diamantes

22 livros que são diamantes para o cérebro

Livros, bons livros, são verdadeiros diamantes para o cérebro ou, se se quiser, para a alma. Aliás, até maus livros, se bem lidos, se tornam pelo menos uma vistosa bijuteria. Nesta lista, idiossincrática como qualquer outra, menciono livros que, em geral, foram editados no Brasil há alguns anos. Mas poucos estão fora de catálogo. Os que estão podem ser encontrados em sebos — caso da obra-prima “Paradiso”, romance do Lezama Lima. Quando Fidel Castro for um rodapé na história de Cuba, daqui a 55 anos, Lezama Lima permanecerá sendo lido.

Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister, de Goethe

Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister

O livro de Johann Wolfgang von Goethe “criou”, segundo Marcus Vinicius Mazzari, “o gênero que mais tarde foi chamado de ‘romance de formação’ (Bildungsroman), a mais importante contribuição alemã à história do romance ocidental. (…) Goethe empreendeu a primeira grande tentativa de retratar e discutir a sociedade de seu tempo de maneira global, colocando no centro do romance a questão da formação do indivíduo, do desenvolvimento de suas potencialidades sob condições históricas concretas”. (Editora 34, tradução de Nicolino Simone Neto.)

A Consciência de Zeno, de Italo Svevo

A Consciência de Zeno

Svevo às vezes é mais citado como “o” amigo italiano de James Joyce. O irlandês foi seu professor de inglês. Poucas vezes um burguês foi retratado com tanta felicidade quanto neste romance. Zeno, um fumante inveterado — nada politicamente correto —, submete-se à psicanálise e, em seguida, desiste, porque deixa de acreditar na “ciência” de Freud. O livro é de 1923. Zeno, grande personagem, faz um mergulho poderoso na sua própria vida. Otto Maria Carpeaux qualificou o romance de “genial”. (Tradução de Ivo Barroso. Editora Nova Fronteira.)

Folhas de Relva, de Walt Whitman

Folhas de Relva

Walt Whitman não é “um” e sim “o” poeta norte-americano. Segundo Otto Maria Carpeaux, é um “poeta para poetas”. Dado o uso intensivo do verso livre, que ele “criou” como um método — então novo e rebelde em relação à poesia metrificada —, o poema longo de Whitman deveria ser de fácil acesso. Se fosse russo, seria cantado nas ruas, como se faz com Púchkin. A dificuldade teria a ver mais com o poema longo do que com o poema em si? Pode ser. O que a poesia de Whitman exige é um leitor atento. Harold Bloom o apresenta como “fundador” da poesia americana. “O” poeta. Há algumas traduções no Brasil. As mais citadas são as de Bruno Gambarotto (Hedra), Rodrigo Garcia Lopes (Iluminuras) e Geir Campos (Civilização Brasileira). Há uma da Editora Martin Claret.

A Montanha Mágica, de Thomas Mann

A Montanha Mágica

É o segundo grande romance de formação alemão. O livro conta a história do jovem Hans Castorp, que, ao visitar uma clínica para tuberculosos na Suíça, amadurece, participa de debates filosóficos. Enfim, vive e cresce. Mann escreveu: “E que outra coisa seria de fato o romance de formação alemão, a cujo tipo pertencem tanto o ‘Wilhelm Meister’ como ‘A Montanha Mágica’, senão uma sublimação e espiritualização do romance de aventuras?” (Nova Fronteira, tradução de Herbert Caro.)

A Lebre Com Olhos de Âmbar, de Edmund de Waal

A Lebre Com Olhos de Âmbar

O romance de Wall parece, à primeira vista, um trabalho de arqueologia literária escrito por uma sensibilidade do século 19. Há, aqui e ali, uma percepção meio proustiana da vida. Porém, a obra é de 2010. O belíssimo livro, escrito por alguém que tem a percepção de que Deus às vezes está nos detalhes, ganhou elogios de pesos pesados. “De maneira inesperada, combina a micro arte das miniaturas com a macro história, em um efeito grandioso”, disse Julian Barnes. “Uma busca, descrita com perfeição, de uma família e de um tempo perdidos. A partir do momento em que você abre o livro, já está numa velha Europa inteiramente recriada”, afirma Colm Tóibín. (Tradução de Alexandre Barbosa de Souza. Editora Intrínseca.)

