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O filme mais assistido do planeta atualmente é influenciado por uma autora que previu o futuro décadas atrás: Octavia Butler — na Netflix Divulgação / Paramount Pictures

O filme mais assistido do planeta atualmente é influenciado por uma autora que previu o futuro décadas atrás: Octavia Butler — na Netflix

Desta vez, o silêncio não é apenas uma condição — é um veredicto. Ao retroceder ao instante em que tudo começou, o filme nos arremessa para o olho do furacão emocional, onde o medo não vem do que se vê, mas do que já não se consegue entender. Em vez de explicar a ameaça, opta por desconstruir as certezas, revelando um mundo em colapso e uma humanidade exposta ao que há de mais cru: a necessidade de seguir mesmo sem direção.

Épico histórico indicado a 3 Oscars, dirigido por Ridley Scott, com Joaquin Phoenix, acaba de estrear no Apple TV+ Divulgação / Columbia Pictures

Épico histórico indicado a 3 Oscars, dirigido por Ridley Scott, com Joaquin Phoenix, acaba de estrear no Apple TV+

Aos olhos de Ridley Scott, Napoleão Bonaparte (1769-1821) era, por óbvio, um homem viciado em poder, belicoso, perverso, mas também feito de altos e baixos, dado a paixões avassaladoras, o que não deixa de refletir-se em seu talento para dominar. Assumidamente grandíloquo, “Napoleão” alcança camadas de que muitos livros de História preferem manter distância, mérito que o diretor divide com David Scarpa, cujo roteiro meticuloso faz questão de cristalizar O Pequeno Cabo como um sujeito tão ganancioso quanto afável — ao menos com seus subordinados.

Na Netflix, uma história de amor delicada como um poema de Neruda — e com o mesmo poder de tocar aquilo que a pressa da vida esquece Diego Araya Corvalán / Netflix

Na Netflix, uma história de amor delicada como um poema de Neruda — e com o mesmo poder de tocar aquilo que a pressa da vida esquece

Mais do que revisitar uma história já conhecida, o filme de Rodrigo Sepúlveda opta por desenterrar, com extrema delicadeza e rigor emocional, a potência transformadora da poesia em meio ao cotidiano mais árido. O reencontro entre Neruda e o carteiro Mario não é apenas um elo entre dois mundos distantes, mas a lembrança de que a linguagem pode ser refúgio, ponte, resistência e sopro de reinvenção interior.

Ame ou odeie, mas esse foi o filme que revelou um dos maiores talentos da atualidade, Jacob Elordi, ao mundo, na Netflix Divulgação / Netflix

Ame ou odeie, mas esse foi o filme que revelou um dos maiores talentos da atualidade, Jacob Elordi, ao mundo, na Netflix

“A Barraca do Beijo” consegue capturar a atenção do público ao equilibrar a familiaridade do gênero com uma química genuína entre os personagens. A trama segue o tradicional enredo de comédia romântica adolescente: uma jovem, Elle, se vê dividida entre a amizade com Lee, seu melhor amigo, e o irresistível irmão deste, Noah, com quem ela começa um romance secreto. Apesar de ser claramente influenciado por filmes como “O Primeiro Amor” e “De Repente 30”, que exploram o dilema do melhor amigo apaixonado pela garota, o filme cativa pela leveza e a energia envolvente entre os protagonistas.

O filme  de ficção científica que é tão lindo que nem parece real, parece um sonho, no Prime Video Divulgação / Paramount Pictures

O filme de ficção científica que é tão lindo que nem parece real, parece um sonho, no Prime Video

Desde os primeiros instantes, “A Chegada” convida o espectador a uma imersão única, onde o enigmático encontro com o desconhecido se transforma em uma profunda reflexão sobre a natureza da comunicação e do tempo. Sob a direção perspicaz de Denis Villeneuve, a história se concentra em Louise Banks (Amy Adams), cuja trajetória ultrapassa o mero enfrentamento de uma crise interplanetária para explorar os limites da experiência humana. Ao invés de privilegiar confrontos espetaculares, o filme propõe uma investigação meticulosa das estruturas linguísticas que regem nossa percepção, insinuando que o modo como articulamos ideias pode, de fato, remodelar nossa própria existência.