhos “mortos no ovo”, o filme vira confissão: amizade, mágoas e disputas criativas emergem nas entrevistas com Sophie Siddique e Jasmine Ng. No fim, a busca pelo original perdido se torna um gesto de cura — e uma declaração de amor ao cinema.

Na Netflix, um filme transforma vingança em poesia brutal — e é impossível desviar o olhar Divulgação / Netflix

Na Netflix, um filme transforma vingança em poesia brutal — e é impossível desviar o olhar

Entre gângsteres, máfia e um mar de sangue, o texto acompanha como Park Hoon-jung transforma brutalidade em autoconfronto. A partir de “Noite no Paraíso”, ele compara o diretor a si mesmo em obras como “Eu Vi o Diabo” e “Novo Mundo”, destacando o caos como método e a dor como linguagem. No centro, um criminoso que se importa demais e uma relação platônica que vira chave moral: “antes morrer que matar”, num cinema nada convencional.

Comédia romântica com Hugh Grant e Andie MacDowell nos lembra que o amor não acontece num passe de mágica, na Netflix Divulgação / Polygram Filmed Entertainment

Comédia romântica com Hugh Grant e Andie MacDowell nos lembra que o amor não acontece num passe de mágica, na Netflix

“Quatro Casamentos e um Funeral” traz Charles (Hugh Grant) como alguém simpático, educado e permanentemente atrasado, não só para festas, mas para a própria vida. Cercado por amigos leais, ele se move de cerimônia em cerimônia com a sensação de que ainda há tempo para decidir tudo depois. Dirigido por Mike Newell, o filme deixa claro desde cedo o conflito central: Charles acredita ter encontrado algo importante ao conhecer Carrie (Andie MacDowell), mas hesita sempre que a situação exige um passo concreto.