Guerra e Paz, de Liev Tolstói

Guerra e Paz

Se tivesse lido cuidadosamente o romance “Guerra e Paz” — literatura e história —, Adolf Hitler não teria invadido a União Soviética, em 1941, ou seja, 129 anos depois, mas com os mesmos resultados funestos das tropas de Napoleão Bonaparte. Liev Tolstói examinou a história cuidadosamente e escreveu um romance poderoso a respeito da invasão napoleônica de 1812. Seu trabalho literário rivaliza-se com as melhores histórias sobre o assunto. Detalhe: além da guerra, ele examina minuciosamente a vida civil do período. Como complemento, o leitor pode consultar “1812 — A Marcha Fatal de Napoleão Rumo a Moscou”, de Adam Zamoyski. (Tradução de Rubens Figueiredo, a única feita a partir do russo. Editora Cosac Naify.)

Paradiso, de Lezama Lima

Paradiso

Trata-se do mais importante romance escrito por um cubano. Lezama Lima é o James Joyce ou o Guimarães Rosa de Cuba. Sua prosa barroca é densa, às vezes de difícil apreensão, mas uma leitura cuidadosa, observando-se seus vieses, leva o leitor ao paraíso. Julio Cortázar escreveu sobre o livro: “‘Paradiso’ é como o mar… Surpreendido em um começo, compreendo o gesto de minha mão quando toma o grosso volume para olhá-lo uma vez mais; este não é um livro para ler como se leem os livros, é um objeto com verso e reverso, peso e densidade, odor e gosto, um centro de vibração que não se deixa alcançar em seu canto mais entranhado se não se vai a ele com algo que participe do tato, que busque o ingresso por osmose e magia simpática”. (Brasiliense, com tradução de Josely Vianna Baptista. A poeta refez a tradução, mas um imbróglio jurídico a impede de publicá-la.)

Enquanto Agonizo, de William Faulkner

Enquanto Agonizo

“O Som e a Fúria”, de William Faulkner, é o “Ulysses” norte-americano. Mas o escritor que resgatou a história do sul profundo dos Estados Unidos por meio da literatura tem um romance menor (em tamanho) e de alta qualidade — “Enquanto Agonizo”. Neste livro, todos os personagens têm vozes, apresentadas em igualdade de condições. As vozes parecem um coro e as pessoas estão carregando um caixão, com o corpo da matriarca da família, mas é como se não saíssem do lugar. (Tradução de Wladir Dupont, L&PM.)

Aquela Confusão Louca da Via Merulana, de Carlo Emilio Gadda

Aquela Confusão Louca da Via Merulana

James Joyce “inventou” clones em alguns países: William Faulkner, nos Estados Unidos, e Guimarães Rosa, no Brasil, são, quem sabe, os mais conhecidos. Chamá-los de clones contém um certo desrespeito, mas, sem Joyce, Guimarães Rosa certamente teria sido um José Lins do Rego melhorado. Assim como Faulkner seria um Mark Twain mais denso. Mas pode-se falar num Joyce italiano? É possível. Carlo Emilio Gadda, autor de “Aquela Confusão Louca da Via Merulana” (Record, tradução de Aurora Bernardini e Homero de Freitas Andrade), é uma espécie de Joyce que “canibalizou” Rabelais. É visto como intraduzível. Acima de tudo, é um belíssimo escritor, autor de histórias fortes contadas de modo inventivo e de uma maneira às vezes frenética.

