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Sem acrobacias e sem grandes reviravoltas: filme com Jason Segel aposta em ver a vida como ela é, na Netflix Divulgação / Jeff Brothers Productions

Sem acrobacias e sem grandes reviravoltas: filme com Jason Segel aposta em ver a vida como ela é, na Netflix

“Jeff e as Armações do Destino” acompanha Jeff (Jason Segel), um homem de 30 anos que ainda mora no porão da casa da mãe e acredita que o universo se comunica por sinais sutis. Ele não trabalha, não tem planos claros e passa os dias esperando que algo externo lhe diga qual caminho seguir. Essa postura, que começa quase como uma excentricidade inofensiva, logo revela um incômodo maior: a dificuldade de assumir escolhas concretas e lidar com as frustrações da vida adulta.

Doce e delicado, romance coreano que acaba de chegar à Netflix vai conquistar os fãs de dorama Divulgação / Netflix

Doce e delicado, romance coreano que acaba de chegar à Netflix vai conquistar os fãs de dorama

“E Se Esse Amor Desaparecesse Hoje” acompanha uma garota interpretada por Shin Si-ah que, após um acidente, passa a viver com amnésia anterógrada: todas as manhãs, sua memória retorna ao ponto anterior ao trauma. O que ela constrói durante o dia se perde à noite. É nessa rotina frágil que surge o rapaz vivido por Choo Young-woo, um colega de escola que se aproxima com delicadeza e passa a ocupar um lugar constante em uma vida que nunca consegue avançar no tempo.

Na Netflix: Kevin Costner no auge em um épico de aventura que não envelhece — para ver e rever Divulgação / Warner Bros.

Na Netflix: Kevin Costner no auge em um épico de aventura que não envelhece — para ver e rever

Dirigido por Kevin Reynolds, “Robin Hood — O Príncipe dos Ladrões” começa com o retorno de Robin de Locksley da Cruzada e o choque com uma ordem tomada à força em torno do xerife de Nottingham e do Príncipe João, enquanto a volta de Ricardo Coração de Leão vira objetivo prático para quem quer seguir vivo e com algum chão. Kevin Costner conduz o herói no gesto e no deslocamento, Morgan Freeman entra como parceiro constante de cena e Alan Rickman ocupa o posto do vilão com presença e fala que puxam tudo para o embate. É um filme que pede fôlego: alterna trechos que correm com outros que insistem no mesmo atrito até a paciência acusar.

Na Netflix: o suspense do trem que transforma 96 minutos em pânico Divulgação / Golden Village Pictures

Na Netflix: o suspense do trem que transforma 96 minutos em pânico

Revisitar o passado pode render lições. Traiçoeira, a memória transforma erros em fantasmas que sempre voltam, queiramos ou não. Essa é a premissa empregada pelo taiwanês Hung Tzu-Hsuan em “96 Minutos”, um thriller sobre o poder das decisões naqueles momentos cruciais. Hung prefere concentrar-se nos conflitos internos de seu protagonista a enfileirar cenas pirotécnicas, dando à trama uma permanente sensação de claustrofobia.

Acabou de estrear na Netflix: Luca Guadagnino adapta William S. Burroughs em viagem onírica, tropical e inquietante Divulgação / A24

Acabou de estrear na Netflix: Luca Guadagnino adapta William S. Burroughs em viagem onírica, tropical e inquietante

A cada filme, Luca Guadagnino prova que é um dos diretores mais subversivos do cinema atual. A disrupção de Guadagnino é assumidamente panfletária em “Queer”, um de seus trabalhos mais criativos e maduros, em que brinca de ir misturando gêneros e histórias, com um toque confessional. Imagens homoeróticas, o kitsch e a inquietação social enfrentam aqui o rescaldo fascista dos anos 1950 numa batalha inglória e vesana, numa busca renhida por liberdade. Uma das razões que explicam um enredo tão ácido.