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Vargas Llosa está morto: e a infantilidade da intelectualidade brasileira quer enterrá-lo

Vargas Llosa está morto: e a infantilidade da intelectualidade brasileira quer enterrá-lo

Morreu o escritor. Mas, no Brasil, parte da reação não foi luto nem leitura — foi histeria. Em vez de refletir sobre a obra, muitos correram a julgar o homem, como se a literatura de um Nobel pudesse ser reduzida a manchetes de rede social. Vargas Llosa incomoda. Não só pelo que escreveu, mas pelo que ousou pensar. E a incapacidade de lidar com essa complexidade revela mais sobre nós do que sobre ele. Este texto é uma defesa da literatura como campo de liberdade — e uma crítica à infantilização do debate cultural.

Juventude sem Deus, de Ödön von Horváth

Juventude sem Deus, de Ödön von Horváth

A força de uma ideia pode mover civilizações — ou destruí-las por dentro. Quando um sistema molda a mente de jovens para acreditar que alguns valem mais que outros, o pensamento vira arma, e a educação vira campo de adestramento. Neste romance brutal e engenhoso, acompanhamos um professor diante de uma juventude formatada pela obediência, pela arrogância e pelo medo. Um crime acontece. Mas a origem está muito antes do ato: está no silêncio, no abandono moral, na normalização da violência como reflexo de uma doutrina.

Mulheres do fim do mundo

Mulheres do fim do mundo

Com linguagem afiada e imagética, a autora constrói uma narrativa que pulsa entre o real e o delírio, convocando o leitor a atravessar dores femininas muitas vezes silenciadas. As personagens caminham por territórios de opressão, mas também de resistência, numa escrita que não pede licença para existir. Há brutalidade, beleza e denúncia no mesmo parágrafo. Cada página é um passo em direção ao abismo — e também à liberdade. O corpo, aqui, é campo de batalha e possibilidade de reinvenção.

As 50 cidades brasileiras mais felizes em 2025

A construção do ranking das 50 cidades brasileiras mais felizes em 2025 baseou-se em uma metodologia analítica que combina dados objetivos com variáveis subjetivas de bem-estar. Inspirado no modelo do World Happiness Report (WHR), publicado anualmente pela ONU, o estudo procurou adaptar à realidade brasileira os critérios que determinam a qualidade de vida nas principais nações do mundo.

Mario Vargas Llosa morreu. E com ele, a última ilusão da América Latina

Mario Vargas Llosa morreu. E com ele, a última ilusão da América Latina

Poucos escritores viveram tantas vidas quanto Mario Vargas Llosa. Foi revolucionário e liberal, herói e herege, amante escandaloso e pensador incômodo. Sua morte encerra não apenas uma era literária, mas um modo de pensar — movido por contradições, mas nunca pela covardia. Cada ruptura que protagonizou, ele também escreveu. E cada ideia que abandonou, ele levou até o limite antes de descartá-la. Vargas Llosa foi mais do que um autor: foi um campo de batalha entre o desejo e a dúvida, entre o real e o justo. Agora que se foi, resta-nos reler — não por saudade, mas por necessidade.