Três Tristes Tigres, de Guillermo Cabrera Infante

Três Tristes Tigres

O livro é uma orgia linguística e, por isso, às vezes assusta o leitor desavisado. Mas, se passar da página 50, o leitor não vai mais parar a leitura deste livro de arquitetura perfeita, que não se revela assim, dada sua fragmentação. Cabrera Infante diverte o leitor, em cada página, ao resgatar, com precisão, a oralidade e a vida comum e a vida cultural de Cuba. Logo no início, no qual há mistura de línguas, Carmen Miranda e Joe Carioca são citados. Oswald de Andrade veria, neste belíssimo romance, a antropofagia trabalhada com mestria. (Luís Carlos Cabral traduziu o romance com rigor, decifrando ao máximo suas muitas dificuldades linguísticas e culturais. José Olympio Editora.)

A Branca Voz da Solidão, Emily Dickinson

A Branca Voz da Solidão

Esclareça-se: a poeta norte-americana Emily Dickinson não publicou nenhum livro. Seus quase 2 mil poemas foram publicados depois de sua morte, em 1886. Ela tem sido bem traduzida no Brasil, desde Manuel Bandeira até Augusto de Campos e Aíla de Oliveira Gomes. Mas ninguém fez tanto pela poesia de Emily Dickinson no Brasil quanto José Lira, tradutor desta coletânea. Lira não introduziu sua poesia no país, mas pode-se dizer que a consolidou — tanto com as traduções inventivas quanto com a crítica refinada. Outro livro traduzido por ele: “Emily Dickinson: Alguns Poemas”. (Editora Iluminuras.)

Vida Querida, de Alice Munro

Vida Querida

Alice Munro é uma das maiores escritoras canadenses. É considerada como a Tchekhov da América, embora seja menos ousada do que o russo. Seus contos são romances em miniatura, amplamente desenvolvidos e, às vezes, sutis. Neste livro, além dos contos, há narrativas autobiográficas — um artifício inteligente no qual se usa a ficção para iluminar pedaços sempre escuros da vida dos indivíduos. (Tradução de Caetano W. Galindo, Companhia das Letras)

Sagarana, de Guimarães Rosa

Sagarana

Todos sabem: a obra-prima de Guimarães Rosa é “Grande Sertão: Veredas”, o romance brasileiro que mais dialoga com a literatura internacional — e sem submissão. Nos contos não há a mesma invenção, aquela linguagem rodopiante, que às vezes deixa o leitor tonto. Ainda assim, os contos de “Sagarana” merecem uma leitura atenta, alguns são “Pequenos Sertões: Veredas”. Alguém é capaz de ler e esquecer, por exemplo, “A hora e a vez de Augusto Matraga” e “Corpo Fechado”? (Editora Nova Fronteira)

Memorial de Aires, de Machado de Assis

Memorial de Aires

Se der ouvidos a certa crítica, o leitor patropi passará a acreditar que Machado de Assis só escreveu três romances: “Dom Casmurro”, “Quincas Borba” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”. O mago dos contos raramente é citado, exceto por alguns especialistas, como o inglês John Gledson. Mas há um “romancinho” de Machado de Assis que é maravilhoso. “Memorial de Aires” é muito bem escrito. É de uma sutileza rara no panorama cultural brasileiro. E, claro, é divertido, talvez porque menos “pretensioso” (a grande arte é sempre pretensiosa) do que as obras-primas “Dom Casmurro” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”.

Reparação, de Ian McEwan

Reparação

Pense em Ian McEwan como uma espécie de Henry James modernizado, pós-jazz e pós-rock. O autor, talvez o mais refinado escritor inglês vivo — acima de pares como Martin Amis e Julian Barnes (este, às vezes subestimado, ao menos no Brasil) —, aparentemente mistura, aqui e ali, tanto Virginia Woolf quanto Henry James em suas histórias. Mas sua dicção para mostrar a ambivalência dos indivíduos é moderna, não é do século 19, quando James, o Henry, se formou. McEwan conta, em “Reparação”, uma história extraordinária, mas o modo como a relata, com personagens “manipulados” pelo meio e pelas próprias personagens, ou por uma delas, é que torna o romance interessante. Fica-se com a impressão de que há duas histórias — uma dominante e uma alternativa. O que é e o que poderia ter sido.

