Livros

Com ‘Pixel’, escritora húngara Krisztina Tóth estreia no Brasil Divulgação / Falus Kriszta

Com ‘Pixel’, escritora húngara Krisztina Tóth estreia no Brasil

Krisztina Tóth é uma autora conhecida por descrever contradições e trazer à tona incômodos em uma sociedade multicultural e miscigenada que compõe o Leste Europeu. Em “Pixel”, primeiro livro da autora publicado no Brasil e editado pela DBA (171 páginas), a escritora húngara toca nesses temas em 30 textos que correspondem a diferentes partes do corpo — despedaçado, mas ainda assim um corpo. O título revela uma das características principais da obra: cada capítulo é uma peça de um quebra-cabeça que integra a trajetória de diferentes personagens.

A vida de Buda, segundo Jack Kerouac

A vida de Buda, segundo Jack Kerouac

Jack Kerouac é aquele escritor americano de ascendência franco-canadense que compõe a santíssima trindade da “Geração Beat”, ao lado de Allen Ginsberg e Willian Burroughs. As pessoas costumam conhecê-lo por “On the Road”, o calhamaço — percursor da contracultura — em que relata suas aventuras pelos Estados Unidos e pelo México, regadas a jazz, poesia e benzedrina. Confesso que, num primeiro contato com o seu “magnum opus”, fiquei desnorteado. Kerouac descreve a noite nova-iorquina, os concertos de jazz e as figuras humanas interessantes que conheceu pela estrada em períodos muito longos, num estilo que ele chamou de “prosa espontânea”.

Bula de Livro: Precoce, de Ariana Harwicz

Bula de Livro: Precoce, de Ariana Harwicz

“Precoce” é a história de uma obsessão. Uma obsessão natural, darwinista. E não são, afinal, as mães donas de seus rebentos? Nada mais justo! Pelo menos até que tenham condições de viver por conta própria, o que no caso dos filhos homens é, praticamente, nunca. O livro é, ainda, uma placa de cuidado bem desenhada, posicionada em uma rua larga, num lugar bem visível. Numa cena emblemática, há em uma delegacia uma série de avisos sobre perigos na gravidez e maus tratos.

Um dos mais belos e perturbadores livros da história da literatura

Um dos mais belos e perturbadores livros da história da literatura

Dostoiévski, há muito, não é apenas um escritor. Transformou-se em uma espécie de oráculo, profeta, arauto de futuros e “criador” de bases filosóficas e científicas consolidadas. Quase na mesma proporção da Bíblia ou de “O Poderoso Chefão”, as obras de Dostoiévski possuem respostas para tudo, segundo alguns de seus seguidores mais fervorosos. Para este que vos escreve, Dostoiévski era, primordialmente, um contador de histórias.

O eterno retorno de Michel Houellebecq

O eterno retorno de Michel Houellebecq

O homem absurdo, então, seria o sujeito que enfrenta esse confronto conscientemente, sem a necessidade de recorrer a um “salto”, isto é, a um deus — aqui, Camus se afasta de filósofos existencialistas como Kierkegaard, para quem deus representaria a própria absurdidade — e, sobretudo, o faz sem nenhuma esperança. É, assim, um homem que experimenta o que esta vida tem a oferecer, sabendo, desde o princípio, que ela é uma causa perdida.