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7 livros escritos em bares e cafés que mudaram o mundo

7 livros escritos em bares e cafés que mudaram o mundo

Trieste, Paris, Praga e portos do Atlântico moldaram páginas escritas em mesas de café e balcões de bar. No Caffè San Marco e no Pirona, um irlandês afinou frases entre dicionários. No Café de Flore, no Les Deux Magots e no Closerie des Lilas, filósofos e romancistas lapidaram diálogos. No Café Louvre, estudantes e escritores registraram a ascensão da burocracia. Em tavernas de New Bedford e Manhattan, vozes de baleeiros alimentaram capítulos. Esta curadoria mostra como esses espaços sustentaram forma, ritmo, ouvido e ambição literária.

Entre páginas e pólvora: o Brasil literário dos anos 1930

Entre páginas e pólvora: o Brasil literário dos anos 1930

Em tempos de profundas transformações, não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro, os romances brasileiros surgiram como presságios do que ainda estava por vir. Escrever, em meio às turbulências políticas, econômicas e sociais da década de 1930, era um desafio enorme, mas a literatura não recuou; pelo contrário, erguia-se como resistência silenciosa e pulsante, carregando, nas páginas febris de seus livros, a esperança e a inquietação de uma nação em ebulição.

Do topo das rádios à solidão de um apartamento no Recife: o ídolo que a música brasileira preferiu esquecer

Do topo das rádios à solidão de um apartamento no Recife: o ídolo que a música brasileira preferiu esquecer

Cronista popular nascido em Pesqueira, ele atravessou rádios, táxis e bares com voz grave e humor fino, unindo poesia e notícia. Doze anos de estúdio ensinaram medida, silêncio e corte; depois vieram doença de rio, cadeira de rodas, hemodiálises, tentativas de retorno e uma cidade que não para. Entre cadernos de bolso e recibos guardados, a biografia revela um país comprimido no acetato e nos papéis.

Aos 47 anos, o tumor interrompeu a vida. Mas a canção se recusou a morrer. Ela já havia virado lenda

Aos 47 anos, o tumor interrompeu a vida. Mas a canção se recusou a morrer. Ela já havia virado lenda

Do apartamento em Copacabana ao palco vigiado de “Opinião”, do cinema de Goiânia ao estúdio dos meses finais, Nara Leão transformou delicadeza em critério. Deu nome inteiro a compositores esquecidos, escolheu sílabas com precisão, sustentou pausas como quem guarda uma promessa. Entre 1964 e 1989, atravessou censura, exílio afetivo, reabertura política e doença, deixando um método simples: ouvir antes de cantar. A sua voz, baixa e firme, ainda ensina atenção; o legado aparece nas contracapas, nas fichas técnicas e nas escutas domésticas.

O poeta maldito que fez o país cantar e morreu esquecido aos 47 anos: a tragédia de Sérgio Sampaio

O poeta maldito que fez o país cantar e morreu esquecido aos 47 anos: a tragédia de Sérgio Sampaio

Entre uma janela mal fechada em Santa Teresa e um palco que ainda ressoa, a vida de Sérgio Sampaio atravessa pensões, estúdios de lâmpada quente e mesas de bar onde o convite cabe no verso de um guardanapo. Há um refrão que o país adotou e há canções guardadas em cozinhas, corredores, fitas. A história corre por dentro de censuras miúdas, de vendas tímidas, de plateias pequenas, e insiste em ficar. Quando a cidade se silencia, a marcha retorna, baixa e precisa, chamando de novo o bloco para a rua.