Ulysses, de James Joyce

Ulysses

É o romance dos romances. Não é à toa que o idiossincrático Harold Bloom — que avalia que Shakespeare é Deus, e não apenas da literatura, pois teria inventado o homem que se tem hoje nas ruas — considere James Joyce como um par do autor de “Hamlet” e “Rei Lear”. “Ulysses” reinventa o romance moderno, tornando os posteriores espécies de sombras, não raro pálidas. Mesmo quem não o segue, rumando para outra estética, acaba se tornando tributário. As três traduções são de Antônio Houaiss (Civilização Brasileira), Bernardina Pinheiro (Objetiva) e Caetano W. Galindo (Companhia das Letras).

São Bernardo, de Graciliano Ramos

São Bernardo

O romance mais importante de Graciliano Ramos é “Vidas Secas? Sem dúvida. Mas, num tempo de hegemonia dos estudos de gênero — que matam a literatura em nome de uma ideologia primária —, nada mais significante do que indicar “São Bernardo”. Este livro, se as feministas atuais lessem — as que leem são exceções —, se tornaria uma bíblia. Mas uma bíblia sem concessões moralistas. Poucos autores patropis, mesmo entre as mulheres, construíram tão bem um homem autoritário, até totalitário, quanto o Velho Graça. (Editora Record)

Retrato de uma Senhora, de Henry James

Retrato de uma Senhora

Mestre da ambiguidade, Henry James construiu romances de alta voltagem sobre grandes mulheres, americanas ou inglesas. Pode-se dizer, até, que suas mulheres, sempre mais sutis, são mais bem construídas do que as personagens masculinas. Neste romance, há uma grande personagem, Isabel Archer. O leitor poderá sugerir: “Mas ela é enganada por um homem”. Por certo, é. Mas permanece como uma grande personagem. Este livro — ao lado de “As Asas da Pomba” — deveria ser lido por todos os leitores, sobretudo pelas mulheres. Os homens deveriam amarrá-las para que lessem esta obra-prima? Nem tanto. É crime. A Lei Maria da Penha é um perigo. (Companhia das Letras, tradução de Gilda Stuart.)

Conversa no Catedral, de Mario Vargas Llosa

Conversa no Catedral

O percurso literário de Vargas Llosa é curioso. Começou como um autor inventivo, na linhagem de Faulkner, e se tornou, nos romances mais recentes, um escritor mais tradicional, tão límpido quanto, digamos, Flaubert. Tornou-se um grande narrador clássico, mais acessível. Seu romance mais experimental é “Conversa no Catedral”, no qual diálogos de personagens diferentes são misturados, numa bela orgia linguística. É como se o Nobel de Literatura nos dissesse que a Linguagem é uma personagem tão ou mais importante do que Santiago e Ambrosio. (Alfaguara, tradução de Ari Roitman e Paulina Wacht.)

Poesia 1930-1962, de Carlos Drummond de Andrade

Poesia 1930-1962

O poeta Carlos Drummond de Andrade talvez tenha apenas dois rivais em língua portuguesa — Camões e Fernando Pessoa. No Brasil, quem mais se aproximou, a uma distância de 10 mil quilômetros, foi João Cabral de Melo Neto. Ninguém mais. “Poesia 1930-1962 — Edição Crítica” contém o que há de melhor do escritor mineiro. É, digamos, sua bíblia. Aí está o Drummond, modernista total, de corpo e alma. Como presente de Natal, o preço é salgado, 179 reais, mas a edição, caprichada, vale a pena. O preço será esquecido, mas o presenteador e o livro decerto jamais serão olvidados. (Editora Cosac Naify)

O Deserto dos Tártaros, de Dino Buzatti

O Deserto dos Tártaros

O maior crítico brasileiro Antonio Candido aponta o romance do escritor italiano como um dos mais importantes da história da literatura. Fica-se com a impressão de que a história não anda, ou que anda para trás, ou melhor, que a personagem central, o tenente Giovanni Drogo, espera tanto que insinua-se paralisada, como se a história estivesse estancada. De permeio, a linguagem refinada de Dino Buzatti. (Editora Nova Fronteira, tradução de Aurora Fornoni Bernardini e Homero de Freitas Andrade.)

Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust

Em Busca do Tempo Perdido

Harold Bloom percebe Marcel Proust como o maior escritor francês, acima de Flaubert, o “santo” de devoção de Mario Vargas Llosa. Proust não sabia avaliar se “Em Busca do Tempo Perdido” era um romance, ou algo mais. Talvez seja muito mais do que um romance. Quiçá uma bíblia da civilização humana, mais do que da francesa. Ciúme, memória-tempo, amizade, sexualidade — eis alguns dos temas candentes do escritor. Duas editoras se encarregaram de traduzir a obra-prima, a Globo e a Ediouro. No time de tradutores da Globo estão Mario Quintana, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, entre outros. Fernando Py enfrentou solitariamente as centenas de páginas de um autor de prosa densa (quem só defende literatura concisa não sabe a delícia que é Proust). Mario Sergio Conti prepara a terceira tradução para a Companhia das Letras.

  • Adriana Siqueira Albuquerque R

    Já estão na lista de leitura de 2014

    • rubens

      A Montanha Magica, se vc for um genio vai precisar do ano de 2014 inteiro para ler e entender.Mas valeu a intenção e vontade. bom 2014

  • Andre Luis Oliveira

    Se esses são diamantes, o que seria as obras de Dostoievski, Sartre, Nietzsche, Kafka, Schopenhauer, Turgenyev… ?

    • H.M. Alves

      seriam jazidas meu caro. Jazidas de diamantes.

  • Fernanda Vulcanis

    Muitos livros desses entraram para lista dos que lerei!

  • Joe Rego

    Desculpem-me, mas um livro bom para entender o cortex cerebral é o do neurocientista Antonio Damásio, Self comes to mind, em português, E o Cérebro criou o Homem. Minha dica…

  • Fernanda

    Muito bom o post! Mas trocaria o de Drummond pela antologia poética do mesmo e adicionaria O Pequeno Príncipe, Saint-Antoine de Éxupery à lista. Livro fascinante, de fácil entendimento pra qualquer idade e repleto de lições pra vida

    • Adriana Siqueira Albuquerque R

      Boa escolha

  • Jane Chiesse Zandonade

    Abrir a mente? A coleção infantil do Monteiro Lobato. Crianças que leram Lobato ficam mais inteligentes, mais cultas, mais curiosas. É a melhor coleção infantil DO MUNDO.

    • Ivane Silva Sales

      Com certeza. Ótima lembrança.

  • Hélder Martins

    Boa seleção. Vou tentar ler alguns em 2014! Obrigado.

  • Carlos Santos

    Dois ok. Faltam só mais vinte agora.

  • Maria do Socorro

    Faltou Gabriel Garcia Marques “Cem anos de solidão.

  • Maria Fernandes

    Acho que deveria ser incluído Isaac Bashevis Singer. A Cia das Letras tem uma edição com 49 contos. Neste estilo ele é o mestre. São longos contos, quase novelas, primorosos.

  • Felipe Lopes

    Acrescentaria A revolução dos bichos de George Orwell.

    • Maria Fernanda

      1984 tb!

    • darosa

      Principalmente nos dias de hoje!

  • Renato

    eu estava mesmo querendo conhecer a obra de Liev Toltói. com essa lista vou me empenhar nesse objetivo. Só achava que, por ser a mais conhecida, “Ressureição” era a obra-prima dele,

  • LORENA MARA

    Gente, eu respeito a importância de Guimarães Rosa na literatura. Já li muitos e muitos livros, mas não há autor mais cansativo que ele.

  • Raquel Souzas

    tantos livros maravilhosos e ainda sinto falta de muitos outros, tais como Jogo de amarelinhas, Histórias de cronópios e famas, Julio Cortazar. Livros de Clarice Lispector, de Ligia Fagundes Teles, contos fluminenses de Machado de Assis, e tantos mais.

  • darosa

    Demian, Sidarta e O lobo da Estepe, com certeza estes 3 do Herman Hesse. O retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde.

  • Elson Glauber Carneiro Felix

    Eu não sei não, ainda prefiro a ficção cientifica, fantasia e terror, mas não custa tentar, afinal eu já li até mesmo livros espiritas que achei muito bons…

  • Mariana Braga

    faltou crime e castigo

  • Marcelão

    Então meu cérebro deve ser um carvão…

  • Marcone Cavalcante Carvalho

    livros porreta!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • Maria Helena Ribeiro

    A menina de la….. so o titulo ja me vem uma sensacao de sobrenatural, de vento assobiando e arrepios. Nossa, sem palavras.

  • Lisa

    Concordo

  • Walter Martínez

    Toda lista é burra mas, com certeza, Machado tem que estar em todas elas. E não com um só livro, mas com toda sua obra.

  • Gugu

    Ensaios de amor. Alain de Botton

  • Carlos Mallmann

    Faltou Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marquez.

  • Aristóteles

    colocaria o homen revoltado e o estrangeiro de Albert Camus!

  • Naluh Andrade

    “Cem Anos de Solidão”, “Dr. Zhivago”, “A Casa de Bernarda Alba”, “Casa Grande e Senzala”, “O Tempo e O Vento”, “O Velho e O Mar”, “Grandes Sertões Veredas”, a série do “Império” de Azimov, Saramago, e tantos e tantos outros!!

    • Gilberto Mendes

      A serie do império é Fundação.

  • Evanice

    Não pode faltar “Germinal”,de Emile Zola!Na verdade,tem muitos outros…Mas,muito legal a lista,continuem!

  • Roberto ilia

    Eu acrescentaria mais alguns livros extraordinários: Os Miseráveis, de Victor Hugo, Almas Mortas, de Nikolai Gógol, O Outono do Patriarca, de Garcia Marquez, Ana Karenina, de Tolstoi, Pantaleão e as Visitadoras, de Vargas Llosa e Boris Godunov, de Aleksandr Puchkin…

  • Lucilda Tavares de Sousa

    Eu acrescentaria O nome da Rosa do escritor italiano Umberto Eco

  • Luma Duanny

    Excelente recomendação! Irei acrescentar na minha lista de compras muitas obras não lidas.

    • amber luz catunda

      Não deixem de ler: O sol é para todos de Harper Lee, A ilha de arturo, O retrato de Dorian GRay, o Fisico e o ultimo Judeu de noah gordon. Livros maravilhosos, leituras inesqueciveis.

  • Renata

    Gostei da lista ,acrescentaria Anne Frank.

  • Ro

    Harry Potter :p
    Muda muito sua visão do mundo…

  • Marcello

    E essa lista nunca estará completa. E é assim que deve ser!

  • Rute

    Preparando estantes em 3, 2…

  • Rute

    Eu não sei se já fizeram, mas se ainda não, sugiro uma lista só de peças teatrais. Que tal?
    :D

    • Sol Felix

      boa!

  • Camilo Barbosa da Silva

    O Tambor de Gunther Grass e Cem Anos de Solidão de Garcia Marquez, não falta tbm alguma obre de Borges ser citada aí?

  • R Pauluci

    As listas paralelas são maravilhosas. Acrescentaria “cartas a um jovem poeta”, de Rainer Maria Rilke

  • Monteiro

    Alguma feminista partiu teu coração?

  • SUSI

    Quatro dos vinte e dois títulos são brasileiros…. ORGULHO!

  • Jeanine Luciana Lino Perez

    Estao faltando livros de escritoras maravilhosas: Clarice Lispector, Michelle Cliff, Virginia Wolf para citar algumas

  • Maria

    Entre eles os nossos geniais Guimarães Rosa, Machado de Assis, Graciliano Ramos e Carlos Drummond de Andrade !

  • Dru de Nicola

    Emily Dickinson

  • Sueli Belmonte

    A insustentável leveza do ser – Milan Kundera.

  • Amanda Noronha Araújo

    Sempre quis ler Memorial de Aires <3

  • Maria de Lourdes

    Aí nessa lista só tem livros bons, mais não citaram o melhor de todos “Os Miseráveis” de Victor Hugor

  • Rosana Reginaldo

    Em ano de eleição, ninguém vai citar “O Príncipe” de Maquiavel?

  • Ana

    As Brasas de Sàndor Marai.

  • Srta G

    O Estrangeiro- Albert Camus

  • António M. Graça

    …e então não sobra nada para Jorge Amado? Nem “Os Capitães da Areia” talvez um dos melhores romances de literatura “entre-deux-guerres” escritos em língua portuguesa. Eu não serei um intelectual, mas certamente sou um leitor que não pode viver sem ler…nem sequer respirar!

  • Fatinha

    poxa…não li nenhum…li alguns desses autores, mas não esses livros! Valeu!

  • Fatinha

    Os Pilares da Terra de Ken Follet – gostei muito…claro que existem milhares de bons livros, mas este me marcou bastante!

  • Isabelly Lima

    post incrível!

  • Silvia Oazem

    E Hermann Hesse, O lobo da estepe? E Milan Kundera, A Insustentavel leveza do Ser?

  • Silvia Oazem

    As vinhas da Ira, Jonh Steinback.

  • Eliane Accioly Fonseca

    Tambores Silenciosos, de Josué Guimarães

  • saymonn

    Tolstoi é tudo….

  • Vitor Matos

    Excelentes livros !

  • Amanda

    A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera
    ‘ Seu drama não era o peso, mas a leveza. O que se abatera sobre ela não era um fardo, mas a insustentável leveza do ser.’

  • Adriana

    Cem anos de solidão também é um livro maravilhoso!

    • Squyzani

      já li duas vezes, para mim o melhor que já li.

  • Arianne

    Revolução dos Bichos e A Cabana também se encaixam o/

  • Arianne

    São ótimos estes! o rs

  • José Fraga

    Eu prefiro A Morte de Ivan Ilitch e Padre Sérgio…São obras de um Tolstoi pós-conversão…

  • Júlia Martim Garcez

    Nenhum título de Fernando Pessoa, nem de António Lobo Antunes (certamente um dos grandes romancistas de língua portuguesa vivos), nem de Herberto Helder (imenso poeta português, vivo ainda também)…!
    Existirá o efeito transatlântico das palavras, quando a origem é Portugal?

  • Cristiano Vituri

    William Faulkner! genial

  • Ianca Coelho

    Faltou O Livro do Desassossego do Fernando Pessoa.

    • Márcia

      concordo…

  • Márcia

    dificil mesmo..todos citados por vc são excelentes tb…

  • Calyanne Gonçalves

    Faltou: O pequeno príncipe

  • visitante

    Verdade, sou engenheira e sinto isso na pele direto, outra dia minha irmã que faz doutorado em cinema veio reclamar que eu não dava atenção o suficiente sobre o que ela queria falar dos estudos dela, eu disse que dava até demais visto que ela simplesmente ignorava os meus e nem tinha ideia do que eu estudava no mestrado, ela respondeu dizendo que cinema é legal e engenharia não.

  • Rhaymer Lisboa Campelo

    faltou kafka

  • Roberto Alves

    Sou engenheiro, aliás, fui durante 40 anos e li muito sobre ciências ( todos que você listou e outros), fui de obra, calçando bota e pisando na lama. Agora me volto TAMBÉM para a literatura. Tudo é busca da expressão e tentar compreender um pouco mais esse mistério que se chama universo, Ser humano, a natureza próxima e sua tantas maneiras de se expressar. Qualquer compartimentação é pobreza de espírito…

  • Ramon Brasileiro

    Excelente lista! Eu acrescentaria: “O Livro do Desassossego” (Fernando Pessoa), “O Nome da Rosa” (do italiano Umberto Eco), “O Julgamento de Sócrates” (I. F. Stone), “1984″ (George Orwell) e “A Metamorfose” (Franz Kafka).

    • Márcia Prado

      Ótimas escolhas.

      • Ramon Brasileiro

        Grato, Márcia Prado!

  • Ramon Brasileiro

    É complicado indicar livro, vez que cada um tem um gosto. Mas indico “O Nome da Rosa” (Umberto Eco).

  • Elvira

    Vidas Secas de Graciliano Ramos.

  • Arailson Galindo

    Faltou Uma Estadia no Inferno de Rimbaud, estonteante com sua Alquimia do Verbo, o poeta que deu cor as vogais!

  • Andréa Fazzio

    Falta Lolita nessa lista!!

  • Marcos freitas de campos

    A montanha magica foi o desafio que nao venci.

  • Denise B. Rozas

    Agatha Christie não pode ser esquecida. O passageiro de Frankfurt. Imperdível como todos os livros dessa Lady.

    • paty

      Vou ler este livro…valeu pela dica.

  • Denise B. Rozas

    Que maravilha podermos acrescentar tantos livros de diversos autores , temas e enredos tão distintos.Viva a diversidade humana e cultural. Amo isso.

  • Ivane Silva Sales

    Experimentem :”Fazes-me falta”, da portuguesa Inês Pedroza.

  • Ivane Silva Sales

    Até que alguém lembrou de “O amor nos tempos do cólera” < de Gabriel Garcia Márquez ,minha leitura mais recente. Ainda estou impactada.
    Mui rica essa relação de recomendados.

  • Rdez Milky

    Sinopse – Os Homens Que Não Amavam As Mulheres – Trilogia Millennium – Livro 1 – Stieg Larsson
    Primeiro volume de trilogia cult de mistério que se tornou fenômeno mundial de vendas, Os homens que não amavam as mulheres traz uma dupla irresistível de protagonistas-detetives: o jornalista Mikael Blomkvist e a genial e perturbada hacker Lisbeth Salander. Juntos eles desvelam uma trama verdadeiramente escabrosa envolvendo a elite sueca.

  • Márcia Prado

    Fez-se luz nestes comentários!
    Gosto de alguns, dos citados livros, mas fica evidente, para quem escolheu tais obras literais, que os grandes autores, de consagrados livros de ciência, ficaram de fora.
    Fica, para efeito de curiosidade, que tenho em minha coleção de livros de ciência, todos estes autores, aos quais foram citas no comentário acima.
    Resta-me dar os devidos parabéns pelas escolhas que fez e desejar uma excelente leitura de tais obras.
    Um abraço.
    Márcia Prado.

  • Edecildo

    A Volta do Gato Preto, de Érico Veríssimo é simplesmente imperdível!

  • Cris

    Leia À Leste do Éden de John Steinbeck. Chego a sentir saudades dos personagens.

  • Marcelo

    As Vinhas da Ira – John Steinbeck. Contos – Voltaire. 1984- George Orwel e o melhor de todos Guerra e Paz – Leon Tolstoi.

  • Wilson AMARAL JORGE

    A maioria da análise literária é de conteúdo pedante, pouco pode se tirar para a escolha de um bom livro. O livro “Guerra e Paz”, por exemplo, por muitos citados como o melhor de todos os tempos não presta, posso garantir. É totalmente inverossímil, parece um filme americano, destes que o mocinho nunca morre. O príncipe russo atravessa as situações mais difíceis na guerra e sempre sai ileso. Na última batalha, é ferido e, ao invés de levar a estocada final, é salvo por ninguém menos que Napoleão. Imaginem a cena de guerra; milhares de soldados combatem, o principe russo cai ferido. Napoleão, o comandante supremo, calha de passar por ali e, entre tantos feridos, cisma com aquele. O recolhe, e o leva para o hospital. Porcaria. Lixo!

  • Wilson AMARAL JORGE

    Feliz ano Velho é um dramalhão bobo.

  • Cáritas Gomes

    E Victor Hugo? O último dia de um condenado é surreeal!
    Vale muito a leitura.
    E outros do mesmo autor

  • Mênyky

    A distância entre nós de Thrity Umrigar. Simplesmente maravilhoso!